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Data: 25/6/2018

Carro elétrico da brasileira Mobilis pode ganhar as ruas em 2019
O Li, veículo elétrico desenvolvido pela catarinense Mobilis para circulação em áreas restritas, prepara-se para ganhar as ruas em médio prazo. A startup fundada há cinco anos já comercializa diferentes modelos para uso corporativo e agora planeja uma versão para o dia a dia nas cidades, a ser lançada até o fim de 2019.

Para rodar em vias públicas, o carro terá de desenvolver até 100 km/h, aproximadamente o dobro da velocidade apresentada hoje pelos modelos voltados ao uso em locais fechados, como pátios de fábricas ou pavilhões de feiras. A ideia é avançar gradualmente, conta o CEO, Mahatma Marostica.

De acordo com ele, a prioridade é consolidar o crescimento da empresa no primeiro trimestre de 2018 com vendas das versões atuais para grandes grupos empresariais que querem renovar suas frotas. “Em paralelo a este momento, estamos buscando investimento e contamos com um adviser em São Paulo para buscar recursos e planejar o nosso operacional para darmos o passo adiante, que será colocar o carro na rua, pelo menos dentro das cidades”, afirma.

A linha atual tem três versões: Comfort (para uso em condomínios), Trail (para terrenos acidentados) e Work (para pátios e pavilhões). Todas têm faróis, tela multimídia e aparelho de som. A velocidade máxima varia de 45 km/h a 60 km/h. A bateria de lítio (daí vem o nome do veículo) proporciona 50 km de autonomia, com recarga completa em 6 horas, em tomada comum.

Além de utilizar energia mais limpa e barata que um combustível fóssil, o Li tem peças com custo médio ou baixo, diz Marostica. Os pneus, por exemplo, custam cerca de R$ 150, seis vezes menos que os utilizados em outros veículos de pequeno porte (R$ 650). A empresa afirma que a taxa de manutenção é menor que a média dos utilitários elétricos convencionais e que a vida útil da bateria é maior.

“Nossa tecnologia é 100% nacional e pensada para o baixo custo de manutenção e abastecimento. O nosso pneu, por exemplo, pode ser comprado até em supermercado. Nosso desafio é fazer algo simples porém robusto”, diz o CEO.

Evolução

Marostica é um dos fundadores da Mobilis, ao lado de Paulo Zanetti e Thiago Hoeltgebaum, também engenheiros. O atual CEO trabalhava como gerente de produtos em uma montadora em Joinville (SC) e desejava criar um automóvel compacto com preço acessível. Zanetti, recém-formado na UFSC, e Hoeltgebaum, cursando mestrado por lá, planejavam criar um triciclo elétrico. Os três decidiram então unir forças.

No primeiro ano, estudaram o mercado e estratégias para montar a linha. Em 2015, compraram um escritório e contrataram uma pequena equipe. Em 2016, com um aporte de R$ 150 mil e mais R$ 150 mil em recursos próprios, passaram a se dedicar totalmente à companhia para criar o primeiro protótipo, orçado em R$ 300 mil.

O primeiro aporte veio do Instituto de Apoio à Inovação, Incubação e Tecnologia (Inaitec), também de Santa Catarina. Em 2016, a incubadora passou a injetar mensalmente um valor proporcional ao investido pelos próprios donos, de R$ 150 mil no total. A fábrica foi instalada na cidade de Palhoça, região metropolitana de Florianópolis.

“Como o chassi é bom para tração e aerodinâmica, percebemos que era um produto funcional, com boa velocidade, manutenção mínima, sem falar no combustível recarregável. Como houve um aumento de interesse, ramificamos o modelo em três tipos”, afirma Mahatma.

Contexto

Quando a Mobilis foi criada, em 2013, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) exigia que veículos aptos a rodar nas ruas tivessem airbag e frenagem ABS, além de portas e travas. Como a inclusão destes itens encareceria o projeto, a startup optou por lançá-lo apenas para uso indoor, como em pátios privados, condomínios, pavilhões ou clubes poliesportivos.

Essa característica permitiu à empresa trabalhar com custos enxutos e oferecer um produto acessível, com preço final médio de R$ 50 mil, dependendo da versão.

Em 2015, uma revisão do CTB derrubou a exigência de airbag e ABS, o que abriu brecha para pequenas montadoras, como a Mobilis, passarem a estudar modelos capazes de circular em vias públicas.

Perspectiva

O desenvolvimento da versão para as ruas vai exigir investimentos. Os ajustes no projeto devem deixar o preço final em torno de R$ 60 mil, cerca de R$ 10 mil a mais do que o valor atual.

Para realizar o passo, a capitalização girará em torno dos R$ 2,5 milhões, calcula Marostica. Segundo o CEO, os recursos deverão ser aportados por meio de incubadoras interessadas. A perspectiva é de um retorno de cerca de R$ 40 milhões por ano através da nova frota para as ruas, afirma.

Hoje, a produção gira em torno dos 100 carros por mês, o que atende aos requisitos da nova legislação de trafego de 2015, que também excluiu a exigência dos veículos terem de ter airbag e freio ABS. “Atuando como montadora, podemos fazer pequenos lotes para públicos específicos e entender a dinâmica do consumidor de uma maneira homeopática, pois não teremos de incluir airbag e ABS, que são peças caras, então poderemos ganhar as ruas aos poucos”, diz.

A Mobilis pretende lançar os novos Lis no segundo semestre de 2019. “Vimos que é um produto que tem espaço nas grandes metrópoles. Como nossa montagem é mais barata, a introdução ficou duplamente possível. Além da lei, a parte mecânica ajuda”, afirma.

Fonte : DCI/Júlio Moredo





 

Data: 25/6/2018

Mercado de caminhões usados acumula alta de 3%
As transferências de caminhões no mercado de usados seguem registrando variação positiva no acumulado do ano. De acordo com os dados do Renavam, consolidados pela Fenabrave, federação que representa os distribuidores de veículos automotores, de janeiro a maio, trocaram de dono 137.292 veículos, alta de 2,89% sobre as 133.509 transações anotadas no mesmo período do ano passado.

O volume de negócios em maio, no entanto, prejudicados pelos 11 dias de paralisados dos caminhoneiros, registrou queda de 5,47% com 29.924 transferências ante as 31.657 apuradas em maio de 2017. Na comparação com abril, quando 29.626 documentos trocaram de mão, o resultado é de estabilidade, com alta de 0,77%.

Segundo cálculo da Fenabrave, de cada um caminhão 0 km licenciado, outras 5,2 unidades usadas são negociadas no mercado.

A Mercedes-Benz domina amplamente a preferência dentre as vendas de caminhões usados, com participação de 37,37% no resultado acumulado até maio, pouco mais de 51.000 transações. Depois, seguem a Volkswagen Caminhões (21,76%), Ford (16,57%), Scania (9,10%), Volvo (7,81%) e Iveco (4,32%).

Implementos

O movimento de transferências de implementos rodoviários também perdeu ritmo com a greve dos caminhoneiros. Em maio, as vendas de usados no segmento somaram 7.722 trocas de documentos, queda de 4,02% na comparação com maio do ano passado, com 7.401 transações, e estável em relação a abril, com 7.724 negócios.

No acumulado até maio, os 35.595 implementos que ganharam novos proprietários representaram evolução de 8,73% sobre as 32.736 transferências anotadas um ano antes.

Fonte : Estradão





 

Data: 25/6/2018

Montadoras discutem mudanças nas vendas diretas
Visto como importante canal de negócios nos períodos de crise, quando o consumidor desaparece das concessionárias, as vendas feitas pelas montadoras a frotistas, produtores rurais e taxistas continuam ajudando a sustentar o mercado. As vendas no varejo, para pessoas físicas, seguem perdendo terreno porque parte dos consumidores ainda não esta confiante para investir em um bem e também porque a oferta de crédito segue com restrições.

Nos cinco primeiros meses deste ano, as vendas no varejo cresceram 13% ante igual período de 2017, enquanto as diretas aumentaram 21%. A participação no mercado total de automóveis e comerciais leves foi de 38,9%, a mais alta para o período desde 2003, quando a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) passou a divulgar esse dado.
Tradicionalmente, as vendas especiais são feitas com elevados descontos - chegam a 30%, segundo fontes do mercado -, reduzindo assim a margem de ganho das montadoras em relação aos valores obtidos no varejo por meio de revendas.

“Mesmo assim, é um mercado interessante para as montadoras para ocupar a capacidade das fábricas pois o custo da ociosidade é muito alto", diz o executivo de uma montadora. “É um mal necessário, e mostra que o setor ainda vive uma situação de crise". O segmento de carros opera com ociosidade próxima a 40%, o dobro do que é considerado normal.
Com exceção de 2004, quando as vendas diretas responderam por 33,2% dos negócios, nos oito anos seguintes de crescimento do mercado a participação média foi de 25%, fatia considerada “tolerável e equilibrada" pelo presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção.

Em 2017, quando o mercado de veículos registrou o primeiro resultado positivo depois de quatro anos seguidos de queda, a fatia das vendas diretas ficou em 40% dos 2,172 milhões de automóveis e comerciais leves vendidos. Só a Localiza, maior locadora do País, adquiriu 141 mil unidades de várias marcas.

A tendência é de continuidade de alta dessa participação, o que aproximará o Brasil dos níveis de Estados Unidos e Europa, atualmente na casa dos 50%, diz Milad Kalume Neto, da consultoria Jato Dynamics. Executivos do setor ressaltam, contudo, que nesses mercados os descontos não são tão elevados como no Brasil.
Novas modalidades

Entre as razões do crescimento no País, além da lenta recuperação do varejo, está o aumento das frotas das locadoras. Segundo Lucas Brossi, da consultoria Bain & Company, há novas modalidades de locação, como para aplicativos de transporte.

Empresas também aumentaram as frotas executivas e mais pessoas recorrem à locações em viagens, afirma Brossi. No primeiro trimestre, a Localiza aumentou em 53,3% o volume de diárias de aluguel de seus carros em relação a 2017.

Para Antonio Filosa, presidente da FCA Fiat Chrysler, outro motivo do crescimento é o fato de muitas montadoras que antes atuavam pouco neste canal agora estarem participando mais ativamente. Toyota e Hyundai são exemplos.

Em 2017 e nos primeiros cinco meses deste ano, a Fiat é a empresa com maior participação nas vendas diretas, de 20,4% e 19,3%, respectivamente.

Coincidentemente, é a única marca que registrou queda de vendas entre as seis maiores do setor em 2017, de 4,5%.

Neste ano, a Fiat cresceu 11% até maio, mesmo porcentual da General Motors, ambas abaixo da Volkswagen, que cresceu 34,7% e tirou da Fiat a segunda posição no ranking de vendas.

O presidente da Volkswagen, Pablo Di Si, afirma que a empresa estabeleceu com as locadoras um plano bianual com limites de vendas diretas. “Podemos mudar o acordo se o mercado mudar, mas não vamos empurrar carros quando precisamos de share (participação no mercado)." Nas vendas diretas deste ano, 16,7% são da Volks e 16,8% da líder do mercado, a GM.

Fonte : Tribuna do Norte





 

Data: 25/6/2018

Venda de carros elétricos e híbridos no brasil cresce 65% nos cinco primeiros meses deste ano
Veículos elétricos e híbridos estão em alta no país. Uma pesquisa recente da Agência Internacional de Energia mostra um cenário atual positivo e um futuro animador para essa tecnologia. De acordo com os dados, o número de modelos sem motores a combustão deve subir para mais de 13 milhões até o fim da década. Hoje, a frota é de 1,1 milhão. Em 2030, as vendas devem alcançar um crescimento anual de 24%.

Essa impulsão só foi possível, em parte, graças à China, que registrou em 2017 um aumento de 72% nas vendas em comparação ao ano anterior. Seja por consciência ambiental ou por uma questão de saúde, o país asiático está mundialmente à frente em relação aos veículos elétricos, seguido por Estados Unidos, Noruega e outros países europeus. Os dados só mostram que os elétricos vieram para ficar.

O Brasil ainda está dando seus primeiros passos, mas registrou números até animadores em um cenário de crise econômica. Segundo dados da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), os cinco primeiros meses de 2018 já superaram o total de vendas de ‘veículos verdes’ registrado em todo o ano de 2016 (1.090). Até o mês de maio, já foram para as ruas 1.562 modelos. O ritmo é 65%.

Fonte : O Dia/Lucas Cardoso





 

Data: 25/6/2018

Pirelli estreia no segmento de som
A fabricante de pneus em parceria com a IXOOST, empresa de Modena, Itália, especializada em sistemas de som, lançou alto-falante Pirelli P Zero. O aparelho, com conexão Bluetooth, é uma réplica do chamado Wind Tunnel Tyre, o pneu utilizado em túnel de vento para estudos aerodinâmicos das equipes de Fórmula 1. O sistema de som inclui amplificador de 100 watts, midwoofer e tweeter e é produzido de maneira artesanal. O lançamento será durante o fim de semana do GP da França 2018, de 22 a 24 de junho.

Fonte : AutoIndústria





 

Data: 25/6/2018

Furgões Joinville comemora 30 anos e prepara novidades
A Furgões Joinville comemorará no dia 1º de julho trinta anos de sua fundação com mudanças estratégicas: agora usará a marca Joinville Implementos Rodoviários, com nova identidade visual e no mercado. A empresa deseja agora ser reconhecida como uma fabricante de implementos rodoviários, e não apenas furgões.

“Estamos nos preparando para lançar novos produtos e expandir para novos mercados”, declara o gerente de Relacionamentos, Julio Cesar Skowasch.

Segundo ele, a empresa continuará a fabricar furgões carga seca, lonados e isotérmicos sobre-chassi e semirreboques, e vai começar a produzir carrocerias carga seca de aço e caçambas basculantes, mantendo a mesma qualidade de atendimento no setor dedicado à recuperação de implementos rodoviários.

Até o final de 2020, serão feitos uma série de investimentos no desenvolvimento de novos produtos, em softwares de engenharia, na ampliação da área produtiva, compra de dispositivos, gabaritos, máquinas e equipamentos. “Tudo isso contribuirá para a geração e manutenção de mais de 50 empregos diretos, com a possibilidade de chegarmos próximos a 100 empregos diretos até o fim de 2020”, explica Skowasch.

Na sexta-feira (29), será organizada uma comemoração interna com colaboradores e representantes comerciais para celebrar os 30 anos de mercado.

Fonte : Frota e Cia





 

Data: 25/6/2018

Mortes em acidentes de trânsito caem 14% desde a Lei Seca
Desde 2008, quando foi implementada a Lei Seca, o número de mortes por acidentes de trânsito no Brasil caiu 14%, informou o Portal Brasil. Segundo o Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde, foram registrados 32.615 óbitos do tipo em 2017, contra 38.273 dez anos atrás.

A redução da quantidade de vítimas fatais foi registrada em três regiões: Centro-Oeste (-13,6%), Sudeste (-31,6%); e Sul (-13,6%), enquanto houve aumento no Norte (+16%) e no Nordeste (+6,3%). Entre 2008 e 2017, o indicador saiu de 3.927 para 3.390 mortes no Centro-Oeste; de 15.189 para 10.378 no Sudeste; de 7.157 para 5.816 no Sul; de 2.718 para 3.159 no Norte e de 9.282 para 9.872 no Nordeste.

Quando comparado com 2012, quando a lei ficou mais rígida e a multa para motoristas que dirigiam alcoolizados ficou mais elevada, a diferença foi ainda maior. Naquele ano, foram 44.812 vítimas fatais, 12.197 a mais que no ano passado. Entretanto, o número de internações ligadas a acidentes de trânsito cresceu nos últimos dez anos: em 2008, 95.216 condutores, passageiros e pedestres foram internados no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2017, foram 181.120.

Fonte : Frota e Cia





 

Data: 25/6/2018

Indústria automotiva mundial enfrentará tempestade perfeita na próxima década
De acordo com a consultoria mundial de gestão Oliver Wyman, sete tendências na indústria automotiva mudarão drasticamente o carro em si, sua produção, como será produzido e utilizado até 2030: o veículo conectado, veículos autônomos, e-mobilidade, indústria digital, novos canais de distribuição pay-per-use, mudança na estrutura do cliente e a interface homem-máquina.

“A indústria automotiva está enfrentando uma ‘tempestade perfeita’ de tecnologia transformadora e mudando o comportamento do cliente”, afirma Joern Buss, sócio da Oliver Wyman e autor do estudo “Estrutura da Indústria Automotiva do Futuro – FAST 2030.

O pesquisador antevê uma década de muitas mudanças para toda a cadeia: “Haverá tempos turbulentos pela frente, que não apenas impactarão as montadoras, mas também os fornecedores, muitos dos quais precisarão reavaliar suas estratégias de negócios existentes para se manterem competitivos no futuro”.

O estudo, lançado a cada cinco anos em parceria com a Associação Alemã da Indústria Automotiva (VDA), revela, por exemplo, que a criação de valor no setor automotivo global aumentará em 30% até 2030, com a produção mundial de carros de passageiros crescendo igual porcentual e atingindo 123 milhões de unidades. Esse crescimento, porém, virá acompanhado de forte pressão sobre os custos e mudanças estruturais consideráveis.

O levantamento aponta, por exemplo, que a criação de valor para a indústria automotiva global mudará significativamente em favor dos mercados emergentes até 2030. América do Norte, Europa, Japão e Coreia perderão dez pontos porcentuais de sua participação na criação de valor nesse período. “A China ultrapassará em breve a Europa para liderar na fabricação”, afirma Buss.

Mas, apesar disso, o estudo indica que a Europa continuará a dominar o segmento de veículos premium ainda em 2030, mantendo 50% do total da criação de valor. Ainda assim, a percepção é de que a participação da China neste segmento subirá de 13% para 20% no mesmo período.

As novas tecnologias, assim como regulamentações de emissões mais rígidas, estão criando um grande mercado para carros elétricos e autônomos. Assim, avalia o levantamento, os fornecedores precisarão redesenhar e expandir sua linha de produtos à medida em que mais e mais sistemas dinâmicos de controle de veículo e energia serão necessários.

A Oliver Wyman diz que, se os fornecedores de pequeno e médio portes não se adaptarem aos novos modelos de negócio ou não incorporarem soluções digitais, ficarão para trás, enquanto os fornecedores globais ganharão ainda maior relevância, oferecendo sistemas ainda mais complexos, como chassis completos para carros elétricos ou sistemas inteiros para carros autônomos.

No extremo oposto, os negócios de pós-vendas diretos e online serão desenvolvidos fortemente e representarão um desafio para os fornecedores, que também conviverão com fornecedores de software e de engenharia cada vez mais confiáveis.

“Apesar da pressão pela redução de custos, as empresas estão fazendo grandes investimentos em novas tecnologias. A inovação num momento de ruptura se tornará uma estratégia de sobrevivência no cenário de fornecedores caracterizado pela consolidação e o realinhamento. Fabricantes também terão de se ajustar a essa nova estratégia”, analisa Johannes Berking, coautor do estudo, que ouviu, entre agosto de 2017 e janeiro deste ano, centenas de executivos dos fabricantes de veículos e de fornecedores em todo o mundo, além de especialistas independentes.

Fonte : AutoIndústria





 

Data: 25/6/2018

Grupo Volkswagen divide responsabilidades
O Grupo Volkswagen está a caminho de mudar a maneira como atua no mundo, descentralizando o seu poder e dividindo o comando das regiões às suas diferentes marcas como parte de uma revisão estratégica.

“Estamos distribuindo a responsabilidade em vários ombros”, afirma comunicado divulgado na sexta-feira, 22, o recém-nomeado CEO da organização, Herbert Diess. “Isso significa que, no futuro, será possível tomar decisões de maneira mais descentralizada e o Conselho de Administração do Grupo poderá se concentrar em tópicos estratégicos abrangentes. Dessa forma, tornaremos a Volkswagen mais ágil, enxuta e eficiente.”

Na nova estrutura que se desenha, a marca Volkswagen assumirá a administração das operações na América do Norte, América do Sul e região Subsaariana. A Seat será responsável pelo mercado no Norte da África. A Audi coordenará o Oriente Médio e a região da Ásia-Pacífico, exceto a China, que permanece sob a alçada do Grupo. Depois, a Skoda ficará a cargo dos mercados da Rússia e Índia.

Segundo a companhia, o objetivo de atribuir à marca a responsabilidade pelas regiões é adequar a linha de produtos aos requisitos de cada mercado e às necessidades dos clientes de maneira mais rápida e eficaz, com base na experiência acumulada.

No futuro, a marca líder regional será encarregada de sincronizar a estratégia do Grupo para a sua região, bem como coordenar as atividades da marca, as parcerias e explorar as possíveis sinergias.

Fonte : AutoIndústria





 

Data: 25/6/2018

Trump ameaça carros europeus com sobretaxa
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou ontem impor sobretaxas de 20% às exportações de veículos da União Europeia, um mês depois de seu governo ter iniciado análise sobre se as compras de automóveis europeus representam uma ameaça à segurança nacional.

“Baseado nas tarifas e barreiras há muito tempo colocadas pela União Europeia contra os EUA e suas grandes empresas e trabalhadores, se essas tarifas e barreiras não forem quebradas e removidas, vamos colocar uma tarifa de 20% sobre todos os carros deles que vierem aos EUA. Fabriquem eles aqui!”, escreveu Trump em sua conta no Twitter.

O Departamento de Comércio dos EUA está investigando se as importações de automóveis e autopeças representam um risco à segurança nacional. O prazo para conclusão das investigações é fevereiro de 2019, mas o secretário de Comércio, Wilbur Ross, disse na quinta-feira que o órgão planeja encerrar os trabalhos muito antes, até o final de julho ou agosto. O departamento planeja dois dias de audiências públicas em julho sobre as investigações.

Trump referiu-se repetidamente aos embarques de veículos alemães para os Estados Unidos com crítica. Em reunião com montadoras na Casa Branca, em 11 de maio, o presidente norte-americano afirmou que planejava tarifas de 20% ou 25% sobre alguns veículos importados, criticando duramente o superávit comercial automotivo da Alemanha com os Estados Unidos.

Atualmente, os EUA impõem uma taxa de 2,5% sobre carros de passageiros importados da União Europeia, e de 25% sobre caminhonetes importadas. A União Europeia, por sua vez, taxa em 10% os carros norte-americanos.

Polêmica

A proposta de sobretaxa foi acentuadamente condenada por parlamentares republicamos e grupos empresariais. Um deles, representando grandes montadoras norte-americanas e estrangeiras, disse estar “confiante de que as importações de veículos não representam um risco à segurança nacional”.

A Câmara de Comércio dos Estados Unidos observou que a produção norte-americana de automóveis dobrou na última década, afirmando que as tarifas “seriam um golpe tremendo à própria indústria que se pretende proteger e ameaçaria iniciar uma guerra comercial global”.

As montadoras alemãs Volkswagen, Daimler (Mercedes) e BMW fabricam veículos em unidades nos Estados Unidos. A BMW está entre os maiores empregadores da Carolina do Sul, tendo mais de 9 mil trabalhadores no Estado. Em 2017, os EUA responderam por cerca de 15% das vendas globais da Mercedes-Benz e da BMW. O país corresponde a 5% das vendas da Volkswagen e 12% da Audi.

Fonte : O Estado de S. Paulo