[ 14/12/2018 ]
Venda de veículos pode crescer até 12% e...

[ 14/12/2018 ]
Toyota produzirá veículo híbrido flex em...

[ 14/12/2018 ]
Mecanização tem novo avanço na agricultu...

[ 14/12/2018 ]
Secretário do Tesouro critica postura de...

[ 14/12/2018 ]
OMC condena cinco de sete programas de i...

[ 14/12/2018 ]
Fux revoga sua própria decisão e multas ...

[ 14/12/2018 ]
Valor do seguro obrigatório cairá 63,3% ...

[ 14/12/2018 ]
Indústria automotiva do Sul Fluminense c...

[ 14/12/2018 ]
Ford Ranger Storm: versão com visual de ...

[ 14/12/2018 ]
Petroleira apoiou plano de Trump de carr...

[ 13/12/2018 ]
Montadoras pedem benefícios fiscais para...

[ 13/12/2018 ]
Siemens cria área com foco no setor auto...

[ 13/12/2018 ]
Volkswagen Caminhões e Ônibus amplia pro...

[ 13/12/2018 ]
Sindipeças fecha contratos coletivos de ...

[ 13/12/2018 ]
Projeto da Mercedes-Benz de educação no ...

[ 13/12/2018 ]
Família poderá entrar em imóvel de Ghosn...

[ 13/12/2018 ]
Renault pede que Nissan não contate seus...

[ 13/12/2018 ]
Transportes são responsáveis por 25% das...

[ 13/12/2018 ]
Grupo VIP adquire 50 ônibus Mercedes-Ben...

[ 12/12/2018 ]
Temer sanciona Rota 2030 com veto a bene...




 

Data: 14/12/2018

Venda de veículos pode crescer até 12% em 2019, diz Ford
A Ford estima que a venda de veículos novos no Brasil deve crescer de 10% a 12% em 2019 – uma alta inferior à registrada entre janeiro e novembro de 2018, quando a expansão acumulada é de 15%. Se a expectativa se confirmar, o ano que vem deve terminar com a comercialização de até 2,9 milhões de veículos.

Para a Argentina, a projeção é de aprofundamento da retração, em razão da crise econômica. As vendas para o país, que até novembro de 2018 acumulam recuo de 9%, devem cair mais 20% a 25% no ano que vem, estima a montadora. Com isso, o mercado argentino poderá ser reduzido a um total de até 600 mil unidades.

Veículos

Segundo o vice-presidente da Ford para a América do Sul, Rogelio Golfarb, o crescimento esperado para o Brasil será puxado mais uma vez pelas vendas para clientes corporativos, como locadoras, produtores rurais e frotistas em geral. Para o consumidor comum, a recuperação será mais lenta. “Não estou vendo uma melhora nos juros em um horizonte de 12 meses”, justificou o executivo, em evento realizado na quinta-feira, 13, pela montadora.

Golfarb ressaltou que as vendas para clientes corporativos representaram dois terços do crescimento de 2018. Isso ocorreu porque as fábricas ainda estão com alta ociosidade, o que forçou uma redução no preço para estimular a produção e liberar estoque.

Além disso, os clientes corporativos têm mais condições que um consumidor comum de financiar a compra do carro. A redução da Selic, lamentou o executivo, não foi acompanhada por uma queda no mesmo ritmo dos juros para o setor automotivo. Enquanto a taxa básica caiu 54% entre 2016 e 2018, os juros para consumidores de veículos recuaram 14%. “A transmissão da queda da Selic foi muito pequena. E não há projeção de queda para a Selic no ano que vem”, disse.

Em relação ao governo eleito, o executivo da Ford disse esperar maior clareza sobre a política de comércio exterior. “A abertura é saudável, mas é preciso saber como será feita. Além disso, com o governo americano mais protecionista e o Brexit, o mundo parece estar em revisão da sua ordem. É preciso saber como o Brasil vai se encaixar nisso”.

Fonte : O Estado de S. Paulo/André Ítalo Rocha





 

Data: 14/12/2018

Toyota produzirá veículo híbrido flex em 2019
A Toyota do Brasil será a primeira montadora no mundo a fabricar um veículo híbrido com motor de combustão interna flex a gasolina e álcool. A nova tecnologia e o novo carro sairão da linha de produção no fim do ano que vem.

Segundo a empresa, o desenvolvimento e a decisão de ter um híbrido flex “está em linha com o recém-aprovado Programa Rota 2030, que oferece previsibilidade para as empresas investirem no longo prazo no País e estabelece, dentre outras medidas, novas políticas de estímulo a veículos mais eficientes”.

A Toyota afirma que o híbrido flex “tem um dos mais altos potenciais de compensação e reabsorção na emissão de CO2 gerado desde o início do ciclo de uso do etanol extraído da cana-de-açúcar, passando pela disponibilidade nas bombas de abastecimento e sua queima no processo de combustão do carro”.

O desenvolvimento teve participação inicial também da engenharia da Toyota japonesa, além da brasileira. “Este é um marco, não só para a Toyota do Brasil, mas para toda a indústria nacional”, afirmou em nota Steve St.Angelo, CEO da Toyota para América Latina.

Consultada por AutoIndústria, a Toyota não confirmou qual será o modelo nem em qual fábrica ele será fabricado. É muito provável, porém, que seja o Prius, veículo sobre o qual foi apresentado o primeiro protótipo e que serviu para testes nos últimos anos.

Fonte : AutoIndústria





 

Data: 14/12/2018

Mecanização tem novo avanço na agricultura
Mais capitalizados e conscientes da necessidade de manter-se competitivos, os agricultores brasileiros vêm investindo mais na mecanização da lavoura, com predomínio da soja. Em novembro, a venda de máquinas agrícolas e rodoviárias alcançou 3.754 unidades, um crescimento de 27,5% em relação ao mesmo mês de 2017, segundo dados da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). De janeiro a novembro, as vendas totalizaram 43.351 unidades, um avanço de 11,9% em comparação com os 11 primeiros meses de 2017, devendo-se notar que menos de 5% correspondem a máquinas rodoviárias.

As vendas de equipamentos agrícolas em novembro foram 25,5% inferiores ao volume de outubro, quando são tradicionalmente tomadas as decisões de plantio. A projeção da Anfavea é de que as vendas do segmento atinjam 47 mil unidades ao fim de 2018, um avanço de 10,8% em relação a 2017 (42,4 mil).

As vendas internas praticamente supriram a queda nas exportações, causada principalmente pela crise na Argentina. De janeiro a novembro, as exportações de máquinas agrícolas foram de 11.827 unidades e dificilmente alcançarão a marca do ano passado, de 14 mil unidades. Vale notar, contudo, que, em valor, as exportações somaram US$ 3,14 bilhões, 15,2% mais que nos 11 meses do ano anterior.

A nova disposição dos agricultores nacionais de dar mais eficiência aos trabalhos no campo animou o segmento de máquinas agrícolas da indústria automotiva, que há três anos se encontrava praticamente estagnado. Em novembro, a produção foi de 6,6 mil unidades, 73,3% mais que no mesmo mês de 2017. No acumulado de janeiro a novembro, foram produzidas 60,2 mil unidades, crescimento de 19,4% ante os 11 meses do ano anterior.

A retomada do investimento em modernização deve levar a um aumento da produção agrícola. O crédito rural ajudou, com acréscimo de 19% de julho a novembro. A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) estima que a safra 2018/2019 será maior que a de 2017/2018 (228 milhões de toneladas). Com condições climáticas favoráveis, a CNA prevê aumento de 6% na produção de soja, sendo otimista também quanto à produção de milho e algodão. A se confirmarem tais projeções, calcula-se uma elevação de 4,3% no valor bruto da produção em 2019.

Fonte : O Estado de S. Paulo





 

Data: 14/12/2018

Secretário do Tesouro critica postura de montadoras sobre incentivo fiscal
O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, que permanecerá no cargo durante o governo de Jair Bolsonaro, criticou nesta quarta-feira, 12, a postura de montadoras instaladas no Brasil em relação a pedidos de incentivo fiscal. Segundo ele, as empresas pedem benefícios para cumprir a legislação ambiental.

A crítica surgiu enquanto o secretário contava, em um evento, de uma reunião que teve com executivos de uma montadora alemã que atua no mercado brasileiro durante as discussões para aprovação do Rota 2030, nova política do governo para o setor.

"Eles me perguntaram por que o programa estava demorando para sair e eu disse a eles que estava demorando para sair porque no Brasil vocês as montadoras pedem incentivo para cumprir legislação ambiental, e isso não faz sentido. Eu não posso dar incentivo a uma empresa de fora para ela cumprir a legislação ambiental", relatou, em evento da FecomercioSP que discutiu o papel do Estado na economia. Ele não citou os nomes dos executivos nem da empresa.

O Rota 2030 começou a ser discutido no ano passado e foi aprovado pelo Congresso em novembro deste ano. As discussões foram marcadas por um embate entre o Ministério da Fazenda e o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Enquanto a Fazenda resistia em conceder alguns benefícios pedidos pelas montadoras, com a justificativa de que isso atrapalharia o ajuste fiscal, o MDIC se posicionava ao lado das empresas. Almeida participou das conversas enquanto secretário de Acompanhamento Fiscal, Energia e Loteria, cargo que ocupou até abril, quando passou a comandar o Tesouro.

No fim das contas, o programa foi aprovado no Congresso com uma regra que prevê o abatimento no Imposto de Renda devido ou na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de 10% a 12% do valor investido pelas empresas em pesquisa e desenvolvimento.

O programa também envolve, entre outras medidas, descontos de até 2 pontos porcentuais no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para as fabricantes que superarem as metas estabelecidas para melhorar a eficiência energética (redução de consumo de combustível e de emissão de poluentes) e a segurança dos automóveis.

Fonte : Estado de Minas/Agência Estado





 

Data: 14/12/2018

OMC condena cinco de sete programas de incentivo fiscal do Brasil
Em uma decisão final, a Organização Mundial do Comércio (OMC) condenou cinco dos sete programas adotados pelo Brasil em sua política industrial. A partir de janeiro, o governo de Jair Bolsonaro terá de desmontar ou reformar parte dos programas que eram considerados como pilares da estratégia industrial do país desde 2011.

Mas o governo brasileiro comemora o fato de que algumas das condenações em primeira instância conseguiram ser revertidas, permitindo que dois programas sejam mantidos para apoiar a exportação. "O jogo que estava 7 x 0 terminou 5,x 2", resumiu uma fonte em Genebra.

A decisão, de todas as formas, coloca um limite à política que poderá ser adotada no País na próxima década. Os programas, criados ainda sob o governo de Dilma Rousseff, distribuiriam R$ 25 bilhões em bondades fiscais. A decisão foi anunciada em Genebra pelo Orgão de Apelação da OMC e pode abrir uma brecha para uma eventual retaliação por parte de europeus e japoneses.

Foi condenada a forma pela qual os incentivos são dados por meio da Lei de Informática, do Padis (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores e Displays), além do o Inovar-Auto, da Lei de Inclusão Digital e o Programa de apoio ao desenvolvimento tecnológico da indústria de equipamentos para a TV digital (PATVD).

Em Genebra, fontes confirmaram que o Regime especial de aquisição de bens de capital para empresas exportadoras (Recap) e Programa Preponderantemente Exportador (PEC), que tinham sido condenados em primeira instância, foram absolvidos na nova análise. Os programas, no fundo, apoiam centenas de empresas nacionais, entre elas a Samarco e a Embraer.

Em meados de 2017, à pedido de Bruxelas e Tóquio, a OMC condenou em primeira instância a estratégia industrial nacional. Todos os sete programas foram considerados como ilegais, já que criavam vantagens indevidas a produtores nacionais, prejudicando os produtos estrangeiros.

O governo brasileiro recorreu da decisão, na esperança de ganhar tempo para reformar alguns dos programas condenados e mesmo conseguir salvo conduto para manter outros. Mas o órgão de Apelação rejeitou os argumentos do Itamaraty e os juízes não acataram os pedidos do Brasil em cinco dos sete programas.

O maior impacto está previsto para ocorrer com programas que ainda estão em vigor.

A Lei de Informática, por exemplo, vence apenas no ano de 2029 e o Padis (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores e Displays) vence em 2022. Os demais programas também foram condenados. Mas já foram eliminados ao longo dos últimos anos.

Retaliação

Em janeiro, a OMC irá aprovar oficialmente a condenação e abre-se o prazo para que Bolsonaro negocie com europeus e japoneses como irá implementar a decisão. Ele tem a opção de reformar profundamente os programas ou simplesmente colocar um fim à Lei de Informática, ao Padis.

Em Brasília, membros da equipe de transição indicaram que a decisão da OMC é “bem-vinda”, já que o novo governo já estava avaliando a retirada de incentivos. Mas o Estado apurou que, legalmente, o fim desses programas não é tão simples, já que existe obrigações assinadas com empresas que fizeram investimentos e compromissos contratuais.

Caso o Brasil não cumpra a decisão da OMC, Tóquio e Bruxelas já indicaram que irão solicitar a autorização para retaliar o Brasil. Cálculos preliminares apontariam para uma sanção bilionária e que poderia afetar as exportações nacionais.

Fonte : O Estado de S. Paulo/Jamil Chade





 

Data: 14/12/2018

Fux revoga sua própria decisão e multas voltam a valer
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, decidiu revogar a sua própria decisão de suspender a cobrança das multas por descumprimento do frete mínimo emitidas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Fux atendeu a um pedido de reconsideração feito pela Advocacia- Geral da União (AGU), que argumentou que a criação da tabela assegurou a normalidade nas rodovias do país a atendeu as reivindicações dos caminhoneiros após a greve de maio. Para o órgão a manutenção da norma é recomendável até que seja feita uma reavaliação pelo novo governo, que tomará posse no dia 1º de janeiro.

A decisão de Fux, na semana passada, foi sucedida por ameaças de novas greves dos caminhoneiros ainda este ano. Agora, com a retomada das multas, as paralisações estão, ao menos por ora, fora do radar.

Fonte : Frota e Cia





 

Data: 14/12/2018

Valor do seguro obrigatório cairá 63,3% em 2019
Os motoristas pagarão menos seguro obrigatório em 2019. O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), vinculado ao Ministério da Fazenda, aprovou na quinta-feira (13) uma redução média de 63,3% do valor do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos (DPVAT) no próximo ano.

As reduções ocorrerão de forma diferenciada conforme o tipo de veículo. Automóveis particulares, táxis e carros de aluguel, veículos ciclomotores e máquinas de terraplanagem, tratores, caminhões, picapes, reboques e semirreboques terão o DPVAT reduzido em 71%. No caso dos automóveis particulares, a tarifa cairá de R$ 41,40 para R$ 12.

Os ônibus, micro-ônibus e lotações terão o seguro reduzido em 79%. Já o seguro para as motocicletas e motonetas, que concentram a maior parte dos acidentes de trânsito que demandam o acionamento do DPVAT, cairá menos e ficará 56% mais barato.

Fonte : Agência Brasil





 

Data: 14/12/2018

Indústria automotiva do Sul Fluminense cresce e gera empregos
Segundo dados do Cluster Automotivo do Sul Fluminense, formado por empresas, como MAN Latin America, Michelin, Nissan e PSA Peugeot Citroën, a região contabiliza 168 empresas automotivas, distribuídas nos municípios de Resende, Porto Real, Quatis e Itatiaia. O setor gera mais de 10 mil empregos no polo automotivo do Sul Fluminense, considerado o segundo maior do Brasil, ficando atrás apenas do ABC Paulista. O faturamento do setor na economia estadual já é de R$ 6,8 bilhões.

Considerando apenas o período de 2014 até 2017, foram abertos mais de quatro mil empregos diretos e investidos cerca de R$ 4 bilhões, referentes a empreendimentos que tiveram apoio da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin), vinculada à Secretaria da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico. Apenas a Nissan, instalada em Resende, em 2014, aplicou R$ 2,6 bilhões na construção de seu complexo e emprega mais de 2,6 mil funcionários.

De acordo com o subsecretário de Desenvolvimento Econômico, Paulo Renato Marques, o desempenho da área automotiva no Rio de Janeiro consolidou a diversificação da economia. “E serve para resgatar a autoestima da produção fluminense, que já foi protagonista nacional no setor, por ter sediado a primeira fábrica de caminhões do país, a FNM. Com o apoio da Codin, entre 2014 e 2017, no Sul Fluminense, ocorreram investimentos da Nissan, Jaguar Land Rover, Toyoda Gosei, Tachi S (Tacle), Yorozu, Mitsui Steel, Nagase, Calsonic Kansei, Kinugawa Rubber e Internacional Automotive Components (IAC)”, disse.

Crescimento

Considerando a produção de veículos automotores, reboques e carrocerias, o setor registra neste ano, até o mês de setembro, o crescimento de 1,71%. O dado favorece o total de 3,5% obtido pela indústria fluminense no mesmo período, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, do IBGE, de setembro.

No acumulado dos últimos 12 meses, o resultado da atividade foi de 2,2% de um total de 4,6% do estado.

Fonte : A Voz da Cidade





 

Data: 14/12/2018

Ford Ranger Storm: versão com visual de EcoSport aventureiro chega em 2019
A Ford Ranger Storm foi mostrada no Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro, ainda como conceito. Gostou do visual? Se prepare, porque a picape será vendida em 2019.

Essa será uma das poucas novidades da marca para os próximos anos – o SUV chinês Territory, também apresentado no evento, foi descartado. Entretanto, não há detalhes da picape.

É pouco provável que haja mudanças na motorização, a exemplo do EcoSport Storm (que nem recebeu pneus de uso misto). Com isso, as alterações deverão se restringir ao visual.

Se mantiver os detalhes do protótipo, a Ranger aventureira terá apliques plásticos nas laterais, novo para-choque com grade escurecida, santo antônio com rack, estribo e até snorkel.

Fonte : Quatro Rodas/Gabriel Aguiar





 

Data: 14/12/2018

Petroleira apoiou plano de Trump de carros poluentes
Quando o governo de Donald Trump definiu um plano para expandir a fabricação de carros mais poluentes, as montadoras, aparentemente as maiores interessadas, relutaram. Segundo elas, as mudanças tinham ido longe demais. Acontece que havia um beneficiário oculto que pressionava pelas mudanças: a indústria petrolífera dos EUA.

No Congresso e em Assembleias estaduais em todo o país, a Marathon Petroleum, maior empresa de refino dos EUA, trabalhou com poderosos grupos da indústria e uma rede política conservadora financiada pelo bilionário Charles Koch para executar uma campanha para reverter os padrões de emissões de carros, segundo investigação do New York Times.

O principal argumento da campanha para amenizar os padrões de eficiência de combustível – uma vez que os EUA estão tão inundados de petróleo que não precisam mais se preocupar com energia – entrou em conflito com décadas de política ambiental.

“Com a escassez de petróleo deixando de ser uma preocupação, os americanos deveriam ter a possibilidade de escolha de veículos que melhor atendam às suas necessidades”, dizia o rascunho de uma carta que a Marathon ajudou a circular entre os congressistas.

Correspondência oficial posteriormente enviada às autoridades regulamentadoras por mais de uma dúzia de legisladores incluíram frases formuladas pela indústria.

Ela tinha suas razões para pedir a reversão dos padrões mais elevados de eficiência de combustível propostos pelo ex-presidente Barack Obama. Um quarto do petróleo mundial é usado para abastecer carros, e veículos mais econômicos significam vendas mais baixas de gasolina.

Pressão

Nos últimos meses, a Marathon Petroleum também se uniu a um grupo político secreto dentro da rede Koch, o American Legislative Exchange Council, para elaborar uma legislação para os Estados que apoiam a posição do setor.

A resolução proposta em 18 de setembro descreve as atuais regras de eficiência de combustível como “relíquia de uma narrativa contestada de escassez de recursos” e diz que “burocratas não eleitos” não deveriam determinar quais carros os americanos devem dirigir.

Uma campanha do setor, em separado no Facebook, sigilosamente dirigida por um lobby da indústria, representado por Exxon Mobil, Chevron, Phillips 66 e outras gigantes do petróleo, instou as pessoas a escrever aos reguladores para apoiar a reversão da política de Obama.

Os padrões anteriores exigiam que as montadoras praticamente duplicassem a economia de combustível de novos carros, SUVs e picapes até 2025. O plano de Trump, se finalizado, aumentaria as emissões de gases de efeito estufa nos EUA mais do que em muitos países de médio porte lançariam em um ano e reverteria um grande esforço do governo anterior para combater as alterações climáticas.

Para os produtores de gasolina como a Marathon, uma mudança para veículos mais eficientes representa uma séria ameaça a seus resultados financeiros. Em outubro, a empresa adquiriu uma rival, a Andeavor, tornando-se a maior refinadora dos EUA, com vendas de mais de 60 bilhões de litros de combustível por ano.

Fonte : O Estado de S. Paulo/The New York Times