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Data: 22/2/2019

Crise na Ford será discutida no Palácio dos Bandeirantes
O anúncio de fechamento da fábrica da Ford de São Bernardo do Campo, SP, anunciada na terça-feira, 19, está mobilizando a comunidade do ABC paulista, tradicional berço da indústria automotiva nacional e que ainda hoje tem grande parte de sua economia movimentada pela produção do setor.

A Prefeitura de São Bernardo do Campo confirmou no início da noite desta quarta-feira, 20, que o prefeito Orlando Morando agendou encontro com o governador de São Paulo, João Doria, para quinta-feira, 21, às 10h, no Palácio dos Bandeirantes, quando será discutida o fechamento da fábrica da Ford no município.

Segundo nota distribuída pela Prefeitura de São Bernardo, o presidente da Ford na América do Sul, Lyle Watters, também participará da reunião. “Será abordada na ocasião toda a situação em torno da montadora e as primeiras medidas de viabilidade para reverter a decisão de fechamento da fábrica, anunciada pela empresa”, informa a prefeitura.

Além da Ford, também a General Motors, que tem fábrica em São Caetano do Sul, na mesma região, vem alegando prejuízos e chegou a ameaçar abandonar suas operações no País.

Em comunicado distribuído pela Ford na terça-feira, 19, Lyle Watters, comentando sobre a decisão de fechar a fábrica e suspender a produção de toda a sua linha de caminhões e também do Fiesta, destacou saber que “tal decisão terá um impacto significativo sobre os nossos funcionários de São Bernardo do Campo e, por isso, trabalharemos com todos os nossos parceiros nos próximos passos”.

Mas nada foi detalhado sobre os citados próximos passos. Trabalham hoje na Ford de São Bernardo, segundo dados do sindicato local, 2,8 mil trabalhadores com carteira assinada e 1,5 mil terceirizados. Estima-se que além da perda desses empregos, o fechamento da fábrica vai ameaçar outros 24,5 mil trabalhadores da cadeia automotiva, incluindo concessionárias e fornecedores.

A Ford, que comemora em 2019 o aniversário de 100 anos de Brasil, iniciou suas atividades em São Bernardo do Campo em 1967, quando adquiriu a unidade da Willys Overland do Brasil localizada no bairro do Taboão. A primeira linha de montagem no País foi erguida no centro de São Paulo, em abril de 1919.

Fonte : AutoIndústria/Alzira Rodrigues





 

Data: 22/2/2019

Novos produtos e mercado em alta animam a Scania
Depois de contabilizar vendas de mais de 3.000 unidades da Nova Geração de caminhões da marca, em apenas quatros meses, a Scania reafirmou sua confiança na recuperação da economia brasileira, e no mercado de veículos comerciais em particular. Durante coletiva de imprensa para balanço do biênio 2018/2019, realizada ontem (20) na sede da empresa em São Bernardo do Campo (SP), o diretor comercial da Scania no Brasil, Silvio Munhoz, estimou que o mercado de caminhões acima de 16 toneladas deverá crescer entre 10% a 20%, na comparação com 2018.

“Estamos confiantes e animados com os desafios para 2019, com a chegada da Nova Geração de Caminhões. E, também, a projeção positiva de uma nova safra recorde, que já está contribuindo para o aquecimento da compra de caminhões, especialmente de pesados”, afirmou o executivo. No ano passado, segundo o Renavam, os licenciamentos da marca no segmento totalizaram 8.031 caminhões, ante 4.898 unidades do período anterior, alta de 61%.

O fato, porém, não impediu alguns revezes no período. A forte atuação da Mercedes-Benz nesse mercado reduziu em três pontos percentuais a participação da Scania no segmento. E o excelente desempenho do Volvo FH 540 6x4T tirou do modelo R 440 A6X2 o título de “caminhão pesado do ano”, conquistado no ano passado. Já no segmento de caminhões semipesados, a Scania também acusou resultado negativo, com 611 unidades emplacadas, 13% a menos que as 851 contabilizadas em 2017 e abaixo da média da indústria que avançou 30,5%. “Demos prioridade à linha de pesados, para atender a forte demanda”, justifica Munhoz.

Mercado de ônibus

No mercado de ônibus, os números foram bem mais animadores. No segmento acima de 8 toneladas de PBT as vendas da marca somaram 760 unidades, 45,6% a mais que os 522 chassis emplacados em 2017. Um percentual bem superior à média geral do mercado que cresceu 28,7%. Para o ano em curso, a Scania projeta que o mercado de chassis terá uma alta de 15%, com destaque para a linha rodoviária, que deve evoluir em 20%.

“Esperamos manter nossos resultados, conforme o planejado, e convictos de que o ano trará grandes negociações. Os melhores indicadores macroeconômicos e o ambiente muito mais otimista por parte do empresariado nos anima a registrar outro volume expressivo”, afirma Alan Frizeiro, gerente de Vendas de Ônibus da Scania no Brasil.

Programas de manutenção

A empresa comemorou, ainda, o bom desempenho da área de serviços que acusou aumento no faturamento em 2018, sem precisar valores. As vendas de programas de manutenção evoluíram 56% em relação a 2017, totalizando 8.300 veículos em carteira. Já os Serviços Conectados registraram 15.300 veículos ativos com um crescimento de 125% sobre os 6.800 de 2017. Desse total, 92% foram caminhões (14.004 unidades) e 8% ônibus (1.296 unidades).

Para 2019, a expectativa é de um aumento de 28% na venda de programas de manutenção, estima Fábio Souza, diretor de Serviços da Scania no Brasil. “O ano passado comprovou o crescimento e a maturidade do portfólio Scania, que vem sendo renovado e inovado desde 2013. Trata-se de um trabalho incansável e estruturado com a rede de concessionários para gerar mais disponibilidade e rentabilidade ao cliente”, ressalta o executivo.

Fonte : Frota & Cia/Ingrid Alves





 

Data: 22/2/2019

Sindicato vai até sede da Ford, nos EUA, tentar reverter fim de fábrica no ABC
O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC acertaram nesta quinta-feira, 21, uma reunião com a direção mundial da Ford, nos Estados Unidos, para discutir a decisão da empresa de encerrar a operação da fábrica de São Bernardo do Campo, na região do Grande ABC.

O encontro será na cidade de Dearborn, no Estado de Michigan, e acontece após solicitação dos sindicalistas que se disseram "surpreendidos pelo anúncio de fechamento da planta", última terça-feira, 19. A data do encontro está sendo acertada entre os participantes e deverá ser definida nos próximos dias.

Nesta quinta-feira, o presidente do Sindicato, Wagner Santana, reuniu-se com a procuradora do Ministério Público do Trabalho de São Bernardo, Sophia Villela de Moraes e Silva, para tratar da situação dos trabalhadores. A unidade do ABC emprega 4,2 mil funcionários. “Não vamos desistir de manter uma empresa com essa importância em nossa região”, destacou, em nota, o sindicalista.

Novo dono

Também nesta quinta, o governo de São Paulo e a Ford se reuniram para definir a busca de um comprador para a unidade fabril de São Bernardo do Campo. "Em reunião longa, evidentemente dura, tentamos encontrar soluções viáveis para a Ford seguir produzindo em São Paulo", declarou o governador João Doria (PSDB), em coletiva de imprensa.

A Ford confirmou, em nota, que vai atuar com o governo do Estado para encontrar, "com urgência", um comprador para a fábrica. A companhia afirmou que as demais unidades da montadora no Brasil serão mantidas - além das fábricas em Camaçari (BA), de carros, e em Taubaté (SP), de motores, a empresa tem uma pista de testes em Tatuí (SP) e um centro administrativo em São Bernardo.

Ford

"Em relação à fábrica de São Bernardo, com cerca de dois mil funcionários, governo e Ford irão buscar um comprador, de modo a garantir o emprego dos trabalhadores", disse o governador. De acordo com ele, a unidade de Taubaté emprega 1.260 funcionários.

As reuniões com possíveis compradores terão início já na próxima semana, declarou Doria. "O governo ajudará a Ford a encontrar um comprador para o parque fabril de São Bernardo até o fim de 2019", explicou. "A ideia é que os trabalhadores mantenham seus empregos, ainda que outra marca assuma."

Doria negou que haja um esvaziamento da produção de veículos no Estado de São Paulo. A avaliação foi corroborada pelo prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando. "Com exceção da Ford, o setor automotivo tem contratado em São Bernardo e em todo Grande ABC", disse o prefeito.

Ele afirmou que, apesar de a reunião não ter entrado na discussão sobre incentivos fiscais, a prefeitura atendeu a "todos os pleitos da Ford à prefeitura nos últimos dois anos".

Fim das operações causou surpresa

O anúncio de encerramento das atividades da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo pegou o governo de São Paulo e a prefeitura de surpresa. "A decisão não foi comunicada previamente, nem houve qualquer tipo de solicitação", disse Doria. A montadora produz caminhões e o modelo Fiesta na unidade.

Segundo ele, "a decisão da Ford não foi fundamentada em questões fiscais, mas sim em linha com a estratégia global da montadora". "Não há como reverter esta decisão", disse. "A solução é encontrar um comprador que, preferencialmente, possa aproveitar o parque fabril e a ampla experiência dos funcionários lá alocados."

O secretário da Fazenda e Planejamento de São Paulo, Henrique Meirelles afirmou que "o setor está passando por mudanças estruturais em escala global e é preciso entender esta situação".

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que não foi chamado para este primeiro encontro do governo com a Ford, será convidado a participar "em momento oportuno", disse Doria.

De acordo com o prefeito de São Bernardo, o fechamento da fábrica deve provocar um impacto na arrecadação de cerca de R$ 18 milhões. "São R$ 4 milhões de Imposto sobre Serviços (ISS) e outros R$ 14 milhões de Impostos sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS)", explicou.

Para Meirelles, entretanto, este impacto não se confirmará. "Havendo comprador para a fábrica, não haverá qualquer impacto sobre empregos e arrecadação. O Brasil está crescendo e o ambiente é favorável para encontrar interessados", disse o ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central.

Fonte : O Estado de S. Paulo





 

Data: 22/2/2019

Consumo de combustíveis se manteve estável em 2018
A Anp (Agência Nacional de Petróleo) divulgou que o consumo total de combustíveis se manteve estável em 2018. Ano passado, foram vendidos 136,1 bilhões de litros de combustíveis no mercado nacional, alta de 0,03% em comparação ao ano anterior.

O consumo do diesel fechou com alta de 1,6% para 55,6 bilhões de litros, mesmo com a interferência da greve dos caminhoneiros. Porém, as vendas de gasolina comum recuaram 13,1% para 38,3 bilhões de litros.

Já a comercialização do biocombustível subiu 42,1%, para 19,3 bilhões de litros. O aumento não foi suficiente para assegurar o crescimento dos veículos Ciclo Otto, movidos a etanol e/ou gasolina.

Fonte : Frota & Cia/Ingrid Alves





 

Data: 22/2/2019

Governo de São Paulo buscará interessado em comprar fábrica da Ford
Dois dias após um comunicado global da Ford anunciar a saída da montadora do mercado de caminhões na América do Sul e, consequentemente, o fechamento de sua planta em São Bernardo do Campo , na região do ABC, em São Paulo, representantes da empresa se reuniram com o governador de São Paulo, João Doria, o secretário da Fazenda, Henrique Meirelles, e o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando, para discutir uma forma de encontrar um comprador para fábrica que será fechada.

Ao todo, a Ford emprega mais de 3 mil funcionários no local, 2 mil deles na fábrica. Outros 1,2 mil trabalham no centro administrativo da montadora e, segundo o governador, não serão afetados.

"Em São Bernardo do Campo, em seu centro administrativo, 1200 funcionários continuarão trabalhando. Em relação à fábrica em que a empresa tem 2 mil funcionárias, nós, conjuntamente, vamos buscar um comprador que pode ser de um grupo nacional ou grupo internacional para a preservação do parque fabril e dos empregos que ali existem" disse o governador João Doria.

Os trabalhos serão conduzidos pelo vice-presidente da Ford, Rogélio Golfarb, e pelo secretário Henrique Meirelles. O governador e o prefeito Orlando Morando negaram que a região esteja passando por um esvaziamento e citaram investimentos recentes feitos por outras empresas do setor automotivo na cidade, como a Scania e a Mercedes.

Segundo o governador, em 2019, o funcionamento da fábrica continuará normalmente. Inicialmente, a montadora afirmou que a fábrica seria fechada ao longo deste ano.

Apesar do governador ter citado a possibilidade de um comprador, a expectativa é de que seja encontrado um parceiro para a fábrica, que permaneceria de propriedade da Ford. O modelo é o mesmo adotado na Turquia, onde uma empresa local produz vans em uma fábrica da montadora.

Segundo Henrique Meirelles, é preciso entender a decisão da Ford em meio a um contexto global que atinge o setor automotivo e inclui modernizações como a adoção de carros autônomos.

"O setor está passando por mudanças estruturais, carros elétricos, carros autônomos, então existem mudanças globais constantes. No caso da Ford, estão saindo da produção de caminhões aqui. Nos Estados Unidos, anunciaram que só vão fabricar utilitários" disse.

Para o prefeito Orlando Morando (PSDB), a reunião foi positiva. Segundo ele, a expectativa inicial era de uma perda de arrecadação e de empregos na cidade após o anúncio que classificou como surpreendente. A partir de agora, disse Morando, há confiança de que uma saída será encontrada.

"Nós teríamos uma perda de R$ 18,5 milhões de ISS. A partir de hoje, eu entendo que a gente busca uma saída melhor" afirmou.

Segundo o governador, outras unidades da Ford no estado - em Taubaté, Tatuí e Barueri - permanecerão ativas.

Durante a reunião, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, em protesto na frente da fábrica da Ford, reclamou que não foi convidado para a reunião.

"Ficamos sabendo através da imprensa que ocorrerá uma reunião com o governador, o presidente da empresa e também o prefeito da cidade. Solicitamos que a gente pudesse, como trabalhadores, os mais afetados por essa decisão, participar dessa reunião. Recebemos o retorno do gabinete do governador dizendo que eles não nos queriam nessa reunião" afirmou.

Fonte : O Globo/Dimitrius Dantas





 

Data: 22/2/2019

Comerciantes dizem que anúncio de fechamento da Ford já gera queda em vendas em São Bernardo do Campo
Comerciantes vizinhos à montadora Ford, no Bairro Taboão, em São Bernardo do Campo, dizem já sentir os reflexos negativos do anúncio feito pela empresa nesta terça-feira (19) de fechar as portas da unidade no ABC Paulista.

No começo dos anos 1960, São Bernardo do Campo ficou conhecida como a "Capital do Automóvel", recebendo plantas das montadoras Mercedes Benz, Willys, Karmann Ghia, Volkswagen e Fiat. Em 1967, a Ford adquiriu a fábrica da Willys-Overland e se estabeleceu na cidade. Foram mais de 50 anos de atividades em São Bernardo do Campo.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a saída da Ford pode atingir 30 mil vagas de empregos indiretos, como fábricas de autopeças e no comércio da região.

Menos de 24 horas depois do anúncio da montadora, uma imobiliária já recebeu uma ligação de cliente, que é funcionário da Ford, que vai entregar o apartamento que alugava perto da fábrica. A dona da padaria, que fica 50 metros da portaria da Ford, viu o movimento cair em mais de 50% nos últimos dias.

Ontem, quinta-feira (21), o prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando (PSDB), se reuniu com o presidente da Ford, Lyle Watters, e o governador João Doria para discutir um possível plano de permanência da montadora na cidade.

Zenir Camargo da Silva e o marido compraram uma padaria perto da entrada da Ford imaginando que estariam investindo com segurança os mais de 20 anos de economias.

"Faz seis meses que compramos a padaria. Jamais imaginava isso, inclusive, um dos motivos para comprarmos o ponto é porque é do lado da Ford, são muitos funcionários, e quando vem uma notícia dessa é preocupante", diz a comerciante.

Segundo ela, cerca de 50% dos clientes da padaria são funcionários da Ford. "Para ter uma ideia, no dia do anúncio do fechamento nós servimos 80 refeições. Um dia depois, servimos apenas 30. Já estamos sentindo o efeito desse fechamento."

Zenir disse que trabalha com encomendas e que "todas foram canceladas". "Eles vinham tomar café, almoçar, faziam encomendas de pizza e pão. Se sair a Ford daqui, não sei como vai ser, porque se a queda de 50% do movimento permanecer, eu não sei se consigo manter todos os funcionários. É uma cadeia, todos vão pagar um preço."

Para Ricardo da Silva Santana, gerente de um posto de combustível, a queda do movimento vai ficar em torno de 40%.

"Para a gente é muito ruim, porque eles são nossos clientes. Funcionários abastecem aqui, a montadora também abastecia a frota, os carros novos que eles faziam vinham para cá. Pegou todo mundo de surpresa, ninguém imaginava. O posto existe desde 1975, somos pioneiros na região, viemos juntos com a Ford."

Ariane Corso Yasuda, gerente de um mercado vizinho à montadora, disse que ficou tensa com o anúncio de fechamento da Ford. "Vai impactar em todos os sentidos, vai cair clientela. Temos muitos clientes que são funcionários, vendemos muito marmitex para eles. Já estamos de cabeça quente. Estamos aqui há 33 anos e só com os rumores já sentimos uma redução do movimento."

Maíra Godoy Piva, da imobiliária Mix, que fica a um quarteirão da Ford, disse que a montadora representa cerca de 40% da carteira de locação de imóveis. "Vamos sentir bastante o impacto", disse Maíra, que afirmou que tem uma carteira de 500 imóveis para alugar no entorno da montadora.

"Já acreditamos que a dificuldade de alugar esses imóveis se dá por conta da crise da montadora. O nosso público que liga para imobiliária é originário da Ford. Hoje mesmo já recebemos uma ligação de um funcionário da Ford, que foi demitido ontem e que já vai entregar o imóvel. Acreditamos que nas próximas semanas vamos receber muitas notícias assim."

A corretora informou que a maioria dos moradores de um condomínio de apartamentos, com 20 torres, é de funcionários da Ford. "Espero que o telefone toque, mas para dizer que a Ford vai continuar aqui."

Ela disse que a negociação de um cliente que vai encerrar contrato fica mais difícil quando é caso de demissão.

"Normalmente fazemos a retenção do contrato. Quando um cliente quer entregar uma chave, a gente tenta saber o motivo, se ele busca um imóvel maior ou menor, mas quando é caso de demissão não temos como segurar o contrato. Falando especificamente da Ford, com certeza essas pessoas vão voltar para sua cidade natal e com certeza eu vou perder faturamento", disse Maíra.

O comerciante Francisco de Assis Alves estaciona sua Kombi perto da entrada da Ford há 21 anos. Com clientela fiel de funcionários da montadora, ele teme perder movimento. "Vendo acessórios para carros, sem uma fábrica de carros eu vou perder bastante."

Apesar disso, ele não pretende sair do local. "Espero que a gente tenha boa notícia e que a Ford continue aqui. Porque se ela sair vai gerar muito desemprego e eu vou perder com isso também."

Para Manoel Barbosa dos Santos, a decisão de fechamento da Ford deve impactar o movimento do food truck em que trabalha. "Vai ser impactante, porque temos bastante cliente da Ford, desde executivo a chão de fábrica. Fomos pegos de surpresa. Na verdade, está tudo muito silencioso, o trânsito está pequeno, tem pouco movimento na rua, nenhum protesto."

Ele segue otimista, apesar de já sentir queda no movimento. "Espero que o governo interfira nesse caso para manter a empresa aqui. Muita gente precisa do salário que recebe trabalhando na Ford, que é uma empresa tradicional na região."

Prefeito tenta reverter

O prefeito Orlando Morando entrou na tarde desta quarta-feira (20) com uma representação endereçada ao Ministério Público do Trabalho pedindo "a adoção de providências voltadas a proteção dos interesses difusos e coletivos, decorrentes do risco de rompimento da relação do emprego e direitos dos empregados da referida empresa".

A montadora prevê uma despesa extra de US$ 460 milhões (cerca de R$ 1,7 bilhão a câmbio atual) por conta do encerramento das operações.

Desses, cerca de R$ 360 milhões serão gastos na compensação de funcionários demitidos, concessionárias e fornecedores e vão impactar o caixa da empresa. Outros R$ 100 milhões estão relacionados à depreciação acelerada e amortização de ativos fixos – perda de valor de máquinas e estruturas que deixarão de ser utilizadas, por exemplo.

A Ford diz que a maior parte dessas despesas serão contabilizadas em 2019 e que os valores já estão inclusos nos US$ 11 bilhões que ela prevê gastar para reestruturar seus negócios no mundo todo. Desses, R$ 7 bilhões devem afetar o caixa.

Fonte : Portal G1/Glauco Araújo





 

Data: 22/2/2019

Vendas do Grupo Traton avançam 14% em 2018
Pelo terceiro ano consecutivo desde que foi criado, em 2015, o Grupo Traton acumulou mais um crescimento nas vendas globais. No ano passado, as marcas Scania, MAN e Volkswagen Caminhões entregaram juntas 223 mil veículos comerciais, expansão de 14% na comparação com o exercício de 2017, quando as entregas somaram 205 mil unidades.

Segundo a corporação, o resultado obtido foi influenciado pelo bom desempenho dos mercados europeus e pela trajetória de recuperação apresentada pelo Brasil. No primeiro caso, as vendas de veículos de comerciais na União Europeia aumentaram 3,2% em 2018, para 2,5 milhões de unidades, o sexto ano contínuo de expansão e o maior desde 2007, de acordo com as estatísticas da Acea, associação que reúne os fabricantes no continente. Já as vendas de caminhões e ônibus no Brasil subiram 43% em relação a 2017, com 91 mil unidades, segundo os dados da Anfavea.

“As metas de crescimento foram plenamente alcançadas”, diz em comunicado Andreas Renschler, CEO do Grupo Traton e membro do Conselho de Administração da Volkswagen AG. Para o executivo, o sucesso “foi impulsionado por produtos excelentes, boa proximidade com o cliente, equipe forte e um mercado global regular, estável e atraente”.

Balanço da empresa destaca contribuição de todas as três marcas sob o seu chapéu. No ano passado, a MAN entregou 102,5 mil unidades, 14% maiores do que as de 2017. A Scania vendeu 98,5 mil caminhões e ônibus, alta de 6%, e a VWCO negociou 36,3 mil veículos em todos os mercados que atua, crescimento 40%.

Somente no mercado brasileiro, a fabricante de Resende (RJ) somou 24,9 mil caminhões, ônibus e comerciais leves vendidos em 2018, volume 52,4% superior ao obtido no anterior, quando anotou 16,3 mil unidades. Cabe lembrar que com a introdução de sua família de caminhões Delivery ao longo do ano passado, a empresa passou a atuar no segmento de comerciais leves, abaixo de 3,5 toneladas. No primeiro ano cheio de vendas, o Delivery Express, o representante da empresa na categoria, acumulou 1,3 mil licenciamentos.

Por segmentação, as vendas globais de caminhões do Grupo Traton somaram 202,4 mil unidades no ano passado, em alta de 10%. As transações de ônibus das marcas cresceram 18%, para 22,3 mil unidades, sendo impulsionadas pelos mercados da América do Sul e da África.

De acordo com relatório, na região que engloba a União Europeia, Noruega e Suiça, o Grupo Traton se apresenta como o principal fornecedor da caminhões ao somar 116,7 mil unidades vendidas no ano passado, um crescimento de 9% sobre 2017. A recuperação econômica na Rússia promoveu alta de 15%, para 12,5 mil caminhões, e na América do Sul, os 40,4 mil caminhões entregues representaram avanço de 37% na mesma base de comparação.

Resultados negativos foram apurados somente no Oriente Médio, região onde os licenciamentos caíram 27%, para 6,9 mil caminhões, e na Ásia/Pacífico, queda, de 9%, com 13,6 mil unidades. Na África, as vendas se mostraram estável, com 7,6 mil unidades.

Fonte : AutoIndústria





 

Data: 22/2/2019

Fábrica da Volkswagen no Paraná completa 20 anos
As atenções do setor automotivo nesta semana foram mobilizadas pela Volkswagen com o lançamento do T-Cross. Mas o início da produção do SUV compacto não é o único fato a ser celebrado pela marca. A fábrica que produz o novo modelo está completando 20 anos de atividade.

Instalada em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, a planta já era uma das mais modernas do País quando foi inaugurada. Hoje, ela conta com cerca de 2.600 funcionários. Já saíram de lá 2,6 milhões de automóveis. Atualmente, ela produz as linhas Golf, Fox e T-Cross, além dos modelos A3 Sedan e Q3, da Audi (que pertence ao mesmo grupo empresarial).

Para permitir a produção do T-Cross, a fábrica recebeu uma nova área de armação, com 5.500 m². Ali, foram colocados 239 robôs, equipamentos de solda a laser e 158 novas ferramentas de estamparia, além de técnicas da indústria 4.0 (que prevê a integração dos sistemas com a internet das coisas). Outra novidade foi a introdução de um robô colaborativo, que participará da montagem do eixo traseiro do carro, ao lado de um operário. Os investimentos na planta paranaense foram de R$ 2 bilhões.

Diante da necessidade de imprimir ritmo à fabricação do novo modelo, a Volkswagen encerrou o lay-off de 500 funcionários que estavam temporariamente afastados do trabalho. Eles voltarão à ativa e a montadora reabrirá um segundo turno de produção a partir de abril.

O T-Cross tem versões a partir de R$ 84.990, podendo chegar a R$ 124.840. Por isso, acredita-se que a VW está preparando um SUV compacto mais barato para disputar mercado na base do segmento.

Fonte : Jornal do Carro





 

Data: 22/2/2019

Toyota terá compartilhamento de veículos no Brasil
A Toyota está fazendo um estudo, a ser concluído em maio, para decidir qual é a melhor opção para trabalhar no segmento de carro compartilhado no Brasil.

A iniciativa faz parte da proposta da empresa de colaborar com o futuro da mobilidade. A Toyota adotou o desafio de ir além de uma fábrica de carros; quer ser uma empresa de mobilidade para todos.

O direcionamento global da companhia pressupõe que “todas as pessoas têm o direito de se locomover de diferentes maneiras”, por isso as iniciativas incluem desde inovações voltadas a pessoas com mobilidade reduzida até o desenvolvimento de projetos de mobilidade em grandes centros urbanos.

A empresa tem um projeto piloto de compartilhamento de veículos em suas fábricas no Brasil, limitado nesta fase de testes a funcionários da montadora e do Banco Toyota e a uma dúzia de carros.

Na Argentina o projeto de compartilhamento da empresa envolve a rede de concessionárias e o público em geral, num total de 200 carros; as concessionárias são os pontos de retirada e entrega dos veículos.

Para Rafael Chang, presidente da Toyota do Brasil, o carro compartilhado é o futuro na mobilidade urbana, “e nosso objetivo – disse o dirigente – é criar e incentivar essas ações, que contribuam para manter o nosso negócio, que é vender carro”.

No Japão, a experiência é mais avançada; é um sistema de cotas. O consumidor faz uma assinatura anual de um pacote de serviço, que pode ser de um modelo ou de uma linha completa, com seis modelos, sendo um sedã, um hatch, um SUV, uma van etc, todos da marca Lexus. A pessoa pode usar qualquer carro, dependo da sua conveniência, a qualquer tempo, pelo período que desejar, pagando apenas o valor da cota, sem nenhum compromisso com manutenção ou qualquer outro custo.

“É como pagar a assinatura da TV”, resumiu Rafael Chang.

O projeto no Brasil depende do resultado da pesquisa, podendo ser uma forma de aluguel definitivo, do tipo leasing, a gestão de frotas ou o compartilhamento propriamente dito.

Toyota Mobility Foundation

A empresa criou em 2014 a Toyota Mobility Foundation, que realizou no Brasil projeto Inove Mob, em 2018, para buscar soluções inovadoras de mobilidade para áreas de circulação intensa. Foram selecionados doze projetos, sendo o vencedor um projeto de caronas corporativas, cujos criadores receberam R$ 400 mil para seguirem com a implementação do sistema.

Fonte : Auto Informe/Joel Leite





 

Data: 22/2/2019

Nissan Livina volta com Mitsubishi rebatizada de 7 lugares
A primeira evidência da entrada da Mitsubishi na Aliança (Renault-Nissan) acaba de ser revelado. A nova geração da Nissan Livina deixou de ser um modelo de personalidade própria para se assumir como Mitsubishi Xpander levemente reestilizada e rebatizada. Exclusiva para a Indonésia por enquanto, a nova minivan não tem planos de chegar ao mercado brasileiro.

Comparada a sua prima Mitsubishi, a nova Livina tem estilo mais sóbrio e contido. Os faróis divididos estão lá, sendo a porção superior de LED interligada à grade frontal da marca em V. A traseira da nova Livina perdeu vincos, adotou tampa traseira com típico estilo Nissan e iluminação de LED semelhante à usada no SUV grande X-Trail. O interior é idêntico ao da Xpander e carrega sete pessoas.

Maior que a geração anterior vendida no Brasil, a Nissan Livina 2020 marca 4,51 m no comprimento, 1,75 m na largura e 1,69 na altura. O modelo antigo registrava 4,18 m (4,42 m na Grand Livina) de comprimento, 1,69 m de largura e 1,57 m de altura. Na indonésia, ela custará a partir de 198.800.000 rúpias indonésias, equivalente a R$ 52.604. O motor é um 1.5 quatro cilindros aspirado com fracos104 cv e 14,4 kgfm de torque. A transmissão é automática de apenas quatro marchas ou manual com cinco.

Fonte : iCarros/João Brigato