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Data: 23/10/2017

Iveco lança edições especiais em comemoração aos 20 anos no Brasil
A Iveco preparou um pacote de ações e novidades, que incluiu o lançamento do Tector Auto-Shift, em comemoração aos 20 anos de operação no país. Agora, a marca lança as versões limitadas do Daily e do extrapesado Hi-Way.

Serão produzidas 20 unidades de cada modelo, numeradas e identificadas por uma inscrição na parte externa e placa de inox interna com os dizeres “Feito sob encomenda para (nome do proprietário ou transportadora)”.

O gerente de Marketing da Iveco, Maurício Correa, destaca que o público-alvo dos produtos são o motorista e o transportador, fãs de caminhão, que acompanham a marca desde a chegada no Brasil, e que querem exclusividade. “Essas versões especiais serão o cartão de visita dos proprietários e vão cruzar as estradas e cidades conduzidas por motoristas que movimentam a economia brasileira”.

O modelo especial na cor prata ganhou pintura em preto fosco e detalhes em azul metálico, grade central cromada, faróis com DRL (Day Running Light), defletor de ar e rodas em alumínio. No interior, o modelo conta com pintura em Black Piano, detalhe na porta em azul e couro na forração do volante e nos bancos.

O veículo conta com cortina e tapetes customizados. A unidade multimídia possui TV digital de led, conectividade bluetooth e espelhamento para Android e IOS, além do kit de som e a TV de 19 polegadas. As versões comemorativas estão à disposição na versão teto alto.

O modelo tem itens exclusivos como detalhes do painel em Black Piano, central multimídia com tela touch, TV digital, espelhamento Android e câmera de ré com infravermelho. A pintura externa da grade e do para-choque dianteiro se destaca em tons de azul, prata e preto fosco.

A série especial está disponível em todas as versões de fábrica com opcionais mínimos: trio elétrico, ar-condicionado e airbag.

Fonte : Frota & Cia





 

Data: 23/10/2017

Na crise, matrizes enviam R$ 60 bilhões para montadoras
Nos últimos dois anos, a indústria automobilística brasileira recebeu das matrizes US$ 18,7 bilhões, o equivalente a R$ 60 bilhões pela cotação atual. Esses recursos chegaram como empréstimos das matrizes para as filiais e como investimentos por meio do aumento de participação no capital. O dinheiro tem ajudado as empresas a cobrirem despesas como salários, compra de peças e investimentos.

Até agosto, conforme dados do Banco Central (BC), o investimento direto no País no setor de veículos automotores, reboques e carrocerias foi mais que o triplo do registrado em 2012 e 2013, quando a venda de veículos foi recorde. Nos dois anos pré-crise, o setor recebeu R$ 17,7 bilhões (US$ 5,6 bilhões).

Parte do dinheiro recebido nos últimos meses deve bancar os investimentos mais urgentes dentro dos planos recentes anunciados pelas montadoras, que somam R$ 16,8 bilhões.

Os dados do BC mostram também que os valores de empréstimos intercompanhias (concedidos pelas matrizes às filiais e que devem ser devolvidos posteriormente) são superiores aos ingressos em forma de participação no capital (dinheiro a fundo perdido). Para analistas, esse movimento mostra que as matrizes estão socorrendo as subsidiárias, mas acreditam na recuperação do mercado e na capacidade das empresas em honrar as dívidas futuramente.

“Os empréstimos intercompanhias são a melhor forma de financiar os desenvolvimentos da indústria, uma vez que, embora os juros locais estejam caindo, ainda são elevados se considerarmos os padrões internacionais”, diz o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale.

Novos produtos

A maior parte dos investimentos anunciados nos últimos meses para projetos até 2022 está sendo direcionada ao desenvolvimento de novos produtos, novas tecnologias e modernização das fábricas. Muito pouco vai para ampliação de capacidade produtiva, alvo do ciclo anterior de investimentos. Com a crise, a maioria das fábricas opera com elevada ociosidade.

Segundo Megale, os primeiros sinais da recuperação da economia e do mercado automotivo são evidentes e é importante para as empresas continuarem com o processo de evolução dos seus veículos. “A indústria automobilística é movida por produtos, e quem não renova fica para trás”, diz Rodrigo Custódio, da consultoria Roland Berger.

“Não vejo nesse momento uma nova onda de investimentos, mas uma continuidade para manter os produtos atualizados, pois hoje os veículos são cada vez mais globais e é preciso manter as atualizações”, diz Marcelo Cioffi, da PwC. “De qualquer forma, demonstra que o Brasil continua sendo importante na estratégia global das companhias.”

Custódio calcula que, para a produção de um novo carro, são necessários aportes de R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão. Para ele, grupos que demoraram a renovar a linha de produtos são os que mais perderam fatia de mercado. “Algumas esperaram para investir no momento de recuperação das vendas e outras não tinham caixa para isso.”

Juros

As empresas brasileiras normalmente têm prazos de cinco a dez anos para pagar os empréstimos das matrizes, a juros internacionais, menores que os nacionais. Segundo o BC, parte do aumento do investimento direto para o setor “se deve a uma recuperação dos fluxos de investimento direto após a crise financeira internacional”. Também afirma que, pelas estatísticas disponíveis, não há indícios de que as empresas tenham usado porcentual desses recursos para investir no mercado financeiro local e se beneficiar do juro alto, uma hipótese que costuma se apontada para justificar o forte ingresso de divisas estrangeiras no País.

Para o diretor-presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização (Sobeet), Luís Afonso Lima, os indícios são mesmo de que “as empresas do setor estão fazendo uso dos empréstimos intercompanhias em suas operações com vista a desenvolver produtos, fomentar exportações e desenvolver processos e produtos”.

Remessas

Ao mesmo tempo em que recebe mais ajuda de fora, a indústria automobilística brasileira reduziu a remessa de lucros para as matrizes. Em anos de boas vendas, como em 2011, com 3,6 milhões de veículos, as empresas enviaram US$ 5,6 bilhões (R$ 17,7 milhões) para as sedes globais. Na soma de 2012 e 2013 foram mais US$ 5,7 bilhões (R$ 18 bilhões). Desde então, os valores despencaram e, no ano passado, voltaram às matrizes apenas US$ 86 milhões (R$ 273 milhões). Neste ano já houve melhora com a remessa, até agosto, de US$ 134 milhões (R$ 426 milhões).

Fonte : O Estado de S. Paulo/Cleide Silva





 

Data: 23/10/2017

Venda de caminhão dependerá menos do BNDES
As montadoras veem uma redução significativa da dependência do mercado de caminhões pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A instituição já representou 90% das vendas do segmento, mas esse nível deve cair daqui para frente.

Executivos acreditam que os juros altamente subsidiados do crédito do BNDES para bens de capital (Finame), praticados no passado recente, não devem voltar. Em meados de 2012, a taxa no âmbito do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) chegou a ficar "negativa", em 2,5% ao ano. "O mercado ficou muito dependente do Finame. Um patamar saudável de vendas pela modalidade seria de 30%", afirmou ao DCI o presidente da Mercedes-Benz no Brasil, Philipp Schiemer.

Ele comenta que os juros estruturais do Brasil continuam altos, mesmo com a perspectiva da Selic encerrar o ano em pouco mais de 7%. "A taxa básica de juros ideal seria em torno de 5%", observa. "Mas o patamar atual já favorece outros tipos de financiamentos", acrescenta.

Para o diretor-geral de operações da Scania no Brasil, Roberto Barral, os estímulos artificiais do Finame não foram benéficos para a indústria. "O crédito do BNDES é uma ferramenta potente, mas o que vende caminhão é PIB, e não subsídios", avalia.

Segundo ele, atualmente cerca de 60% das vendas da Scania são feitas via Finame. "O mercado não pode ficar tão dependente do BNDES", comenta o executivo.

O diretor de marketing da Iveco para América Latina, Ricardo Barion, acredita que o Finame continuará representativo nas vendas de caminhões. "Os juros subsidiados não vão voltar. Mas o crédito do BNDES vai continuar significativo nas nossas vendas."

No entanto, o vice-presidente de vendas da MAN Latin America (fabricante dos caminhões Volkswagen), Ricardo Alouche, enxerga com cautela a diminuição da dependência do setor em relação ao Finame.

"Não defendo taxas subsidiadas como no passado recente, mas o banco tem condições de financiar com juros um pouco melhores que os praticados pelos bancos comerciais", explica. "O Finame serve justamente para estimular o investimento e caminhão é bem de capital", pontua.

O executivo acredita que, diante do fim dos juros subsidiados e do aumento das restrições para a obtenção do crédito, as vendas via Finame devem cair para cerca de 60% do total do mercado.

Atualmente, o Finame é atrelado à Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), fixada pelo Conselho Monetário Nacional em 7% neste ano. Além do spread do banco comercial, que faz a intermediação do negócio, a diferença em relação à Selic é bancada pelo governo. Neste cenário, o juro do Finame hoje é variável e gira em torno de 16% ao ano.

E é exatamente para acabar com esse subsídio que deve entrar em vigor, no início do ano que vem, a Taxa de Longo Prazo (TLP). Na avaliação do presidente da Mercedes, a fórmula mais transparente da TLP é positiva. "Isso traz mais previsibilidade ao mercado e, diante da queda da Selic e da inflação, outros tipos de financiamentos se tornam mais atraentes", destaca Schiemer.

Por outro lado, para obter o Finame, cada linha de produto precisa ter 60% de conteúdo nacional. Mas com a perspectiva de redução da dependência da modalidade, a estratégia das montadoras pode mudar, apesar da garantia dos fabricantes locais de nacionalização dos portfólios.

Outros tipos de crédito

Nos últimos anos, o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) era praticamente ínfimo nas vendas de caminhões. Porém, com a forte queda da Selic e da inflação, essa modalidade cresceu no segmento. Na Scania, por exemplo, 20% das vendas da empresa já são feitas via CDC. "A modalidade tem ganhado corpo", revela Barral.

Já na MAN, o CDC representa hoje 15% das vendas da companhia. Na Mercedes, de 10% a 15%. "A obtenção do Finame é altamente burocrática, diferentemente do CDC, que é mais rápido", explica o presidente da Mercedes. Barral, da Scania, pondera ainda que o consórcio também é muito interessante. "A tendência é que o mercado de caminhões se torne cada vez menos dependente do Finame. Já está se tornando", assinala.

Fonte : DCI/Juliana Estigarríbia





 

Data: 23/10/2017

Consumo puxa retomada gradual, mas sólida
Liderada pelo consumo das famílias, a recuperação da economia brasileira é gradual, mas tem fundamentos sólidos, como a queda dos juros e da inflação, a melhora moderada do mercado de trabalho e a retomada do crédito para a pessoa física. Esse é, em linhas gerais, o quadro pintado por alguns dos integrantes do Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace), que vai se reunir em breve, devendo determinar que a recessão iniciada no segundo trimestre de 2014 ficou para trás.

Para o coordenador do Codace, Affonso Celso Pastore, a recessão terminou no quarto trimestre de 2016, opinião compartilhada pela professora Marcelle Chauvet, da Universidade da Califórnia. Já o professor Paulo Picchetti, da Fundação Getulio Vargas (FGV), acredita que ela se encerrou no primeiro trimestre deste ano, quando o PIB cresceu 1% em relação ao trimestre anterior, feito o ajuste sazonal, mas com uma expansão concentrada no setor agropecuário. Os três ressaltam que essas são suas opiniões pessoais, e não a visão do Codace, responsável por estabelecer a cronologia dos ciclos econômicos do país. O Codace tem outros quatro integrantes, que não comentaram o assunto.

Ex-presidente do Banco Central (BC), Pastore considera que, dado o quadro de recuperação em vários setores da economia e a perspectiva de três trimestres consecutivos de expansão do PIB, o fim da recessão se deu no último trimestre do ano passado. “A recuperação não é exuberante, mas tem fundamentos e é sólida”, diz Pastore.

Para ele, há sinais de que a atividade também avançou no terceiro trimestre, mesmo com a queda registrada em agosto por indicadores como a produção industrial, de 0,8% em relação a julho. Apesar desse recuo, a abertura dos números mostrou um quadro mais positivo, com alta em 16 dos 24 ramos industriais.

Na visão de Pastore, o Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), que mostra grande aderência ao PIB, aponta para alta no terceiro trimestre. Mesmo com o recuo em agosto de 0,38% do índice, a herança estatística para o terceiro trimestre é de 0,35%. Isso significa que, se o indicador ficar estável em setembro, haverá crescimento de 0,35% no trimestre em relação ao anterior.

“De acordo com o modelo de probabilidade de recessão e indicador coincidente que tenho para o Brasil, ela terminou no quarto trimestre de 2016”, diz Marcelle.“O trimestre seguinte, o primeiro de 2017, já foi de expansão.”

Já Picchetti acredita que a recuperação começou de fato no segundo trimestre, apesar do crescimento no trimestre anterior. A questão é que a expansão de janeiro a março foi basicamente concentrado na agropecuária, que cresceu 11,5% em relação aos três meses anteriores, feito o ajuste sazonal. No período de abril a junho, o PIB avançou bem menos — 0,2% —, mas o crescimento foi mais disseminado.

No segundo trimestre, o consumo das famílias cresceu 1,4% sobre os três anteriores, contando em parte com o impulso da liberação dos recursos das contas inativas do FGTS. Mas há fundamentos sólidos e não transitórios por trás da expansão do principal componente do PIB pelo lado da demanda, segundo os analistas.

Pastore destaca os juros baixos, descontada a inflação, a retomada - ainda que lenta - do mercado de trabalho e a expansão do crédito ao consumo, “ainda mais favorecido pela redução gradual do comprometimento de renda das famílias”. De acordo com ele, há uma grande correlação entre o consumo das famílias e as vendas no varejo. Em agosto, o comércio restrito caiu 0,5% em relação a julho, na série livre de influências sazonais, enquanto o ampliado (que reúne veículos e autopeças e material de construção) cresceu 0,1%. Mesmo com esse resultado, a herança estatística do varejo ampliado para terceiro trimestre ficou em 1,7%. Ou seja, mesmo se as vendas em setembro não crescerem nada na comparação com o mês anterior, elas terão registrado um avanço de 1,7% sobre os três meses anteriores.

Relatório da A.C. Pastore & Associados estima que, se a Selic permanecer em 7% ao ano por todo o ano que vem, o comprometimento de rendas das famílias “deverá ter uma queda significativa”, recuando dos atuais 21% para perto de 18% da massa salarial disponível ao fim de 2018. “Do ponto de vista das famílias cresce a capacidade de endividar-se para consumir, e do ponto de vista dos bancos caem os riscos de inadimplência”, resume a consultoria de Pastore. Hoje, a Selic está em 8,25% ao ano, e a avaliação dominante é que a taxa encerrará 2017 em 7%. “A queda do comprometimento de renda ajuda na sustentação da recuperação do consumo, que deverá permanecer como a força motriz mais importante na atual fase de recuperação da economia brasileira”, diz Pastore.

Marcelle também aponta vários fatores para a retomada do consumo das famílias, citando a inflação em queda, os juros menores, a disponibilidade de crédito à pessoa física e a renda advinda da liberação das contas inativas do FGTS. “Junta-se isso a redução da taxa de desemprego e o desempenho positivo do mercado financeiro, o que leva a um ambiente de maior otimismo comparado com os últimos anos”, diz ela.

Ao falar do quadro mais favorável para o consumo, Picchetti ressalta a melhora do mercado do trabalho, com um cenário mais positivo para os salários, mencionando ainda a queda da inflação e dos juros. É um movimento que vai além da liberação de dinheiro do FGTS, enfatiza ele.

No caso do investimento, o quadro é menos animador. Pastore lembra que há uma grande capacidade ociosa nas empresas, não apenas no estoque de capital, mas também no caso da mão de obra. Antes de fazer investimentos mais robustos, as companhias deverão absorver essa elevada ociosidade.

Marcelle diz que um dos principais indicadores antecedentes do investimento é a indústria de transformação, especialmente a indústria de bens de capital. “Eu tenho um modelo de indicador antecedente da indústria de bens de capital que aponta um crescimento robusto e acelerado neste ano. A construção civil, por outro lado, não mostrou recuperação ainda”, afirma ela. “O investimento está se recuperando, mais fortemente em alguns setores e ainda não em outros, mas essa dinâmica de crescimento desigual é muito comum nessa fase de retomada no ciclo econômico.”

Picchetti vê a melhora em bens de capital ligada à alguma recomposição do estoque de capital, por causa da depreciação depois de tanto tempo sem investimentos. Há também um avanço da produção de máquinas agrícolas, devido ao bom momento da agropecuária. O quadro da construção e da infraestrutura, porém, é complicado. Para ele, a retomada firme do investimento está “condicionada à percepção de redução de risco”, o que passa pela aprovação de reformas que garantam uma “trajetória minimamente sustentável para as contas públicas”. Isso depende em boa parte de quem será eleito no ano que vem, que terá de mostrar na campanha, “de modo honesto”, a necessidade de medidas para enfrentar o problema fiscal, além de garantir apoio no Congresso para aprová-las, opina Picchetti.

Em resumo, a recuperação ganha tração aos poucos, amparada no consumo das famílias. Um crescimento de 0,7% neste ano e de 2,5% no ano que vem é hoje o que aponta o consenso de mercado. Os mais otimistas veem a possibilidade de uma expansão de 3% ou até mais no que vem. Para Pastore, um crescimento de 3% em 2018 é “menos improvável do que há quatro meses, mas ainda não dá para cravar os 3%”.

Fonte : Valor Econômico/Sergio Lamucci





 

Data: 23/10/2017

Carro conectado requer aplicações mais sofisticadas
Uma realidade no Brasil, embora a frota seja pequena em comparação às de países mais avançados, o carro conectado une montadoras e grandes empresas de tecnologia no esforço de criação de um ecossistema de desenvolvimento de aplicações mais sofisticadas do que as que estão disponíveis atualmente para motoristas e passageiros.

O movimento reforça a tendência de transformação do veículo em uma plataforma de mobilidade digital. Para tanto, as montadoras formalizam parcerias que possibilitam o uso de aplicações desenvolvidas em plataformas abertas, explica Douglas Silva, gerente de estratégia da Accenture, citando como exemplos as plataformas Apple CarPlay, Android Auto e MirrosLink.

O Brasil ainda está na chamada primeira geração de carro conectado, na qual há uma extensão para os veículos das funcionalidades que rodam no aparelho celular. A plataforma Apple CarPlay possibilita conexão com iPhones, enquanto as aplicações escritas no Android Auto e no MirrorLink são destinadas a celulares Android. “Tem sido comum as montadoras adotarem mais de uma plataforma para atender clientes”, acrescenta Douglas.

As montadoras também podem lançar mão de plataformas próprias de desenvolvimento de aplicações para integrar o carro conectado. A General Motors oferece aos seus clientes um pacote de funcionalidades baseadas no seu sistema On Star, que conecta o usuário a uma central de serviços. A Ford conta com o Sync, enquanto a Fiat e a Volkswagen utilizam, respectivamente, as plataformas Uconnect e Car-net.

Os sistemas próprios se integram com as plataformas abertas e têm como grande apelo a possibilidade de a montadora oferecer serviços diferenciados no mercado. A tendência, porém, é haver um mix de adoção, avalia Marlos Bosso, consultor de prévendas da SAS Brasil.

Atualmente, os carros conectados no Brasil incorporam funcionalidades relacionadas a informação, entretenimento e localização. Bosso cita como exemplo a possibilidade de o motorista, por comando de voz, acessar o serviço de música Spotify pelo smartphone, “sem tirar as mãos do volante, desviar a atenção do trânsito ou parar o carro para mexer no celular”.

A Embratel apresentou recentemente um modelo de carro conectado, o utilitário esportivo XC 60 da Volvo, cujas funcionalidades abrangem localizador de veículo, travamento remoto de portas, partida remota do motor e ar-condicionado, telemetria, diário de bordo, serviço de assistência 24 horas, sistema de rastreamento de veículo roubado e mecanismo de notificação automática de colisão.

O modelo integra a lista de 550 mil carros que saem de fábrica com o chip da Embratel, uma das principais fornecedores de tecnologia de conectividade para montadoras, com uma fatia de 95% do mercado nacional, segundo Ney Acyr Rodrigues, diretor de negócios de IoT da operadora.

No Brasil, o chip (SimCard) da Embratel conecta todos os modelos de automóveis da BMW e General Motors. A operadora tem parceria também com a Volvo, a Ford e a Mercedes para o segmento de caminhões. “Estamos desenvolvendo projetos de novos serviços ‘on-board’ de valor adicionado e uma parceria para prestação de serviços de gestão de frotas de veículos comerciais”, diz Rodrigues.

Para a próxima onda de evolução tecnológica do carro conectado espera-se um nível de conectividade mais avançado, com a integração de aplicações que permitirão controle mecânico do veículo. A manutenção preventiva pode ser substituída pela manutenção preditiva, exemplifica Bosso. “O sistema informa quando os componentes do carro deverão ser trocados, o que reduz o tempo de paradas para manutenção e melhora o desempenho do carro”.

Fonte : Valor Econômico/Inaldo Cristoni





 

Data: 23/10/2017

Aceleradora divulga oito startups que vão se conectar com grandes do setor automotivo
Startups das áreas financeira, logística e de internet das coisas (IoT) foram algumas das oito selecionadas para um ciclo de aceleração de negócios em parceria da Liga Ventures com empresas da indústria automotiva. A intenção é conectar os empreendedores com montadoras e outras grandes players ligadas ao setor automotivo para estimular o surgimento de novos negócios.

As selecionadas foram: EasyCrédito, FlowSense, JettaSoft, Livetrack, Moobie, Nexxer, Sofit e Suiv. Os empreendedores terão quatro meses de aceleração com mentores da Liga Ventures e executivos das empresas parceiras na iniciativa.

O Liga Autotech conta com companhias como Mercedes-Benz, Sascar, Eaton, Ticket-Log e Webmotors, que fecharam acordo com a aceleradora de negócios para se aproximar das startups e firmar contratos com elas.

Fonte : DCI/Raphael Ferreira





 

Data: 23/10/2017

O glamour está de volta…
Como disse um colega jornalista que estava ao meu lado na última quinta-feira, dia 19, durante o lançamento de outro utilitário-esportivo para disputar o segmento que mais cresce em vendas no País atualmente, o glamour está de volta ao setor automotivo.

Nos últimos cinco anos, em razão da crise que derrubou em quase 50% as vendas, muitos dos eventos organizados pelas montadoras, principalmente para lançamentos, estavam mais modestos.

A partir da metade do ano, com a convicção de que o pior já passou e as vendas estão se recuperando – ainda que lentamente –, as empresas estão reabrindo os cofres para eventos mais ao estilo daqueles realizados nos períodos de bonança.

Um exemplo foi a apresentação, nesta semana, do Equinox, utilitário de médio porte importado pela General Motors do México. O lugar escolhido para a festa foi o hotel mais caro do Brasil, o luxuoso Palácio Tangará, em São Paulo.

O Equinox, que já está à venda por R$ 150 mil, foi levado aos jardins do hotel em meio a um show tecnológico, com imagens reais se misturando com virtuais.

Em agosto, outra festa grandiosa marcou o lançamento do compacto Kwid, da Renault, com preço a partir de R$ 30 mil.

O modelo produzido na fábrica do grupo no Paraná teve como palco de apresentação um local inédito para esse tipo de evento entre as montadoras: o estádio Allianz Arena, também em São Paulo. E ainda teve show de Gilberto Gil e a popular Anitta.

Também sinal de volta aos bons tempos, a Fenatran deste ano, salão dos caminhões que terminou na sexta-feira, teve a participação de todas as montadoras do segmento. Na edição anterior, há dois anos, a maioria das marcas preferiu economizar o dinheiro gasto com estandes e exposições e pulou fora.

Fonte : O Estado de S. Paulo/Cleide Silva





 

Data: 23/10/2017

Novo CR-V chega ao País no primeiro bimestre
Revelada no exterior há cerca de um ano, a nova geração do Honda CR-V já tem cronograma de lançamento no país. O utilitário desembarca entre janeiro e fevereiro, conforme “Autoesporte” apurou com concessionários da marca de várias localidades do país. Também fizemos contato com a filial brasileira da montadora, que confirmou a chegada do modelo para o primeiro semestre do ano que vem.

O desembarque logo após a virada do ano é dado como certo pelos lojistas, sobretudo porque há pelo menos seis meses as revendas não recebem mais unidades do utilitário, que deixou de ser produzido no México. Por sinal, esta quinta geração do CRV não virá mais de lá, mas sim dos Estados Unidos, onde passou a ser produzido na fábrica de Indiana. A mudança deve encarecer o SUV, que era isento de taxa de importação.

Além de perder os benefícios fiscais do acordo comercial entre Brasil e México, esta nova geração do CR-V guardará pouquíssimas semelhanças com o modelo anterior. O SUV passa a usar a mesma plataforma do Civic de décima geração, incluindo também a mecânica da versão mais cara do sedã, que traz o motor 1.5 16V turbo a gasolina de injeção direta acoplado ao câmbio automático do tipo CVT com simulação de marchas.

Em números, o novo CR-V oferecerá 190 cv de potência, cumprindo o 0 a 100 km/h em 7,8 segundos, conforme a montadora. Inclusive, é a primeira vez que o modelo terá motor turbinado. As heranças do Civic estão em quase todas as partes, exceto no design, que apresenta identidade própria, especialmente na traseira, com lanternas verticais que formam grandes culotes, ao estilo Volvo.

Ainda por fora, o CR-V passará a oferecer faróis e lanternas full led nas versões mais caras, o que deve contribuir para o aumento de preços. O modelo terá muitos cromados por toda a carroceria, que está ligeiramente mais alta, comprida e larga. O entre-eixos, por exemplo, cresceu 4,1 cm, passando a 2,66 metros, o que ampliou o espaço no banco traseiro. O porta-malas também está maior, chegando a impressionantes 1.104 litros.

Na cabine, haverá muito do novo Civic. O quadro de instrumentos será basicamente o mesmo das versões mais caras do sedã, com o conta-giros e o velocímetro projetados em uma tela central. O volante também será igual, com tecla sensível ao toque para ajuste do volume do som. A própria central multimídia é a mesma do três volumes, com tela sensível ao toque e as plataformas “Apple Carplay” e “Google Android Auto”.

Em conteúdo, o novo CR-V dará novamente um salto qualitativo. Haverá farto recheio eletrônico, incluindo controles de estabilidade e de tração, assistente de saída em rampas, freio de estacionamento elétrico com função auto “hold”, couro nos bancos, portas e painel, ar-condicionado de duas zonas, quatro portas USB (duas para a turma de trás), abertura elétrica da tampa traseira com movimento das pernas, entre outros.

No mercado americano, a quinta linhagem do SUV estreou no início deste ano em quatro versões: LX, EX, EXL e Touring. O preço inicial lá é de US$ 24.045, o equivalente a R$ 75,2 mil, e a versão mais cara custa US$ 32.495 ou cerca de R$ 101,7 mil (cotação do dia). Levando em conta que o modelo anterior tem preço sugerido de R$ 148 mil na versão EXL com tração integral (AWD), é difícil imaginar o novo CR-V por menos de R$ 150 mil.

Fonte : Valor Econômico/Diogo de Oliveira





 

Data: 23/10/2017

Chevrolet Deluxe 1941 é o regaste da infância para engenheiro
A paixão do engenheiro Luiz Eduardo de Branco por jipes foi o gatilho para o início de uma coleção de cinco veículos clássicos. O mais recente chegou à sua garagem no último Dia dos Pais, em agosto, e é o que tem maior valor afetivo. Trata-se de um carro idêntico ao que marcou sua infância, um cupê Chevrolet Deluxe 1941.

A coleção do engenheiro começou com um Jeep Willys 1964, que ele comprou em 2008 e, com a ajuda da neta mais velha, Ilka, reformou inteiro. “Foi a Ilka que escolheu a cor (verde militar”, conta. Dois anos depois, Branco ganhou dos filhos um Ford Modelo A 1928 e, a partir daí, começou a aumentar sua coleção – que tem também um Fusca 1977 e um Mercedes-Benz 280S 1969.

O Chevrolet 1941 era sonho antigo, por se tratar do carro que o avô de Branco possuía. “Eu andava muito nesse Chevrolet quando tinha oito anos. A gente só andava no carro dele; era o único que conhecíamos”, diz o engenheiro de 62 anos. “Porém, nunca tinha dirigido um desses. O primeiro foi o meu.”

O clássico americano foi, mais uma vez, presente de seus filhos (Fabiana, Luiz e Fabíola), que o encontraram em São Bento do Sul (SC). Foi o presente de Dia dos Pais de Branco. “Não precisei fazer nada. Ele já veio nesse estado, com motor refeito”, conta. “Eu só gostaria de colocar direção hidráulica”, brinca.

Apesar da direção pesada, Branco conta que o carro é muito confortável e tem excelente trabalho de suspensão. O motor é um seis-cilindros em linha de 85 cv. Na versão de 1946, a potência aumentou para 90 cv. O câmbio é manual de três marchas. O cupê é capaz de atingir cerca de 130 km/h.

“Dá para ir facilmente com ele daqui (a cidade de Ituverava, no interior, a 410 km da capital) até São Paulo”, acredita. “Só é preciso checar água e óleo antes.” O Deluxe tem interior bem simples para os dias atuais, mas em perfeito estado. “O relógio ainda funciona”. O duas-portas tem dois bancos inteiriços, e é capaz de acomodar seis pessoas.

A única modernidade da cabine é uma adaptação para entrada USB feita no porta-luvas. “Eu coloco o pen drive e as músicas são projetadas no sistema de som no carro. Não dá para trocá-las”, conta. A trilha sonora escolhida pelo engenheiro? Uma coletânea de canções dos Beatles, para relembrar sua infância, nos anos 60.

Branco diz que, embora goste de todos os carros da coleção, o Chevrolet 1941 é seu preferido. Seu sonho, agora, é adquirir também Ford Tudor de 1936, um “carro de gângster”.

E dar início a uma coleção de calotas antigas, para as quais já reservou espaço em sua garagem, repleta de miniaturas automotivas e fotos de campeões da Fórmula 1 – com Ayrton Senna em destaque.

Fonte : Jornal do Carro





 

Data: 23/10/2017

Permissão internacional para dirigir é aceita em mais de 100 países
Quem tem o sonho de dirigir pela histórica Rota 66, de Chicago até Los Angeles, nos Estados Unidos, ou explorar a América do Sul de carro, passando pelo Uruguai, Argentina e Chile, por exemplo, pode pedir a Permissão Internacional para Dirigir (PID) para o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP) de forma online no portal www.detran.sp.gov.br.

O documento é aceito em mais de 100 países e serve como tradução da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em sete idiomas: Alemão, Árabe, Chinês, Espanhol, Inglês, Português e Russo. Sua validade é de três anos ou até vencer a CNH, o que ocorrer primeiro, e deve ser utilizado sempre junto com a habilitação original.

O uso da PID é exigido nos países signatários da Convenção de Viena ou que têm o princípio da reciprocidade com o Brasil só a partir de 180 dias de permanência, mas o Detran.SP ressalta que o porte pode facilitar a vida do condutor, tanto em fiscalizações quanto para locações de veículos, entre outras situações, no exterior. A lista completa dos participantes da convenção está disponível no site do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), neste link http://scup.it/ee9h.

Quem vai viajar para localidade que não aceita a PID (como a China, o Japão e a Síria), deve se informar sobre as normas necessárias para a condução de veículo diretamente com a entidade de trânsito do país de destino ou com o representante no consulado.

Pode solicitar a Permissão Internacional para Dirigir quem tem CNH dentro da validade, não está cumprindo período de suspensão ou cassação do direito de dirigir nem tem outras restrições administrativas ou judiciais que impeçam a expedição do documento. Vale ressaltar que a PID não substitui a CNH dentro do Brasil.

Como solicitar

A Permissão Internacional para Dirigir (PID) pode ser obtida de forma online, com entrega pelos Correios. Basta acessar o portal do Detran.SP (www.detran.sp.gov.br), clicar em "Serviços Online">"CNH-Habilitação">"Dirigir no exterior">"Tem habilitação no Brasil e quer dirigir no exterior? Solicite a PID".

Quem preferir pode fazer o pedido presencialmente, na unidade de atendimento do Detran.SP na qual a CNH está registrada ou nos postos Poupatempo. A taxa de emissão do documento é de R$ 275,77. Para receber a PID em casa, o motorista paga mais R$ 11 do custo de envio pelos Correios.

O passo-a-passo completo para obter o documento pode ser consultado no portal do Detran.SP, ou diretamente neste link http://bit.ly/1Ju5NDN.

Fonte : O Brasil Sobre Rodas