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Data: 13/12/2018

Montadoras pedem benefícios fiscais para cumprir legislação ambiental’, critica Mansueto
O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, que permanecerá no cargo durante o governo de Jair Bolsonaro, criticou nesta quarta-feira a postura de montadoras instaladas no Brasil em relação a pedidos de incentivo fiscal. Segundo ele, as empresas pedem benefícios para cumprir a legislação ambiental.

A crítica surgiu enquanto o secretário contava, em um evento, de uma reunião que teve com executivos de uma montadora alemã que atua no mercado brasileiro durante as discussões para aprovação do Rota 2030, nova política do governo para o setor.

"Eles me perguntaram por que o programa estava demorando para sair e eu disse a eles que estava demorando para sair porque no Brasil vocês [as montadoras] pedem incentivo para cumprir legislação ambiental, e isso não faz sentido. Eu não posso dar incentivo a uma empresa de fora para ela cumprir a legislação ambiental", relatou, em evento da FecomercioSP que discutiu o papel do Estado na economia. Ele não citou os nomes dos executivos nem da empresa.

O Rota 2030 começou a ser discutido no ano passado e foi aprovado pelo Congresso em novembro deste ano. As discussões foram marcadas por um embate entre o Ministério da Fazenda e o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Enquanto a Fazenda resistia em conceder alguns benefícios pedidos pelas montadoras, com a justificativa de que isso atrapalharia o ajuste fiscal, o MDIC se posicionava ao lado das empresas. Almeida participou das conversas enquanto secretário de Acompanhamento Fiscal, Energia e Loteria, cargo que ocupou até abril, quando passou a comandar o Tesouro.

No fim das contas, o programa foi aprovado no Congresso com uma regra que prevê o abatimento no Imposto de Renda devido ou na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de 10% a 12% do valor investido pelas empresas em pesquisa e desenvolvimento.

O programa também envolve, entre outras medidas, descontos de até 2 pontos porcentuais no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para as fabricantes que superarem as metas estabelecidas para melhorar a eficiência energética (redução de consumo de combustível e de emissão de poluentes) e a segurança dos automóveis.

"Quando se coloca a proposta na mesa não há consenso", diz Mansueto.

Mansueto também afirmou nesta quarta-feira que, embora pareça haver consenso sobre a necessidade da reforma da Previdência, ainda não há uma convergência sobre que tipo de proposta será enviada ao Congresso. De qualquer forma, considera que a chance de aprovação em 2019 é alta.

"Em finanças públicas, tudo parece ser consensual, mas não é. As reformas da Previdência e tributária parecem consensuais, mas quando se coloca a proposta na mesa não há consenso coisa alguma", disse o secretário, durante sua palestra em evento que discute o papel do Estado na economia, realizado em São Paulo pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) em parceria com a Universidade Columbia, de Nova York, a Fundação Lemann, a Casa das Garças e o canal Um Brasil.

Depois, afirmou que, para construir consenso, é preciso insistir na explicação para a sociedade. "Temos de colocar esses dados sobre Previdência e ajuste fiscal de uma forma muito clara", disse. "Queremos acreditar que há consenso para o ajuste, mas, pela minha experiência, esse consenso não existe", ressaltou. "Mas há três anos não se falava de reforma da Previdência, o debate amadureceu", disse.

Apesar de ainda não haver uma definição sobre como será a proposta, Mansueto acredita que é alta a chance de aprovação da reforma já no primeiro ano do governo de Bolsonaro, porque existe consenso em relação a algumas questões fundamentais, como, por exemplo, a criação da idade mínima.

No entanto, ele lembrou que o sucesso da reforma depende da capacidade política do próximo governo. "O governo tem o segundo maior partido do Congresso, mas precisa construir uma coalizão e isso não é simples", disse. "No governo Temer, aprovamos algumas reformas, como o teto dos gastos, e, para isso, foram necessários muitos cafés, almoços e jantares", afirmou.

O secretário destacou também que o poder Executivo vai precisar de um diálogo mais produtivo com o poder Judiciário porque as reformas passarão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e é importante que os ministros da corte conheçam o impacto econômico das medidas antes de tomar suas decisões. "E isso só ocorrerá com muito diálogo", disse ele, para quem a interlocução entre esses poderes tem sido "muito pequena" nos últimos anos.

O secretário do Tesouro Nacional ainda afirmou que não vê problema algum no fatiamento da reforma da Previdência se isso representar uma proposta separada para o regime de capitalização. "Não está claro como seria o fatiamento, mas, se for um fatiamento com uma proposta para o regime de capitalização separada da reforma do INSS e para os funcionários públicos, não vejo problema algum", disse.

Fonte : O Estado de S. Paulo/André Ítalo Rocha





 

Data: 13/12/2018

Siemens cria área com foco no setor automotivo
Atenta aos novos tempos da indústria 4.0, a Siemens PLM decidiu criar uma nova área de negócios em sua operações no Brasil com foco no setor automotivo. A retomada econômica e mais indícios de estabilidade na indústria nacional, assim como a sanção do Programa Rota 2030, foram decisivos, segundo a empresa, para a tomada dessa decisão.

Há 13 anos na Siemens, Rogério Albuquerque assume o novo cargo de diretor de vendas para os setores automotivo, bens de consumo e varejo. O executivo já vem trabalhando no sentido de ajudar líderes de negócios a conduzir com segurança e rapidez a digitalização, que transforma dados em informações de valor para os negócios de seus clientes.

O objetivo da nova área é justamente o de conduzir e auxiliar a indústria automobilística nacional na jornada da digitalização, indústria 4.0 e Rota 2030, dando mais vazão às iniciativas e aos projetos na área.

“As soluções da Siemens são usadas por 29 das trinta principais empresas do setor automotivo do mundo”, comenta Allyson Faria, diretor de marketing para a América Latina da Siemens PLM. “Como diretor de vendas, Rogério Albuquerque terá como principais desafios prover suporte e visão estratégica para que todo o segmento automotivo brasileiro seja mais eficiente e mais digitalizado. Seu novo desafio será focado na indústria automotiva e CPG para garantir o sucesso na jornada da transformação digital no Brasil”.

Com sede em Plano, Texas, a Siemens PLM Software, uma unidade de negócios da Siemens Digital Factory Division, é uma das principais fornecedoras mundiais de soluções de software para impulsionar a transformação digital da indústria, criando novas oportunidades para que os fabricantes percebam a inovação.

Sobre as perspectivas para 2019, Faria diz que, em um cenário macro, a Siemens está aguardando a formação do novo governo para ter melhor direcionamento da expectativa geral da economia para aceleração do crescimento, com a geração de empregos e do mercado de consumo no ano que vem. Entretanto, para o mercado industrial e de infraestrutura, a empresa está bastante otimista.

“O empresariado brasileiro já entendeu a necessidade de investimento em soluções de digitalização e da indústria 4.0 e que isso se trata, além de produção local, plataforma de competitividade entre seus pares mundiais”, avalia Faria. “O ciclo de investimento na indústria, sobretudo nas verticais de óleo e gás, deve acelerar ao longo de 2019 devido à maturação dos investimentos nesse setor, à retomada de crescimento do segmento automotivo e à demanda crescente do exterior”.

Ainda sobre as previsões de negócios para o próximo ano, em decorrência da aquisição da norte-americana Mentor Graphics pelo valor de US$ 4,5 bilhões em 2017, a Siemens já ampliou a sua capacidade de produção de software e reforçou o compromisso do mercado de IC (circuito integrado) mundialmente. “Hoje no Brasil vemos um potencial para estes tipos de soluções, uma vez que temos cinco grandes polos de manufatura que podem usufruir das soluções”, conclui Faria.

Fonte : AutoIndústria





 

Data: 13/12/2018

Volkswagen Caminhões e Ônibus amplia produção no México
A Volkswagen Caminhões e Ônibus está ampliando sua operação no México para inaugurar, no primeiro trimestre de 2019, uma nova linha de produção em sua fábrica na cidade de Querétaro. A nova estrutura servirá para a retomada da montagem de chassis de Ônibus MAN com especificações voltadas ao mercado do país. Ainda como parte desse plano, a empresa acaba de instalar um novo centro logístico e segue aumentando suas vendas de veículos especiais para atender sob medida o cliente mexicano.

“Vamos completar 15 anos no México e esses investimentos demonstram a maturidade de nossa operação no país. Duplicamos nosso volume de produção no último ano, com a modernização da linha já existente e a introdução de novos modelos de caminhões e ônibus VW. Agora é a hora de dar o próximo passo”, afirma Roberto Cortes, presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus e membro da Diretoria do Grupo TRATON.

Aumento de 15% na capacidade de produção

Com a nova linha, a fábrica mexicana vai ter uma capacidade de produção quase 15% superior, chegando a 6 mil veículos por ano. A expansão vai representar também a localização dos chassis MAN RR3 e RR5, vindos em kits completamente desmontados da fábrica da MAN na Alemanha. Antes importados, a decisão de retomar a montagem local é tática para o melhor planejamento dos volumes e para atender às demandas de modelos no mercado mexicano.

“Essas iniciativas vão apoiar a posição competitiva das nossas marcas no país e vão respaldar nossos objetivos de crescimento e internacionalização”, avalia Leandro Radomile, diretor geral da operação mexicana da montadora. O executivo revela ainda que o empreendimento é fruto das sinergias promovidas pelo Grupo TRATON, do qual faz parte a VWCO assim como a MAN. As duas marcas trabalharam em conjunto para capacitação dos novos colaboradores contratados e dimensionamento da produção.

Demanda de veículos especiais

Os chamados veículos sob medida, que vêm com customização para atender o cliente, já representam uma parcela significativa do volume de produção da fábrica mexicana em um ano de oferta no mercado pela montadora, com a inauguração de seu centro exclusivo de otimizações, a BMB.

Os principais requerimentos são para transmissão automatizada V-Tronic e inclusão de quinta-roda. Grande parte do volume se destina à Heineken, que adquiriu lote de 547 veículos. E esse know-how no segmento de distribuição de bebidas já rende também recente negociação de 229 caminhões para o Grupo Modelo, da AB InBev.

Ao todo, a nova linha de montagem vai ocupar uma área de 1.500 metros quadrados dentro do prédio atual da fábrica. Contará ainda com cinco postos produtivos, empregando cerca de 15 pessoas, e para a maior otimização do espaço vai compartilhar as áreas de inspeção de qualidade com os demais modelos montados em Querétaro.

Novo centro logístico

Para possibilitar esse incremento, a fábrica mexicana acaba de colocar em atividade seu primeiro centro logístico. Localizado no mesmo parque industrial da fábrica, está a cerca de 600 metros de distância, em um armazém exclusivo com 4.200 m2, para abrigar o estoque de componentes, que antes ficava na área da nova linha.

As estruturas já contemplam desde sua criação o conceito de flexibilidade de montagem tradicional da Volkswagen Caminhões e Ônibus para responder rapidamente às oscilações do mercado. Vêm equipadas também com modernos equipamentos eletrônicos e pneumáticos para os apertos e controle de torque, garantindo a acuracidade durante todo o processo.

E a rastreabilidade é alta ao longo de toda a linha de montagem: todas as informações são armazenadas em tempo real na rede da VWCO para assegurar o cumprimento e facilitar a checagem das especificações determinadas para cada modelo.

Tecnologias verdes

Menos de dois meses após iniciar os testes com caminhão elétrico em São Paulo, a Volkswagen Caminhões e Ônibus avança ainda mais em seu portfólio com tecnologias mais sustentáveis. Desta vez, com novidades para o México.

A fabricante tem uma equipe dedicada a desenvolver veículos movidos a gás em sua fábrica no país da América do Norte. Por lá, eles já conceberam as primeiras 20 unidades dos chassis de ônibus Volksbus 17.280 e 18.280 OT, das quais duas estão envolvidas em testes de rodagens.

“Nosso centro mundial de desenvolvimentos fica na fábrica de Resende, no estado do Rio. Agora em nova fase de internacionalização, dedicamos uma equipe no México para se consolidar como referência em veículos a gás”, conta Roberto Cortes, presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus e membro da diretoria do Grupo TRATON.

Unidades do Constellation 24.280 movido a gás natural comprimido vão entrar em operação em fase de testes esta semana na distribuição de bebidas do México, equipando as frotas das cervejarias Heineken e Modelo.

Fonte : Autos Giros





 

Data: 13/12/2018

Sindipeças fecha contratos coletivos de trabalho
Após vários meses de reuniões com representantes das entidades de trabalhadores, a área de relações trabalhistas do Sindipeças conseguiu importantes avanços nas negociações de data-base de 2018.

Segundo boletim publicado nesta quarta-feira, 12, pelo sindicato que representa a indústria de autopeças, foi possível fechar a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com a FEM-CUT, depois de quatro anos sem a proteção desse importante instrumento de regulação das relações trabalhistas.

A entidade não revela detalhes dos acordos (os dados no seu site são exclusivos para associados), mas avalia que as negociações representaram importante avanço na relação entre as partes.

Também foram celebradas CCTs com a Força Sindical e com as centrais CTB e CSB. “O resultado desse empenho, em conjunto com representantes de empresas associadas que integram as comissões técnicas de RH e RT de São Paulo, Campinas, de Valinhos e o Grupo Consultivo de RH e RT, dá segurança jurídica e auxilia o setor de autopeças no atual movimento de recuperação das perdas sofridas durante a maior crise de sua história”, destaca o Sindipeças. (AutoIndústria)



Actros e Axor representam 23% das vendas de caminhões extrapesados do mercado

A Mercedes-Benz emplacou 7.744 caminhões extrapesados das linhas Actros e Axor no Brasil em 2018, considerando o volume acumulado entre os meses de janeiro a novembro. São 4.094 unidades do Actros (216% de crescimento nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado) e 3.650 unidades do Axor (73% a mais).

“Juntos, o Actros e o Axor correspondem por 23% das vendas totais de extrapesados no Brasil em 2018, levando em conta todas as marcas”, diz Roberto Leoncini, vice-presidente de Vendas e Marketing Caminhões e Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil. “Esse volume de emplacamentos também representa 43% das vendas de todos os caminhões da nossa marca no País, dos leves aos extrapesados, que chegou a 17.966 unidades até novembro”.

De acordo com o executivo, as vendas de extrapesados estão sendo puxadas pelas renovações de frotas nos setores do agronegócio, como transporte de grãos e de cana-de-açúcar, além da logística, transporte de combustíveis, mineração e varejo.

“A venda de extrapesados é a que mais reflete o aquecimento da atividade econômica no País”, ressalta Leoncini. “Por isso, o expressivo crescimento de participação do Actros e do Axor no mercado brasileiro aumenta nossa confiança na retomada do desenvolvimento, gerando oportunidades para todos”.

Liderança nas vendas de caminhões, com clientes renovando frotas

A Mercedes-Benz lidera as vendas de caminhões no Brasil este ano. No acumulado de janeiro a novembro, foram emplacadas 17.966 unidades, com a marca chegando a 27,8% de market share. O volume de vendas de 2018, até novembro, é 51% superior ao mesmo período de 2017, quando foram emplacados 11.883 caminhões Mercedes-Benz no País.

Além do agronegócio, logística, transporte de combustíveis, mineração e varejo, outras atividades vêm impulsionando as vendas de caminhões no ano, como transporte de bebidas e produtos frigorificados, principalmente nos segmentos de leves e médios.

Nesse contexto, em 2018, grandes empresas do transporte de cargas renovaram suas frotas com caminhões Mercedes-Benz. Entre elas: Ambev (228 Actros e Atego para distribuição de bebidas), Transpanorama (222 caminhões Axor e Atego para prestação de serviços ao Correios), Ouro Verde (140 Axor para produção de cana-de-açúcar e etanol) e Braspress (57 caminhões Mercedes-Benz, sendo 7 Axor 2041; 40 Axor 1933 e 10 Atego 1419), além de 250 caminhões para o segmento cegonheiro (200 Axor e 50 Actros).

Fonte : ShopTrans





 

Data: 13/12/2018

Projeto da Mercedes-Benz de educação no trânsito atinge 40 mil alunos
A Mercedes-Benz do Brasil, por meio do projeto de educação no trânsito Mobile Kids, já alcançou aproximadamente 40.000 alunos de mais de 100 escolas das redes públicas e particulares do Estado de São Paulo. A distribuição da cartilha pedagógica tem como objetivo ensinar crianças, entre 6 e 10 anos, sobre a importância de um trânsito seguro para motoristas e pedestres.

A cartilha Mobile Kids, projeto original do Grupo Daimler, é composta por cartões, fichas, desenhos explicativos e jogos de cartas, que representam a realidade do trânsito e estimulam as crianças a aprender comportamentos seguros, incentivando-as a também compartilhar os conhecimentos com seus familiares.

“Os materiais didáticos do Mobile Kids são utilizados por todos os países que realizam a ação. É dessa forma que alcançamos muitas crianças, trazendo diversão e informação”, destaca Luiz Carlos Moraes, diretor de Comunicação Corporativa e Relações Institucionais da Mercedes-Benz do Brasil, e responsável pelo Comitê de Responsabilidade Social da Empresa. “A presença internacional da Daimler torna possível a adequação do projeto em diversas línguas, com o apoio de parceiros locais, como o Colégio Humboldt aqui no Brasil”.

De acordo com o executivo, a Empresa acredita que é importante educar as crianças a respeito das Leis de Trânsito desde cedo. “Nesse sentido, as escolas podem nos ajudar nesta ação, a fim de formar futuros cidadãos mais conscientes e com comportamentos seguros como usuários das vias públicas, seja na condição de pedestre, condutor ou passageiro”, diz ele.

Implantado em 2001, o Mobile Kids é uma iniciativa global da Daimler que desenvolve, com a consultoria de profissionais especializados, materiais que abordam o trânsito mais seguro e a prevenção de acidentes.

O projeto foi elaborado na Alemanha, em parceria com a Universidade de Koblenz, visando estimular as crianças a compartilharem com seus pais e familiares conceitos importantes a respeito dos temas, para a formação de uma sociedade ainda mais consciente.

“O Mobile Kids é uma iniciativa que contribui não apenas para o presente, mas para o futuro da sociedade. E é com foco no longo prazo que as ações de conscientização e inclusão social são desenvolvidas diariamente na Mercedes-Benz”, diz Luiz Carlos Moraes. “Isso está alinhado a um dos pilares de Responsabilidade Social da nossa Empresa”.

O Mobile Kids é um dos itens que compõem o programa AutoHumboldt, também apoiado pela Mercedes-Benz do Brasil e que promove a temática do trânsito responsável por meio de palestras, concursos de redação, caminhadas, eventos e outras ações. O projeto da Daimler complementa a iniciativa do colégio e, pela importância do tema, a instituição decidiu compartilhar os materiais didáticos com outras escolas de São Paulo, possibilitando a disseminação do conhecimento para crianças da rede pública e privada de ensino.

O Humboldt realizou a adequação dos materiais didáticos do Mobile Kids, de acordo com a realidade das ruas e estradas brasileiras, agregando adicionalmente atividades desenvolvidas por professores do Colégio.

Fonte : O Brasil Sobre Rodas





 

Data: 13/12/2018

Família poderá entrar em imóvel de Ghosn no Rio
Uma nova decisão da Justiça permitirá que a família do executivo Carlos Ghosn, ex-presidente do conselho da Nissan, possa entrar no apartamento funcional que o executivo mantinha no Rio de Janeiro para recolher documentos e pertences pessoais. A disputa, relativa a um imóvel na Avenida Atlântica, em Copacabana, é um dos reflexos globais da prisão do executivo no último dia 19 de novembro, em Tóquio. Ghosn foi acusado formalmente por autoridades japonesas nesta semana de deixar de declarar o equivalente a US$ 43 milhões de sua renda.

Segundo decisão proferida pela 52.ª Vara Cível da Justiça do Rio de Janeiro, a família terá direito de entrar no apartamento, por um prazo de 24 horas, para “retomar a posse dos seus bens, pertences e documentos pessoais”. Desde a prisão de Ghosn, membros de sua família tentavam entrar no apartamento, sem sucesso. Trata-se, no entanto, da segunda decisão judicial neste sentido – e a Nissan tem recorrido, inclusive em fins de semana, para reverter essa possibilidade.

Na decisão, a juíza Maria Cecília Pinto Gonçalves afirmou que não existe base legal para a companhia impedir a entrada de Ghosn – ou da filha Caroline, coautora do processo – no apartamento. Um dos argumentos da montadora para impedir a entrada da família no imóvel seria a possibilidade de destruição de eventuais provas relativas à acusação feita no Japão contra o executivo.

Segundo apurou o Estado, o objetivo de pessoas ligadas ao executivo seria fazer a visita ao imóvel com a presença de funcionários da Justiça fluminense. Essa seria uma maneira de garantir a elaboração de um relatório sobre o que foi retirado do imóvel. Embora o empresário e seus filhos não morem mais no Brasil, a mãe e uma irmã de Ghosn vivem no Rio.

“Caso haja interesse dos órgãos de investigação, com a devida autorização judicial, de identificar e apreender os cofres ou outros bens e documentos, com vistas à preservação de provas relevantes para uma imputação criminal efetiva, poderão fazê-lo oportunamente”, aponta a sentença. A decisão diz que o fim da relação contratual não obriga a devolução imediata do imóvel funcional.

Fama

Preso há 20 dias e agora formalmente acusado, Carlos Ghosn, 64 anos, era até pouco tempo considerado uma espécie de herói no Japão. Apelidado de “cortador de custos” pela indústria automotiva, ele fechou cinco fábricas e cortou 21 mil funcionários para garantir que a Nissan se tornasse um negócio saudável novamente. O brasileiro chegou à francesa Renault em 1996 e promoveu uma fusão global da montadora coma rival japonesa, em 1999. O grupo incorporou a Mitsubishi há pouco mais de dois anos.

Procurada, a Nissan não quis se pronunciar. Representantes da família Ghosn no País não foram encontrados.

Fonte : O Estado de S. Paulo/Fernando Scheller





 

Data: 13/12/2018

Renault pede que Nissan não contate seus membros do conselho
A Renault pediu que a Nissan pare de contatar os executivos da montadora francesa antes da reunião do conselho na quinta-feira, enquanto a empresa japonesa tenta compartilhar evidências de irregularidades cometidas por seu presidente do conselho deposto Carlos Ghosn, disseram duas fontes.

Desde a prisão de Ghosn em 19 de novembro no Japão, a Renault e o governo francês exigiram ver as descobertas de uma investigação interna da Nissan que inclui alegações de má conduta financeira do executivo de 64 anos.

Ghosn foi acusado na segunda-feira no Japão por subdeclarar sua renda durante cinco anos até março de 2015. Embora tenha sido demitido do cargo de presidente do conselho da Nissan dias após sua prisão, ele continua como líder do conselho e presidente-executivo de sua sócia francesa.

A Nissan é 43,4% detida pela Renault, embora seja quase 60% maior em vendas. A japonesa detém uma participação de 15% sem direito a voto na empresa francesa. O maior acionista da Renault é o Estado francês, com uma fatia de 15%.

O conselho da Renault se reúne em 13 de dezembro, e as descobertas da investigação da Nissan serão compartilhadas na reunião em que o futuro de Ghosn também poderá ser debatido, disse uma das fontes com conhecimento do assunto.

A empresa francesa pediu à Nissan que não entre em contato com seus diretores antes da reunião, porque tal contato estava fora dos canais acordados para a comunicação das descobertas sensíveis, disse a fonte.

A Nissan se ofereceu na semana passada para informar o conselho da Renault sobre as conclusões do que considera uma prova de irregularidades cometidas por Ghosn, disse uma segunda fonte.

O intercâmbio entre a Renault e a Nissan é outro exemplo da relação turbulenta entre as duas montadoras, apesar das garantias dos executivos de ambos os lados de preservar a aliança. A parceria, da qual Ghosn tem sido a força motriz, é amplamente vista como vital para a sobrevivência de longo prazo das duas montadoras.

Sob pressão do governo francês, Ghosn vinha explorando uma integração mais profunda ou mesmo uma fusão entre a Renault e a Nissan, apesar de fortes reservas na japonesa.

Um porta-voz da Renault e o Ministério das Finanças da França não comentaram o assunto.

Fonte : Reuters/Ritsuko Ando e Laurence Frost





 

Data: 13/12/2018

Transportes são responsáveis por 25% das emissões globais e veículos leves são os grandes vilões da poluição, diz estudo de 40 organizações internacionais
Os governos em todo o mundo precisam urgentemente desestimular os transportes individuais e propiciar investimentos em sistemas eficientes e limpos de ônibus, além de redes metro ferroviárias.

Esta é uma das conclusões do relatório “Situação Global do Transporte e Mudança Climática Global” (tradução livre para o Português), elaborado por 40 organizações internacionais que reúnem especialistas em transportes limpos e de baixo carbono.

Os resultados foram apresentados nesta terça-feira, 11 de dezembro de 2018, na 24ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 24), realizada em Katowice, na Polônia.

O relatório teve como base os dados oficiais do clima de 40 países, dentre os quais, 29 em desenvolvimento, incluindo o Brasil.

Segundo o estudo, os carros de passeio são os grandes vilões da poluição, respondendo por 45% das emissões de CO2 – gás carbônico – dos transportes.

Em segundo lugar, surgem os caminhões, com 21% da poluição por CO2. Em seguida, os maiores poluidores dos transportes são os navios e aviões, com 11% das emissões cada.

Os ônibus e micro-ônibus representam apenas 5% da geração de CO2, número que pode ser menor ainda se houver mais frotas de modelos elétricos à bateria, trólebus, híbridos, gás natural e biometano, etanol, hidrogênio, entre outros com tração alternativa ao óleo diesel.

Triciclos e motocicletas emitiram globalmente 4% e os trens (em especial os cargueiros a diesel) respondem por 3% da poluição por CO2 nos transportes.

O estudo mostra que os transportes, somando todos os modais, são responsáveis por 25% das emissões globais.

A poluição gerada pelo setor de transportes cresceu 29% entre 2000 e 2016, ainda segundo o relatório, passando de 5,8 gigatoneladas para 7,5 gigatoneladas.

Os países em desenvolvimento, como o Brasil, vão ser responsáveis pelo maior crescimento da poluição pelos transportes. Em 2015, as 29 nações pesquisadas tiveram contribuição de 40% das emissões do setor, número que pode subir para entre 56% e 72% em 2050.

Em um dos trechos, o relatório cita negativamente as políticas de incentivos ao transporte individual, como no Brasil.

“Apesar das elevadas quotas de transporte público, o crescimento da motorização no Brasil (69%) e no México (49%) superou em muito a média mundial (27%), atingindo 297 veículos por mil habitantes em 2015. No Brasil, isso foi resultado das políticas econômicas do governo federal que subsidiou com isenções fiscais a compra de automóveis privados”.

Com isso, o Brasil promove incentivos ao transporte individual com dinheiro público.

Um dos resultados desta política foi evidenciado no total de emissões por pessoa transportada, que no Brasil cresceu bem mais que a média, provando que há mais veículos particulares sendo estimulados em vez de deslocamentos coletivos.

“O crescimento das emissões per capta variou muito, no Brasil foi de 38% e no México de 6% de 2000 a 2016, contra uma média de taxa de crescimento de 23% na América Latina durante o mesmo período. As emissões por unidade do PIB no Brasil aumentaram 12% e diminuíram no México em 6%, de 2000 a 2016, enquanto no mundo as médias caíram cerca de 15% durante o mesmo período.”

Os países não desenvolvidos, segundo o relatório, tem um potencial de redução de poluição 60% maior que dos países mais ricos porque até então fizeram muito pouco diante do tamanho do problema.

Se quiser cumprir as metas do Acordo de Paris, para limitar e, 1,5 graus centígrados o aquecimento global, o mundo precisa reduzir para duas ou até três gigatoneladas de CO2 até 2050, as emissões pelos transportes.

BRTs e Metrô como soluções conjuntas

O que muitos especialistas já apontaram como um dos principais caminhos para reduzir as emissões, o relatório apresentado em 11 de dezembro de 2018 confirma: os investimentos têm de ser em redes de transportes coletivos, em especial BRT- Bus Rapid Transit (corredores de ônibus mais eficientes) e em metrô.

A desaceleração dos recursos nestas duas modalidades de transportes preocupa as 40 organizações.

Segundo o estudo, houve um crescimento de 74% na demanda por transporte de passageiros, entre público e privado, de 2000 a 2016, principalmente nos países em desenvolvimento.

Nas duas últimas décadas, em todo o mundo, houve crescimento de redes de transportes coletivos.

O BRT – Bus Rapid Transit, por seu baixo custo, resultados positivos e rápida implantação foi o principal escolhido tanto por países ricos como em desenvolvimento, com expansão de 853%. As linhas de VLTs -Veículos Leves sobre Trilhos cresceram 88%, e os sistema de metrô de fato, tiveram expansão de 67%.

“Sistemas Prioritários de Ônibus: Corredores prioritários de ônibus em uma variedade de formas, e o BRT ganhou mais popularidade em todo o mundo como uma alternativa mais rentável que os investimentos ferroviários urbanos que são muito mais caros. Entre 2005 e 2017, a Cidade do México expandiu seu BRT Metrobus, sistema com sete linhas principais, totalizando 140 km e transportando 1,24 milhão de passageiros por dia. Outra a redesenhar o sistema de transporte público com base em ônibus é Dublin. A Autoridade Nacional de Transportes da Irlanda, em maio de 2017, propôs o Plano «BusConnects», composto por 17 novas linhas , todas com pistas separadas.”

No entanto, a redução do ritmo de investimentos, principalmente nos BRTs, nos anos mais recentes, preocupa os pesquisadores.

Ônibus elétricos

O relatório destaca que cada vez mais os ônibus elétricos têm ganhado importância, principalmente na China.

Em 2017, os ônibus elétricos tiveram papel de destaque entre as tecnologias de baixo carbono com o rápido aumento de produção e implantação. Cidades da Europa, da América Latina, África e Ásia anunciaram e executaram planos para eletrificar suas frotas de ônibus. Em 2017, eram cerca de 375 mil ônibus elétricos em operação em mais de 300 cidades, com 98% implantados na China.

O relatório ainda mostra que há espaço para duas soluções de ônibus movidos a eletricidade. Os trólebus, já em operação há décadas e que têm se modernizado, e os elétricos com bateria, que viraram tendência nos novos investimentos.

“Ônibus elétricos: enquanto ônibus elétricos conectados a fios (geralmente chamados de trólebus) estão em uso durante várias décadas, os desenvolvimentos recentes de ônibus elétricos alimentados por bateria ganham espaço. Em Edimburgo, Reino Unido, os primeiros ônibus públicos totalmente elétricos começaram a operar em outubro de 2017. Muito do centro de Edimburgo é servido por esses veículos, e a frota é ampliada em 2018 para criar uma primeira rota totalmente elétrica na cidade. Town, na África do Sul, recebeu seus primeiros dez ônibus elétricos no segundo semestre de 2017, e de lá, os ônibus elétricos serão expandidos para Windhoek, na Namíbia, e Maurício nos próximos anos. Santiago, no Chile, incorporou os primeiros ônibus elétricos em sua frota de transporte público em novembro de 2017, com 90 desses ônibus previstos para estar em circulação no final de 2018. Shenzhen, na China substituiu todos os seus ônibus (16.539) por elétricos no final de 2017, tornando-se a primeira cidade do mundo com uma frota de ônibus totalmente elétrica. Os governos do Reino Unido lançaram programas para promover ônibus elétricos, oferecendo substancial apoio aos operadores de transportes públicos para a aquisição de ônibus híbridos ou totalmente elétricos plug-in e carregamento na infraestrutura. O governo alemão vai cobrir 80% dos custos incrementais de e-bus e até 40% de cobrança custos de infraestrutura. Estes são apenas alguns dos vários exemplos de implantação de ônibus elétrico a partir de 2017.”

O relatório ressalta a importância dos transportes públicos para melhorar as condições de vida nas cidades e coloca o ônibus como um dos modais mais importantes para que este objetivo seja alcançado.

Fonte : Diário do Transporte/Adamo Bazani





 

Data: 13/12/2018

Grupo VIP adquire 50 ônibus Mercedes-Benz com recuperação de energia elétrica
O Grupo VIP, operador do sistema de transporte coletivo urbano da capital paulista, adquiriu 150 chassis de ônibus urbanos Mercedes-Benz O 500, dos quais 50 serão equipados com a tecnologia de recuperação de energia elétrica (RKM). Segundo a fabricante, a entrega dos modelos encarroçados será feita até março do ano que vem.

Walter Barbosa, diretor de vendas e marketing ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, destaca a aceitação das novas tecnologias oferecidas pela empresa na aplicação das operadoras. Roberto Abreu, sócio proprietário do Grupo VIP, considerou positiva a experiência com o desligamento automático do motor (EIS) – no ano passado, a empresa adquiriu 150 ônibus com esse sistema da Mercedes-Benz.

“O EIS vem demonstrando que efetivamente reduz o consumo de combustível e também o nível de ruído, além de contribuir com a maior conscientização do motorista para que ele desligue o ônibus se o veículo ficar parado muito tempo”, disse Abreu. “Nossa expectativa é que o RKM também nos traga ganhos econômicos e ambientais”.

Para Barbosa, essas tecnologias contribuem para a rentabilidade operacional. “Além disso, o menor consumo leva à redução de emissões, melhorando a qualidade do ar”, afirma.

O Grupo VIP opera cerca de 200 linhas de ônibus capital, transportando diariamente, em média, 1,2 milhão de passageiros. Está presente na Área 3 (Nordeste, Amarela) do sistema, em bairros da Zona Leste; Área 7 (Sudoeste, Vinho), na Zona Sul e na Área 9 (Centro). Sua frota é composta por 1.800 veículos, praticamente 100% da marca Mercedes-Benz, entre O 500 padron, articulado e superarticulado, modelos da linha OF e cerca de 40 vans Sprinter.

Fonte : Frota e Cia





 

Data: 12/12/2018

Temer sanciona Rota 2030 com veto a benesses aprovadas pelo Congresso
O presidente Michel Temer sancionou ontem, terça-feira, 11, o novo programa de incentivos para montadoras no Brasil, batizado de Rota 2030. Para reverter parte das benesses incluídas pelo Congresso Nacional, o presidente vetou oito pontos da lei que, na avaliação do governo, são “inconstitucionais ou contrariam o interesse público” por aumentarem os gastos públicos.

Para ter direito aos incentivos do Rota 2030, as montadores precisam seguir um conjunto de regras, incluindo aumento da segurança e melhoria no consumo de combustível dos carros. Precisarão fazer investimentos em pesquisa e desenvolvimento para bater metas como melhorar em 11% até 2022 a eficiência energética dos veículos (reduzindo o consumo de combustível e emissão de poluentes).

Um dos trechos vetados, no artigo 30 da nova lei, permitia que as montadoras usassem créditos tributários de impostos federais também para compensarem a contribuição previdenciária, até 2030 – prazo de vigência do programa. Já o Planalto lembrou que o País está em um “momento sensível em que se discute o elevado déficit da Previdência”, para justificar o veto.

Outro trecho vetado, no artigo 33, buscava convalidar atos administrativos que beneficiassem a produção de quadriciclos e triciclos – e suas peças – fabricados na Zona Franca de Manaus.

“O dispositivo não dimensiona de forma clara a amplitude dos atos que seriam convalidados, podendo representar uma remissão dos eventuais créditos tributários constituídos, com impacto tributário não estimado e gerando insegurança jurídica a recomendar o presente veto”, justificou o Planalto.

Já os artigos 34 e 35 foram vetados integralmente, porque concediam isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para componentes, chassis, partes e peças e outras matérias primas da indústria automobilística que fossem importados por terceiros sob encomenda das fábricas. A legislação atual prevê o benefício apenas quando as próprias indústrias importam os insumos.

De acordo com o Planalto, os dois artigos contrariavam a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), pois aumentavam os efeitos de desonerações tributárias sem estipular uma projeção de valor para o impacto fiscal da medida e sem prever medidas compensatórias de arrecadação.

Os artigos 36 e 37 também foram vetados na íntegra, que estendiam para todos os carros elétricos e híbridos – de qualquer potência - a isenção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas operações de financiamento para a compra de automóveis por taxistas e pessoas portadoras de deficiências.

“A aprovação de lei que crie ou amplie benefícios de natureza tributária sem o atendimento das condicionantes orçamentárias e financeiras contraria o interesse público. A propositura representa aumento significativo de concessão de benefício tributário e, por conseguinte, ampliação da renúncia de receita, sem atender as exigências da LRF”, justificou o Planalto.

O artigo 31 foi vetado porque tentava aumentar as alíquotas do Reintegra de 1% a 3% para 2% a 5%, para o período de janeiro de 2019 a dezembro de 2023. O trecho também pretendia estender os benefícios do Reintegra para o comércio varejista de calçados e artigos de viagem. O artigo 38, também vetado, estendia o Reintegra também para as indústrias habilitadas ao Rota 2030. O Reintegra é um programa que "devolve" aos empresários uma parte do valor exportado em produtos manufaturados via créditos do PIS e Cofins.

Já artigo 32 foi vetado porque aumentava em um ponto porcentual a alíquota da Cofins-Importação de móveis. “Emendas do Legislativo apresentadas sobre a Medida original são autorizadas apenas se guardada a pertinência temática e se não resultarem em aumento de despesa”, argumentou o Planalto.

Fonte : O Estado de S. Paulo/Eduardo Rodrigues