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Data: 19/6/2018

Quinzena tem média diária de 8,9 mil veículos
Como já era esperado pela Anfavea, junho iniciou com vendas abaixo das registradas no começo de maio, reflexo da greve dos caminhoneiros que deixou as redes desabastecidas na virada do mês. Além disso, teve a comemoração de Corpus Christi no dia 31 de maio, que afetou o movimento da sexta-feira, 1, por ser emenda do feriado.

De acordo com dados do Renavam fornecidos por fonte do varejo automotivo, as vendas na primeira quinzena atingiram 97.680 veículos, com média diária de 8.880 unidades. Nos primeiros quinze dias de maio, o número de emplacamentos chegou a 107 mil veículos, com média diária de 10,7 mil.

O mercado, no entanto, vem reagindo desde a semana passada e na sexta-feira, 15, chegou a 11 mil unidades licenciadas. As perspectivas, assim, são positivas para esta segunda quinzena. Concessionários acreditam que será possível superar 200 mil unidades no mês, atingindo volume superior ao de maio.

O mês passado foi prejudicado pela greve dos caminhoneiros que deixou as concessionárias praticamente sem movimento na última semana.

Segundo a Anfavea, deixaram de ser licenciados em maio pelo menos 25 mil veículos. As vendas ficaram em 201.897 unidades, com queda de 7,1% em relação a abril. Não fosse a paralisação do transporte, o mês teria registrado volume recorde no ano.

Fonte : AutoIndústria/Alzira Rodrigues





 

Data: 19/6/2018

Indústria automotiva passa por maiores transformações das últimas décadas
Nas últimas décadas, a indústria automotiva não viu transformações como as que têm ocorrido recentemente. As montadoras, por exemplo, até então acostumadas a deter o poder de decisão sobre as estratégias de desenvolvimento, fabricação e venda de novos modelos de veículos – com o aumento da tendência de digitalização dos automóveis, das linhas de produção e das cadeias de valor – têm visto sua liderança tecnológica no setor ser ameaçada por empresas como Siemens e Bosch. Segundo especialistas, essas empresas têm desenvolvido tecnologias que as montadoras não possuem e precisam adquirir.

“As montadoras ainda são os principais atores e que detêm mais poder na cadeia de produção da indústria automobilística. Mas, há alguns anos, começou-se a pensar que esses fornecedores de primeiro nível, que têm se tornado empresas muito poderosas e detido tecnologias que as montadoras não conseguem dominar, podem sobrepujá-las”, disse Roberto Marx, professor do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), à Agência FAPESP.

Com o aumento das ondas de eletrificação e de desenvolvimento de carros autônomos, as montadoras também passaram a ter sua hegemonia de poder ameaçada por empresas de tecnologia, como Tesla, Uber, Google, Amazon, Cisco e Microsoft, entre outras, além de fabricantes de baterias e de outros equipamentos elétricos.

Essas empresas têm entrado e podem se tornar os principais atores desse setor e mudar sua estrutura e a própria natureza do negócio, avaliaram Marx e outros especialistas participantes do 26º Colóquio Internacional da International Network of the Automotive (Gerpisa, na sigla em francês), realizado de 11 a 14 de junho na USP.

O encontro da rede internacional de estudos sobre a indústria automotiva, que teve apoio da FAPESP, reuniu pesquisadores de diversos países com o objetivo de discutir as mudanças pelas quais têm passado o setor automotivo global.

“A grande questão, para a qual ainda não há resposta, é quem vai prevalecer nesse novo cenário de competitividade tecnológica no setor automotivo. Se serão os ‘dinossauros’, que nesse caso são as montadoras de veículos, as iniciantes, que são as empresas de tecnologia, ou ambos”, disse John Paul MacDuffie, professor da Wharton School, nos Estados Unidos.

Na avaliação dele, a indústria automotiva passa atualmente por um momento de mudança disruptiva – que provoca uma ruptura com os padrões, modelos e tecnologias já estabelecidos no mercado.

Os veículos elétricos, por exemplo, representam a primeira mudança fundamental no design dominante no setor automotivo desde 1920. E o automóvel – que já é um produto multitecnológico, composto por entre 5 mil e 10 mil componentes fabricados por uma cadeia de suprimentos global complexa de vários níveis – tem se tornado ainda mais complexo.

“Os automóveis, que são objetos pesados e de movimento rápido que operam no espaço público, têm enfrentado demandas regulatórias ambientais, de transporte e de consumo cada vez maiores. As novas tecnologias estão aumentando ainda mais essa complexidade”, disse MacDuffie.

Estima-se que até 2030, aproximadamente, 70% dos carros fabricados e comercializados no mundo estejam totalmente conectados à internet e que até um quinto da frota de automóveis em circulação no mundo seja composta por carros elétricos.

Os veículos autônomos também podem se tornar realidade em um futuro breve e reduzir o número de mortes no trânsito, mudar os serviços de transporte e o planejamento urbano, eliminar empregos e fornecer maior mobilidade aos deficientes e idosos.

“Se cada mudança perturbadora como essas que a indústria automobilística tem passado chegasse separadamente, as montadoras de veículos poderiam lidar melhor com esses problemas, como fizeram no passado”, avaliou MacDuffie.

Bateria e conexão em alta velocidade

Os carros elétricos, autônomos ou totalmente conectados à internet, contudo, ainda estão longe de se tornar realidade e têm enfrentado uma série de barreiras tecnológicas, ponderaram especialistas participantes do evento. Dos 94,5 milhões de veículos vendidos no mundo em 2017, apenas 1 milhão (1,04%) eram elétricos e ainda não há um modelo de veículo totalmente conectado à internet ou completamente autônomo.

Alguns dos fatores que têm contribuído para limitar o avanço dos carros elétricos, por exemplo, são a baixa densidade energética (a quantidade de energia disponível) das baterias de lítio e a necessidade de um longo tempo de recarga.

Já no caso dos carros totalmente conectados à internet o desafio é prover conexão em alta velocidade e absolutamente segura, de modo a impedir a ação de hackers. Por sua vez, os veículos autônomos, que ainda estão em escala experimental, precisam superar uma série de desafios relacionados à segurança e questões normativas.

“Todos esses desafios tecnológicos possibilitam a entrada de novos participantes, que têm competido com as montadoras na corrida pelo domínio tecnológico. Mas esses obstáculos tecnológicos também apresentam oportunidades de colaboração em pesquisa e desenvolvimento entre elas”, afirmou MacDuffie.

Em razão de investimentos em pesquisa e desenvolvimento anteriores aos feitos pelas empresas de tecnologia, as montadoras detêm hoje a maioria das patentes relacionadas a veículos elétricos e autônomos, e ainda dominam o mercado automotivo devido à função que exercem de integradoras do sistema. Mas as novas empresas ingressantes e de tecnologia podem ter a vantagem de dar grandes saltos para novos conceitos e modelos de negócios, ponderaram os especialistas.

“Essa mudança pela qual passa a indústria automotiva no mundo não significa que as montadoras de automóveis se tornarão subcontratadas das empresas líderes em tecnologia, como Google, Apple e Facebook”, disse Takahiro Fujimoto, professor da Universidade de Tokyo. “Elas poderão fazer cooperações inteligentes com essas empresas”, disse.

Fujimoto escreveu um artigo com MacDuffie, intitulado Why dinosaurs will keep ruling the auto industry, publicado em 2010 na revista Harvard Business Review. A conclusão dos autores na época era que, a despeito de muitos especialistas acharem que as novas empresas ingressantes no setor automotivo estão prontas para reinventar a indústria e que as montadoras, que dominam esse mercado como “dinossauros”, caminham para a extinção, essas últimas têm chances de vencer esses novos desafiantes pelo menos nas próximas décadas.

“Ainda continuamos apostando nisso. Mas, para isso, as montadoras precisarão se movimentar rapidamente e dar passos estratégicos”, disse MacDuffie.

As fabricantes de veículos poderão contratar pesquisadores para ganhar experiência em novas tecnologias, como de baterias, desenvolvimento de software e sensores, entre outros, formar alianças umas com as outras para dividir os enormes custos de desenvolvimento de novas tecnologias ou aproveitar o conhecimento dos próprios fornecedores, avaliou o especialista.

Alguns dos exemplos recentes é da BMW, que se associou à Microsoft, à Mobileye (uma startup israelense) e à Intel para desenvolver novos padrões de veículos autônomos. A Intel acabou adquirindo o controle da Mobileye, que, no fim de maio, anunciou ter assinado um contrato com uma montadora europeia para fornecer uma solução de direção autônoma.

A Ford se uniu ao Google, ao Uber, à Lyft (concorrente do Uber) e à Volvo para auxiliar no desenvolvimento da regulamentação de veículos autônomos. “Embora as parcerias entre fabricantes de veículos sejam comuns, as novas colaborações ultrapassam os limites da indústria”, avaliou MacDuffie.

Fonte : Jornal do Brasil/Elton Alisson





 

Data: 19/6/2018

Preço do diesel diminui, mas desconto não alcança R$ 0,46
O preço do diesel nos postos do Brasil recuou na semana passada, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Foi a segunda semana consecutiva de queda, resultado do programa de subsídios ao combustível que fez parte do acordo, entre governo federal e caminhoneiros, que pôs fim à greve de 11 dias da categoria.

Ainda segundo a agência reguladora, o valor médio do diesel nos postos brasileiros atingiu uma média de R$ 3,434 por litro na semana passada, queda de 1,4% em relação aos R$ 3,482 registrados na semana anterior.

Apesar do recuo, o preço nas bombas dos postos do País ainda não refletiu a redução média de R$ 0,46 por litro realizada nas refinarias. De acordo com a ANP, isso ainda é um reflexo de estoques antigos. Além disso, para que o corte chegue ao consumidor final, muitos estados ainda precisam reduzir o preço de referência para a cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

A gasolina registrou preço médio nos postos de R$ 4,572 na semana passada, queda de três centavos, se comparada ao preço da semana anterior, segundo dados da ANP. A Petrobras permanece administrando reajustes quase que diários, seguindo indicadores internacionais, como o preço do barril do petróleo e o dólar.

Fonte : Frota & Cia/José Augusto Ferraz





 

Data: 19/6/2018

Greve de maio tirou fôlego do setor industrial
Na virada do ano, o empresário Fernando Antonio Gomes Martins, dono de uma fábrica de parafusos, esperava investir R$ 6 milhões no negócio em 2018. Ele já imaginava as dificuldades de um ano eleitoral, mas não previa tanta indefinição. “A greve dos caminhoneiros foi só a gota d’água, uma gotinha no maremoto que pode vir por aí”, diz. Com a realidade se mostrando bem diferente do que as previsões, ele decidiu cortar R$ 2 milhões e antecipar as férias coletivas dos funcionários para adequar a produção à demanda menor.

A Continental Parafusos é uma indústria de médio porte que fornece para montadoras e fabricantes de eletrodomésticos. “Para alguns segmentos, a venda recuou 10% e não sei se vamos conseguir tirar a diferença”, diz. Da previsão inicial de R$ 6 milhões, metade seria investida em máquinas e equipamentos para aumentar a capacidade e o restante em gestão e inovação. Agora, o aporte será de R$ 4 milhões. Os R$ 2 milhões que seriam para aumento da capacidade vão ser adiados. “Ficamos com investimentos em produtividade, eficiência energética e gestão.” Após ter perdido duas semanas de vendas com a greve, a empresa tem hoje uma ociosidade de 40%, o dobro em relação ao final de 2017. “O grande problema é a taxa de crescimento da economia, que não aumenta”.

Consenso

O problema enfrentado por Martins afeta a indústria em geral. “Como as empresas vão faturar menos e a ociosidade é maior, elas vão tirar o pé dos investimentos”, diz o presidente em exercício da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho.

No setor têxtil, por exemplo, a última sondagem, feita em abril e maio, mostrava que 80% das empresas tinham intenção de investir mais ou o equivalente ao ano passado, ou seja, de 4% a 5% do faturamento, diz Fernando Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção. “Mas o humor piorou com a greve, o solavanco cambial e o risco de o País crescer menos”, diz ele.

No setor de calçados, que opera com 70% de sua capacidade instalada e emprega 288 mil pessoas, a maior parte dos investimentos contemplados são de reposição de equipamentos. “Investimentos em expansão e inovação na manufatura são casos isolados”, diz o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados, Heitor Klein.

“O investimento na indústria química está muito abaixo do necessário”, diz Fernando Figueiredo, presidente da Associação Brasileira da Indústria Química. Serão R$ 2,6 bilhões ante R$ 3,8 bilhões em 2017. Na média, as cerca de 3 mil empresas usam 74% da capacidade.

A última pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), entre abril e maio, mostrava que 81% das empresas tinham intenção de investir neste ano, ante 67% em 2017 e 64% no ano anterior. Flávio Castelo Branco, gerente executivo de Políticas Econômicas, não sabe se o indicador será mantido na próxima consulta.

“O cenário mudou; os juros americanos aumentaram e isso bate no nosso câmbio”, diz. “Ainda tivemos a greve, que mostrou um ambiente político fraco para negociações e uma insegurança jurídica forte – ambiente que não favorece investimentos.” Para João Marchesan, da Abimaq, a falta de projetos terá reflexos no futuro. “O investimento de hoje é o crescimento de amanhã”.

Fonte : O Estado de S. Paulo/Márcia De Chiara Cleide Silva





 

Data: 19/6/2018

Tabela de frete elevará custos em R$ 53,2 bilhões
Estimativas feitas por duas associações de produtores que respondem por 80% da comercialização de soja no País indicam que o impacto do tabelamento do frete na economia será de R$ 53,2 bilhões, mais do que o País investe em infraestrutura por ano. Isso provocaria elevação de 0,92 ponto porcentual na taxa da inflação. Audiência preliminar sobre o caso está marcada para amanhã no STF.

A alta de custos com o tabelamento do frete será da ordem de R$ 53,2 bilhões sobre o conjunto da economia, mais do que o País tem investido, por ano, em infraestrutura. Isso deve provocar uma elevação de 0,92 ponto porcentual na taxa de inflação e reduzir a massa salarial real em R$ 20,7 bilhões.

As estimativas constam de petição da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) enviada ao Supremo Tribunal Federal. As duas entidades, que respondem por pelo menos 80% da comercialização de soja do País, pediram para entrar como parte interessada na Ação Declaratória de Inconstitucionalidade movida pela Associação do Transporte Rodoviário do Brasil contra o tabelamento do frete.

O processo é relatado pelo ministro Luiz Fux, que marcou para amanhã uma audiência preliminar sobre o caso. Outras entidades, como a NTC Logística, a Associação Nacional para Difusão de Adubos e a Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga também pediram inclusão no processo. “O valor representa a receita que aumenta para os transportadores e caminhoneiros e que sai do resto da economia”, disse o presidente da Abiove, André Nassar.

Soja

Especificamente sobre o mercado de soja, a petição traz estimativas preliminares elaboradas pela Abiove, que apontam para perdas de US$ 1,5 bilhão em apenas 15 dias. Desse valor, US$ 800 milhões decorrem do aumento do custo de transporte e US$ 675 milhões correspondem aos 225 milhões de litros de biodiesel que deixaram de ser produzidos no período.

A conta inclui ainda US$ 18 milhões em custos financeiros pela perda de receitas. O gasto com multas e redirecionamento de navios por falta de carga custou US$ 3 milhões no período. Projetadas para o ano, as perdas no setor de soja chegam a US$ 11,8 bilhões.

Os dados constam de um estudo elaborado pelo professor Armando Castellar, da Fundação Getúlio Vargas.

As entidades argumentam que haverá alta de preço, com possível impacto sobre as famílias de menor renda, porque o tabelamento do frete inibe a concorrência. O custo adicional é repassado ao consumidor.

Essa mesma argumentação foi levantada pelo Ministério da Fazenda e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) nas manifestações que enviaram ao STF, a pedido de Fux. Em contrapartida, a Advocacia-Geral da União e a Agência Nacional de Transportes Terrestres justificaram a adoção do tabelamento.

Livre concorrência

A julgar pelas argumentações já entregues, a discussão no STF tende a girar em torno do peso de determinados princípios constitucionais no caso dos caminhoneiros. As posições contrárias ao preço mínimo do frete argumentam que foram feridos os princípios da livre concorrência, entre outros. A defesa da medida usa o princípio da justiça social.

A opinião sobre esse embate de princípios levou a Fazenda a modificar sua manifestação enviada ao STF. Numa primeira versão, enviada na tarde de sexta-feira, a pasta afirmava que a MP 832, que regula o tema, “falhou” em proporcionar bem-estar social pretendido pelo governo. Uma segunda versão, enviada horas depois, dá um passo atrás e evita a conclusão.

Questionada, a Fazenda informou que o secretário de Promoção da Competitividade e Advocacia da Concorrência, João Manoel Pinho de Mello, “decidiu revisar a primeira versão e alterou a redação daquele artigo” e acrescentou que “não houve outra alteração”.

Fonte : O Estado de S. Paulo/Lu Aiko Otta





 

Data: 19/6/2018

Volvo procura o FH mais antigo do Brasil
A Volvo está atrás do FH mais antigo que ainda se encontra em circulação nas estradas do País. A ação da montadora de Curitiba (PR) é o pontapé inicial das comemorações dos 25 anos do lançamento do caminhão no Brasil. A fabricante pede aos fãs da marca e atores do universo do transporte colaborações na busca do modelo.

Os FH começaram a desembarcar no País, ainda importados da Suécia, no fim de 1993, alguns meses depois de o modelo ser lançado na Europa. Os primeiros emplacamentos ocorreram por aqui no ano seguinte, em 1994. “Acreditamos que boa parte deles ainda esteja rodando”, supõe Daniel Mello, diretor de marketing da Volvo. “Queremos que os clientes, motoristas e fãs da marca nos tragam pistas para achar o chassi mais antigo para uma celebração”, completa Alessandra Almada, gerente de marketing da Volvo.

A fabricante pede que qualquer pista a respeito seja publicada na página da marca no Facebook, em https://www.facebook.com/volvocaminhoes/ com o contato do colaborador e o maior número possível de informações, como fotos, placa, chassi e nome do proprietário.

Apesar de a produção do FH em Curitiba só ter começado em 1998, o modelo por aqui sempre esteve atualizado em relação às inovações feitas pela matriz, na Suécia, com recursos eletrônicos de segurança, direção e gestão.

Se somadas as versões da linha, o FH encerrou os primeiros cinco meses do ano com 20,7% das vendas de pesados, 2.423 unidades, segundo o ranking elaborado pela Fenabrave. Atualmente, o FH 540 é o vice-líder do mercado geral de caminhões. No acumulado até maio os emplacamentos do modelo somaram 1.499 unidades, o que representou participação de 12,8% da categoria em que atua.

Fonte : Estradão





 

Data: 19/6/2018

Iveco inicia entrega 900 ônibus escolares para Governo de Minas Gerais
A CNH Industrial, detentora da marca Iveco Bus, anunciou nesta sexta-feira, 15 de junho de 2018, que começou a entregar as primeiras unidades de um lote total de 900 ônibus escolares comprados por meio de licitação pelo governo de Minas Gerais.

Os veículos vão atender alunos da rede pública em áreas urbanas e rurais, inclusive de difícil acesso e condições adversas de tráfego.

A entrega do primeiro lote ocorreu na cidade de Patos de Minas, no Triângulo Mineiro.

Entre os modelos de carrocerias sobre chassis 70C17 estão o CityClass, da Neobus; WayClass, da Mascarello e SoulClass, da Caio. Já as unidades com chassi 150S21 receberam carroceria SeniorClass, da Marcopolo.

Todos os ônibus têm como item de acessibilidade para passageiros com deficiência, o Dispositivo de Poltrona Móvel- DPM.

O sistema consiste numa plataforma elevatória que permite posicionar a poltrona do lado de fora do ônibus. A pessoa com deficiência senta nesta poltrona que é elevada para o interior do veículo e viaja da mesma forma que todos os outros passageiros no ônibus.

A CNH Industrial e a Iveco Bus dizem que lançaram a tecnologia no Brasil em 2016 e que o SoulClass foi o primeiro micro-ônibus inclusivo do País.

Segundo a Iveco Bus, a venda para o governo mineiro foi uma das maiores negociações únicas de veículos com esta tecnologia de inclusão.

O diretor da empresa para a América Latina, Humberto Spinetti, disse por meio de nota divulgada pela assessoria de imprensa que a tecnologia permite acessibilidade e conforto para os passageiros, facilidade de uso para os motoristas e redução de custos para as empresas e poder público.

“O conceito do projeto é baseado em aspectos como acessibilidade para os passageiros com mobilidade reduzida e benefícios para o operador, solução obtida por meio do inovador Dispositivo de Poltrona Móvel”, afirma Humberto Spinetti, diretor da IVECO BUS para a América Latina.

“Nossos veículos contribuem para que os estudantes possam se deslocar com conforto e sem constrangimento. Isso possibilita maior capacidade de transporte para as prefeituras, com o menor custo por aluno. Temos a tecnologia e, principalmente, o desejo de colaborar por um transporte mais justo”, completa Spinetti.

Na mesma nota, o gerente de vendas ao governo da IVECO, Renato Perrotta, disse que o transporte escolar realizado com segurança e eficiência pode contribuir na qualidade de ensino.

“Essa negociação foi realizada por meio de uma licitação estadual e tem o objetivo de proporcionar transporte de qualidade na rede de ensino do estado”.

Fonte : Diário do Transporte/Adamo Bazani





 

Data: 19/6/2018

Veja mitos e verdades sobre manutenção dos veículos
Assim como todos os setores, o automotivo também é rodeado por mitos e - muitos deles - são aqueles que vão passando de geração em geração. Quem nunca escutou um amigo ou familiar dizer que descer a ladeira em ponto morto economiza combustível ou sobre a necessidade de esquentar o motor em dias frios?

No decorrer dos anos, muitas histórias foram criadas pela mente do consumidor, por mecânicos ou por adeptos de antigas práticas, o que acaba realmente confundindo os demais. Para tirar toda essa história a limpo, a equipe da Menu do Carro, plataforma que conecta motoristas a negócios locais, selecionou as principais dúvidas dos motoristas e releva o que é mito ou verdade.

1. Afinal, o motor deve ou não ser aquecido em dias frios?
Mito. Essa prática caiu em desuso nos modelos de carros mais novos graças à injeção eletrônica. Devido a ela e a maior eficiência das atuais bombas de óleo e combustível, a lubrificação do sistema e a dosagem da mistura de ar e combustível já estão programadas automaticamente para a próxima partida. Atualmente, o motor deve ser aquecido com o carro em movimento.

2. Descer ladeira em ponto morto economiza combustível?
Mito. Assim como esquentar o motor, essa prática era utilizada apenas em veículos antigos, que utilizam carburador. Atualmente, a injeção de combustível é automaticamente cortada quando o veículo desce ladeiras engatado, já que o movimento das rodas é capaz de fazer o motor girar.

No caso do motorista desengatar o câmbio, o motor será acionado pela injeção de combustível. Sendo assim, hoje é o inverso: se quiser economizar, você deve descer a ladeira engrenado. Além de tudo, essa prática evita o desgaste prematuro dos discos ou tambores de freio.

3. O nível do óleo deve ser observado toda semana?
Verdade. O óleo lubrifica os componentes, melhora a performance e aumenta a durabilidade do seu carro como um todo.

4. Carros mais pesados consomem mais combustível?
Verdade. A cada 100 quilos a mais, um carro consome 1 litro a mais de combustível a cada 100 quilômetros.

5. Dirigir com os vidros abertos consome mais combustível?
Verdade. A mais de 80 km/h, vidros abertos geram maior resistência, o que requer mais energia e mais combustível para movimentação.

6. O gás do ar-condicionado acaba ou tem prazo de validade?
Mito. O gás do ar-condicionado não acaba por uso e nem fica velho por falta dele. A única maneira de recargas ou substituições serem necessárias é por vazamento, decorrente de algum problema no reservatório ou nas mangueiras. Caso contrário, ele deve durar toda a vida útil do veículo.

7. Calibrar os pneus frios ou quentes dá na mesma?
Mito. Pneus quentes requerem calibrações com compensações que variam entre 1 e 5 PSI a mais do que os pneus frios.

8. Acelerar o carro antes de desligar lubrifica o sistema?
Mito. Pelo contrário, a prática retira o óleo lubrificante das paredes dos cilindros, uma vez que a gasolina bombeada acaba escorrendo por elas após não ter sido queimada. Sendo assim, a prática prejudica a próxima partida - que passará por um atrito maior do componentes. Já nos carros antigos, com carburador e motores de dois tempos, necessitavam da pressão no pedal do acelerador para melhor partida.

9. Automóveis a gás são mais econômicos?
Verdade. Carros a gás geram 61% de economia no abastecimento em relação aos automóveis a gasolina.

10. Motor flex vicia em um combustível?
Mito. O próprio sistema do carro identifica o combustível que você está colocando e faz os devidos ajustes como, por exemplo, a quantidade de combustível injetado, ângulo de ignição, rotação de marcha lenta, entre outros.

Fonte : A Cidade-Campinas





 

Data: 19/6/2018

Presidente-executivo da Audi é preso pelo caso "dieselgate"
O presidente-executivo da Audi, Rupert Stadler, foi preso nesta segunda-feira, disse um porta-voz da Volkswagen. Ele é suspeito de estar envolvido no caso "dieselgate", sobre o escândalo de motores manipulados da montadora.

"A ordem de prisão é baseada na ocultação de provas", afirma um comunicado divulgado pela Promotoria de Munique, que fez uma operação de busca e apreensão na semana passada na casa de Stadler.

Stadler e outro integrante da diretoria da Audi foram acusados de "fraude" no fim de maio.

A Audi confirmou a detenção, sem revelar mais detalhes, recordando que a presunção de inocência se aplica ao caso de Stadler, que estava em Ingolstadt, na região da Alta Baviera, no sul da Alemanha.

A Agência Federal dos Automóveis na Alemanha, KBA, ordenou no início do mês o recall de quase 60.000 Audi A6 e A7 após a descoberta de um "dispositivo ilícito" capaz de falsificar os níveis de emissões de gases poluentes.

No fim de maio aconteceram operações nas residências dos dois suspeitos, depois de operações em fevereiro, março e abril nas casas e locais de trabalho de diretores da Audi na Alemanha, incluindo a sede da montadora em Ingoldstadt. De acordo com o jornal alemão "Bild", um juiz ordenou a execução da prisão preventiva do acusado.

A promotoria submete a ele e a outro membro do conselho de administração da subsidiária da Volkswagen as acusações de fraude e falsificação de documentos.

Segundo o "Bild", ambos trouxeram carros a diesel com tratamento manipulado de gases de escape ao mercado europeu. Buscas foram realizadas no apartamento de Stadler na última segunda-feira. Ele é investigado há dois anos.

O escândalo do "dieselgate" explodiu em setembro de 2015, quando a agência americana do meio ambiente, a EPA, acusou a Volkswagen de ter equipado 11 milhões de seus veículos a diesel, quase 600.000 deles nos Estados Unidos, com um dispositivo capaz de falsificar o resultado dos testes antipoluição e de dissimular emissões que às vezes eram até 40 vezes superiores aos limites autorizados.

Fonte : O Globo/Agência Internacionais





 

Data: 19/6/2018

Bélgica é o berço de várias montadoras
Quando se pensa em algum produto feito na Bélgica, normalmente o que vem à cabeça são chocolates ou cervejas – e não necessariamente nessa ordem. Pois saiba que a indústria automotiva é forte no pequeno país europeu, que faz sua estreia hoje na Copa do Mundo, contra o Panamá.

O XC40, maior esperança da Volvo no mercado nacional, não vem da Suécia, mas da Bélgica. Como no Brasil, várias montadoras escolheram o país europeu para produzir veículos. Além da Volvo, empresas como Ford, Volkswagen, Audi e Toyota mantêm bases na Bélgica.

No passado, a Ford chegou a importar de lá o Mondeo, e a Chevrolet trouxe o Astra, feito pela Opel. Posteriormente, a marca alemã encerrou a produção belga.

Bélgica tem tradição automotiva

A indústria automotiva belga tem muita história. O país já teve diversas marcas próprias no século passado e até no final dos anos 1800, a exemplo de Imperia Automobiles, Belga Rise, Minerva, etc. Todas desapareceram, mas a tradição do país como fabricante colaborou para a atração de novas fábricas.

O mercado interno belga não é muito grande. Em 2016, foram licenciados no país 618 mil automóveis, de acordo com a Organização Internacional de Construtores de Automóveis (Oica). Uma curiosidade do país é que praticamente a metade desse volume é representada por automóveis importados. No ano passado, foram produzidos 379.140 veículos.

O índice de motorização da população é alto. A relação habitante por veículo é de 1,8, média muito semelhante à de países vizinhos como França e Alemanha (1,7).

Como ocorre em muitos países europeus, o Volkswagen Golf é o modelo mais vendido. Até maio, foram com 5.426 unidades. A influência da França, porém, é grande, e o Renault Clio aparece na segunda posição, com 4.868 veículos vendidos. O terceiro lugar é o Hyundai Tucson (4.007 unidades).

Fonte : Jornal do Carro