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Data: 20/2/2018

Exportações da MAN Latin America alcançam recorde em janeiro
A MAN Latin America começa o ano com recorde em exportações: a fabricante enviou em janeiro 838 caminhões e ônibus ao mercado internacional, um avanço de 159% frente ao mesmo período de 2017, quando o volume somou 323 unidades.

Argentina, México e Chile foram os principais destinos dos veículos Volkswagen produzidos em Resende (RJ), com destaque para o caminhão VW Constellation 17.280, que segue na liderança do mercado argentino, e para o Volksbus 15.190 OD, que figura como um dos favoritos do transporte urbano no mercado sul-americano.

E na lista de preferidos já figura um estreante de peso: o novo VW Delivery 9.170 foi um dos modelos mais pedidos pelos tradicionais mercados da MAN Latin America. Ele já foi apresentado no México e chega à Argentina e ao Chile em março.

A nova família Delivery foi projetada, desenvolvida e testada na América Latina, seguindo padrões mundiais de certificação e qualidade, o que carimba seu passaporte para os mais diversos destinos e os mais de 30 países que já apostam na robustez sob medida da VW Caminhões e Ônibus.

Os países da América Latina são os primeiros a receberem a novidade e a VW Caminhões e Ônibus ingressará, assim, no segmento de mercado mais representativo na região: o de veículos abaixo de 5 toneladas.

“Com o início das vendas da nova família Delivery na região, ofereceremos a nossos clientes e importadores um portfólio ainda mais completo, agregando a linha que já conquista o Brasil ao unir conforto de automóvel e robustez de caminhão”, comenta Marcos Forgioni, vice-presidente de Vendas & Marketing – Mercados Internacionais.

Fonte : Negócios em Foco





 

Data: 20/2/2018

Acordo Mercosul-UE provoca alerta entre concorrentes
A perspectiva de conclusão proximamente do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) coloca países concorrentes em estado de alerta e interessados em acelerar as negociações comerciais com o Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

A expectativa na Europa é que Mercosul e UE consigam anunciar o pré-acordo no começo de março, depois de quase 20 anos de negociações.

O exemplo mais claro vem da Associação Europeia de Livre Comércio (conhecida pela sigla in- glesa Efta), formada pela Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, países pequenos, mas com poder aquisitivo entre os maiores do mundo. O governo suíço, com influência na Efta, considera prioritário concluir um acordo de livre comércio com o Mercosul para que o Efta não fique em desvantagem em relação à UE.

O ministro suíço da Economia, Johann Schneider-Ammam, vê risco de a indústria de máquinas e outros setores industriais do país perderem competitividade no bloco do Cone Sul, quando for fechado o acordo com a Europa comunitária. Enquanto produtos industriais da Suíça, Noruega, Islândia e Liech- tenstein continuarão a pagar tarifa de 7% a 35%, exportações dos 27 países da UE terão taxação menor ou ficarão isentas no médio prazo.

O acordo Mercosul-UE poderá levar também o Canadá e outros parceiros, incluindo os EUA, a dar novo ritmo às discussões com o bloco do Cone Sul, ao sentirem o peso da preferência que será dada aos 27 países comunitários. A competitividade agrícola do Mercosul, como sempre, causa temores nos parceiros. Suíços e noruegueses são os que globalmente mais protegem seu setor agrícola, com fortes taxas na fronteira.

Sem surpresa, a pressão de agricultores nos países da Efta tam- bém é forte contra o acordo com o Mercosul. Os produtores na Suíça não querem mais nem ouvir falar no seu ministro da Economia. Reclamam que um acordo com o Brasil e Argentina será a “’morte da agricultura local”.

A Federação dos Agricultores Suíços reclama que a renda do agricultor limita-se hoje a 45 mil francos (R$ 156 mil ) anuais, em média, e muitos abandonam o setor. Acusa o governo de não respeitar um voto popular pela garantia de segurança alimentar no país. Segundo a federação, a Suíça importa 40% dos alimentos que consome, uma das maiores dependências em relação ao estrangeiro.

Fonte : Valor Econômico/Assis Moreira





 

Data: 20/2/2018

Jacto, fabricante de máquinas agrícolas, inaugura unidade na Argentina
A Jacto, fabricante de máquinas e equipamentos agrícolas com sede em Pompeia, no interior paulista, inaugurou hoje uma fábrica na Argentina que absorveu US$ 7 milhões em investimentos. A unidade produzirá três modelos de pulverizadores tratorizados e um modelo de pulverizador automotriz. A fábrica está localizada em Arrecifes, na Província de Buenos Aires.

"A Argentina é um dos nossos principais mercados fora do Brasil. É um país com clima favorável e terra fértil, cujos produtores são receptivos a novas tecnologias", afirma Fernando Gonçalves Neto, presidente da Jacto, em comunicado. A empresa, que fatura mais de R$ 1 bilhão por ano, exporta seus produtos para mais de 100 países. Estreou no mercado internacional em 1963, com a venda de um lote de pulverizadores justamente para a Argentina.

Fonte : Valor Econômico/Fernando Lopes





 

Data: 20/2/2018

Petrobras passa a divulgar preço médio nacional do litro da gasolina e do diesel
A partir de ontem, a Petrobras divulga em seu site o preço médio nacional do litro da gasolina e do diesel nas refinarias e terminais, sem tributos. Em comunicado, a empresa alega que essa mudança dá mais transparência à composição do preço final dos combustíveis. Já estava previsto o início dessa forma de divulgação após a semana do carnaval.

Com o reajuste que entrará em vigor na terça-feira, 20, o preço médio do litro da gasolina A sem tributos será de R$ 1,5148 e o diesel A de R$ 1,7369.

"As revisões de preços feitas pela Petrobras podem ou não se refletir no preço final ao consumidor", reitera a empresa.

O comunicado traz ainda dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) de que o preço médio da gasolina quando foi adotada a nova política de preços da Petrobras, em outubro de 2016, era de R$ 3,69 por litro, ao passo que neste mês de fevereiro havia subido para R$ 4,23 o litro (variação de 54 centavos).

Do total, os ajustes feitos pela Petrobras respondem por 9 centavos, um sexto. No caso do diesel, naquela mesma data era de R$ 3,05 por litro e subiu para R$ 3,40 o litro, variação de 35 centavos, dos quais os ajustes feitos pela Petrobras respondem por 12 centavos (um terço).

Fonte : DCI/Agência Estado





 

Data: 20/2/2018

Nível de emprego na indústria cai 0,04% em janeiro ante dezembro, diz Fiesp
O nível de emprego na indústria paulista ficou praticamente estável ao registrar um recuo de 0,04% em janeiro ante dezembro, na série com ajuste sazonal. O dado foi divulgado nesta segunda-feira, 19, pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). No mês, a geração de vagas ficou positiva em 10,5 mil postos de trabalho.

Apesar de exibir uma variação porcentual negativa na série com ajuste sazonal, o resultado em janeiro foi destacado pela Fiesp como o melhor para meses de janeiro desde 2012. Segundo o Depecon, a média de contratações no primeiro mês do ano no período entre 2005 e 2017 foi de 2.800 postos abertos.

Na avaliação sem ajuste sazonal, foi apurado um avanço em janeiro de 0,50% em relação a dezembro. Já em relação a janeiro do ano passado, a Fiesp evidenciou uma queda de 1,44% por conta da destruição de 31 mil postos de trabalho.

Ainda que a comparação com janeiro de 2017 exiba um resultado absoluto negativo, a direção da Fiesp sustenta que a pesquisa mostra a retomada da indústria paulista.

"O desempenho de janeiro demonstra a consistência do processo de crescimento da economia", afirma o segundo vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, em nota à imprensa. "O emprego no setor manufatureiro tem mostrado resultados acima da média de forma consistente, seguindo o aumento de produção registrado pela indústria paulista no ano de 2017, que foi de 3,4%", escreve Coelho.

Setores

Mais da metade dos 22 setores acompanhados pelo indicador da Fiesp apresentou desempenho positivo. Entre os 16 setores que registraram aumento no número de postos de trabalho, a Fiesp destacou os ramos de veículos automotores, reboques e carrocerias (mais 2.939 postos), confecção de artigos do vestuário e acessórios (2.123) e produtos de minerais não metálicos (1.426).

Os piores resultados foram dos setores industriais de produtos químicos (694 demissões), produtos de madeira (-273) e impressão e reprodução de gravações (-155).

Na análise por grandes regiões, a Fiesp verificou crescimento no número de vagas na região de São João da Boa Vista (+3,01%), na de Mogi das Cruzes (+2,42%) e Araraquara (+2,07%).

Já as regiões que tiveram redução no número de postos de trabalho, a federação destacou o desempenho nas regiões de Jaú (-1,70%), Jacareí (-1,34%) e Limeira (-0,90%).

Fonte : DCI/Agência Estado





 

Data: 20/2/2018

Segmento de transportes cresce 2,3% em 2017 aponta IBGE
Com base nos dados do IBGE divulgados na última sexta-feira (16), o segmento de transportes mostrou crescimento de 2,3% no ano passado, primeira alta do setor de serviços desde 2014.

Segundo o instituto, naquele ano o setor de transportes aponto uma evolução de 3,1% e o ramo de informação e comunicação, 4,8%. Em 2015 e 2016, os serviços de transporte caíram 6,1% e 7,6%, respectivamente.

“O que podemos destacar é que o transporte realmente foi o único que teve um crescimento consistente. Foi um segmento que teve, de fato, uma reação. Isso se deve ao setor industrial, que é o grande demandante desse serviço. Isso beneficia o transporte terrestre, o aquaviário – também impulsionado pelas exportações - e a armazenagem", afirmou o gerente da pesquisa, Roberto Saldanha.

Apesar do bom desempenho do transporte, no acumulado do ano o setor de serviços registrou queda de 2,8%. Fazem parte dessa economia atividades como salões de beleza, imobiliárias, oficinas mecânicas, escritórios de advocacia, agências de turismo, companhias aéreas e hotéis, entre outros.

Fonte : Frota & Cia





 

Data: 20/2/2018

Atos contra Previdência em SP param bancos, montadoras e transporte
As paralisações convocadas por centrais sindicais nesta segunda-feira contra a reforma da Previdência afetou o funcionamento de agências bancárias e montadoras em São Paulo e na região metropolitana. O transporte público também sofreu paralisações na Grande São Paulo.

De acordo com o Sindicato dos Bancários, os bancos ficaram fechados das 10h às 12h. O protesto aconteceu na cidade de São Paulo e Osasco.

Já com relação às montadoras, no ABC paulista, a adesão à paralisação foi de 53 mil metalúrgicos, ou 75% da base do sindicato da categoria, segundo informou a própria entidade. Não houve nenhum turno de trabalho em nenhuma das cinco automobilísticas da região (Mercedes-Benz, Scania Volkswagen, Ford e Toyota) e em empresas de autopeças, como Grundfos, Proxyon, ZF e Magna Cosma International e Otis.

As paralisações no transporte público ocorreram em Santo André, São Bernardo do Campo e Guarulhos. O Sindicato dos Motoristas e Cobradores da capital paulista prometem participar de uma manifestação na Avenida Paulista, região central, às 16h, embora não falem em greve. Houve protesto durante a manhã também no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo.

Segundo a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), cerca de 100 mil pessoas que utilizam o corredor ABD no horário de pico da manhã e mais 90 mil passageiros de linhas intermunicipais que operam em Guarulhos tiveram seu percurso de ida ao trabalho prejudicado nas primeiras horas do dia. Em nota, a EMTU ainda informou que 85 linhas não puderam sair das garagem e que a situação só começou a se normalizar a partir das 6h30.

De acordo com a Central Única dos Trabalhadores de São Paulo (CUT-SP), centrais sindicais e movimentos populares protestaram pela manhã no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital. O protesto não atrapalhou o movimento dos pousos e decolagens. Trabalhadores filiados à CTB carregavam cartazes contra a iniciativa do governo de Michel Temer de promover mudanças na aposentadoria. O grupo tocava instrumentos de percussão e cantava músicas contra Temer e a reforma.

Ainda de acordo com a CUT-SP, os metroviários distribuíram materiais “em defesa da aposentadoria” nas estações Jabaquara, Itaquera, Brás, Barra Funda, Luz, Tamanduateí e Capão Redondo. Também houve panfletaram nas estações de trem de Osasco, Suzano e Carapicuíba.

Na internet, os sindicatos lançaram a hasghtag #queromeaposentar nas redes sociais para estimular a população a acessar o site napressao.org.br, que traz, entre outras informações, o número de Whatsapp dos deputados que se posicionaram a favor da reforma da Previdência.

Já no Rio, as principais agências bancárias do Centro da cidade, tanto de instituições públicas quanto particulares, estão paralisadas até o meio-dia. De acordo com o Sindicato dos bancários do Rio de Janeiro (BancáRio), os funcionários estão em estado de greve, aprovado por assembleia na última quinta-feira. Caso a reforma da Previdência entre em pauta, eles entram em greve.

Fonte : O Globo/Luís Lima





 

Data: 20/2/2018

Setor automotivo global recebe apoio do governo de Ontário
A província de Ontário, no Canadá, vem concentrando grandes esforços e investimentos para apoiar a inovação do setor automobilístico, para garantir que continue ocupando posição de relevância internacional no setor, sendo o único mercado subnacional a contar com cinco grandes montadoras, Fiat-Chrysler, Ford, General Motors, Honda e Toyota.

O governo firmou parceria com o Instituto de Tecnologia da Universidade do Ontário (UOIT), investindo C$ 4 milhões, em conjunto com C$ 1 milhão oferecido pela empresa Magna, além de mais C$ 500 mil da própria instituição de ensino. Esta quantia servirá para ampliar o Centro de Excelência Automotiva (ACE) da universidade, ao fim de torná-lo o centro mais abrangente do mundo em testes aerodinâmicos e térmicos.

Por meio desta parceria, aumentará sua instalação, adicionando um Moving Ground Plane - um cinto gigante que atua como uma estrada movendo-se sob um veículo, simulando as forças aerodinâmicas que agem contra os carros em movimento e medindo as características físicas em condições do mundo real. O Moving Ground Plane proporcionará aos alunos as ferramentas necessárias para treinar e realizar pesquisas em um ambiente de alta tecnologia, tornando-os mais bem preparados para inovar no mercado.

Além de ajudar empresas e pesquisadores a criar novos produtos eficientes em termos de energia, como ressalta Dave Pascoe, vice-presidente de Engenharia e Inovação e Desenvolvimento da Magna International Inc. “O acesso a ferramentas de engenharia sofisticadas como esse túnel de vento permitirá que empresas como a Magna desenvolvam produtos aerodinâmicos passivos e ativos melhores que reduzem o uso de combustível automotivo e as emissões de CO2 no meio ambiente".

Fonte : O Brasil Sobre Rodas





 

Data: 20/2/2018

Filho de Jack Brabham anuncia criação de nova fabricante
O filho de Jack Brabham, tricampeão mundial de Fórmula 1 nas décadas de 1950 e 1960, anunciou o lançamento de uma nova fabricante com o nome da família. Vencedor das 24 Horas de Le Mans em 2009, David confirmou que abrirá a Brabham Automotive e que “em breve” dará mais detalhes sobre o novo projeto.

O ex-piloto australiano tenta seguir os passos do pai, que também foi construtor, inclusive dos próprios carros que conduzia. Embora ainda não haja mais informações sobre a novidade, há a possibilidade de a empresa ser especializada em veículos de alta performance ou até mesmo em carros de corrida.

Esta não é a primeira vez que David Brabham tenta iniciar um negócio próprio. Em 2014, ano da morte do pai, ele tentou financiar o Projeto Brabham para a criação de uma nova equipe de corrida. Porém, o plano acabou não vingando.

O próximo grande evento automotivo é o Salão de Genebra, na Suíça, que ocorre entre os dias 8 e 18 de março. Esta é uma oportunidade para David Brabham revelar por completo seu novo projeto.

Fonte : Jornal do Carro





 

Data: 20/2/2018

De olho no futuro, montadoras adotam sistemas de 48 volts
Enquanto as montadoras planejam um mundo de carros elétricos elegantes e silenciosos, ou mesmo pequenos veículos autônomos que são mais seguros que rápidos, o futuro movido a eletricidade está mais distante do que pode parecer.

As empresas automotivas, começando com a Volvo no ano passado, apresentaram planos para transformar linhas inteiras de veículos em modelos elétricos, mas um exame mais minucioso mostra que as próximas décadas vão focar não apenas nas baterias que fazem motores elétricos funcionar, mas também na tentativa de acrescentar algo a mais ao venerável motor de combustão interna.

E aparentemente esse "algo" poderá vir na forma de novos sistemas elétricos construídos no padrão de 48 volts, em vez dos 12 volts que dominam o mercado desde a década de 1950. Mais simples que a transmissão secundária do Prius e mais barata que a bateria do Tesla, a nova arquitetura elétrica satisfaz as exigências de carros que consomem mais energia por causa de seu tamanho e permite a utilização de sistemas híbridos de baixo custo.

As propostas anteriores para adotar o padrão de 42 volts não foram em frente por razões de custo, mas recentes desenvolvimentos regulatórios e o hardware que um dia fará que os carros sejam de fato autônomos trouxeram a questão de volta à baila.

Segundo Jürgen Wiesenberger, diretor da unidade de veículos elétricos híbridos da Continental North America, além da queda dos preços da bateria e de controles eletrônicos, outros fatores promoveram um reexame da tecnologia dos 48 volts. "O mercado não estava pronto para eles no passado por causa do custo, mas o aumento de preço do combustível de 2013 mudou isso", disse ele.

Com alguma limitação, os sistemas de 48 volts já chegaram aos veículos, incluindo o Porsche Cayenne e o Bentley Bentayga, onde operam as barras antirrolamento que mantêm o carro estável nas curvas mais extremas.

Mas aplicações mais integradas da tecnologia, resultando no que é conhecido como sistema híbrido suave, oferecem um valor maior: até 70 por cento do benefício de um híbrido completo por 30 por cento do custo, de acordo com analistas do setor. A Continental prevê que os sistemas híbridos suaves serão responsáveis por 14 por cento das vendas globais de veículos novos em 2025, enquanto que as vendas de veículos movidos exclusivamente a diesel ou gasolina cairão para 65 por cento.

A Volvo virou notícia em julho quando anunciou que transformaria todos seus modelos, oferecendo, no mínimo, um motor elétrico para ajudar o motor de pistão em cada Volvo novo lançado a partir de 2019. A empresa vai usar o padrão de 48 volts em seus veículos híbridos suaves, aqueles que permitem que o motor de combustão interna desligue na descida ou quando o carro estiver parado, e volte a funcionar na aceleração.

A Audi, que estará implantando o sistema nos A7 e A8 em 2019, substitui seu alternador convencional por um maior, resfriado a água. Em vez de simplesmente carregar a bateria e os acessórios, ele reinicia o motor V-6 aquecido depois que desliga na parada do semáforo e recaptura energia quando a velocidade diminui para carregar uma bateria de íons de lítio no porta-malas.

Esse design tem outro truque na manga: também inicia o motor depois que o carro entra em modo desligado em descidas a velocidades entre 55 e 159 km/h, por até 40 segundos, tudo em nome da economia de combustível.

O ganho de potência também é possível. Na SQ7, uma SUV a diesel que a Audi não vende atualmente nos Estados Unidos, o motor elétrico aciona um supercarregador. Com o funcionamento semelhante ao do turbo carregador, esse dispositivo envia sua carga de energia a baixas velocidades, sem a demora da turbo exaustão. E a Mercedes-Benz está equipando o novo motor de seis cilindros na linha do CLS 450 2019 com seu sistema integrado EQ de acionamento de partida. Nele, a eletricidade é produzida no espaço entre o motor e a transmissão; no modo de motor, adiciona 21 cavalos de potência e 25 kg/m de torque, e pode assumir o controle do motor à gasolina quando em velocidade constante.

Os sistemas híbridos de 48 volts podem ser usados em veículos de trabalho: a Fiat-Chrysler vai adotar a abordagem da correia do alternador com seu sistema e torque nas picapes Ram e no Jeep Wrangler.

Por que 48 volts? Porque ele mantém o sistema elétrico no limite de segurança de 60 volts, onde os cabos de alimentação devem ser cor de laranja e é necessário o uso de conectores especiais, que custam 10 vezes mais, segundo Mary Gustanski, diretora técnica da Delphi Technologies.

Por enquanto, os sistemas mais poderosos utilizam também a eletrônica tradicional de 12 volts, em vez de substituí-la por completo. Essa estratégia de dupla voltagem evita a necessidade de reprojetar componentes simples e confiáveis, como os dispositivos que abrem janelas e ajustam os assentos.

"Uma mudança total não faz sentido. Acho que não há a necessidade de reformular peças de baixa tecnologia e baixo custo", disse Oliver Maiwald, vice-presidente de tecnologia da Continental, grande fornecedora da indústria.

As vantagens dos novos sistemas são consideráveis: oferecem economia de combustível de até 15 por cento, como diz Gustanski, e sua instalação custa entre US$650 e US$1 mil para a montadora, bem abaixo dos aproximadamente US$3 mil para instalar um sistema híbrido completo. Alimentar eletricamente um supercarregador pode trazer um ganho de 30 por cento no torque em velocidades baixas a um custo adicional de cerca de US$250.

E seu potencial de uso é amplo, incluindo o conversor catalítico aquecido eletricamente, por exemplo, que poderia ser um avanço importante na redução das emissões na partida a frio.

Não há muita dúvida de que o automóvel será cada vez mais dependente da energia elétrica para corresponder à necessidade de economia de combustível e limites de liberação de dióxido de carbono. A eletricidade em baterias, com custo reduzido e maior capacidade, será parte da solução, assim como os plug-ins híbridos, que mantêm uma reserva suficiente na bateria para as necessidades de uso do dia a dia.

Mas os céticos podem se perguntar por que os engenheiros estão dedicando tanto esforço no desenvolvimento de sistemas híbrido suaves, que podem ser vistos como medidas provisórias na transição para veículos totalmente elétricos.

É a realidade do tempo que leva para transformar toda a frota automotiva que realmente responde a questão. Uma previsão da IHS Markit, empresa de análise da indústria, disse que 10 por cento dos veículos fabricados em todo o mundo daqui a sete anos terão sistemas de 48 volts.

"Em 2025, mais de 95 por cento dos veículos vendidos globalmente ainda terão motores de combustão interna. Então, mesmo em 2030, o sistema de 48 volts fará parte da mistura", disse Gustanski.

Fonte : The New York Times/Norman Mayersohn