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Data: 10/8/2017

Gerdau vê retomada no País em 2018
 
Embora já existam alguns sinais positivos na economia, a siderúrgica Gerdau trabalha com retomada do consumo por aço no Brasil apenas em 2018. Ao comentar os resultados da companhia no segundo trimestre, o presidente do grupo, André Gerdau Johannpeter, observou que as perspectivas continuam desafiadoras no país e a demanda interna, baixa. Mas alguns setores, notadamente o automotivo e o industrial, começam a trazer algum alento, e há notícias positivas como geração de emprego e redução da taxa de juros. “Os sinais são pequenos, mas importantes”, afirmou o executivo.

Os números operacionais da Gerdau no segundo trimestre refletiram esse ambiente e vieram melhores do que os dos três primeiros meses do ano. A comparação anual, porém, mostra que ainda há terreno a recuperar.

No segmento de aços planos, usados, por exemplo, na indústria automotiva, de linha branca e equipamentos, o desempenho já é positivo, destacou o presidente. Já aços longos, cujas vendas estão atreladas à construção civil e infraestrutura, ainda sofrem e a recuperação só deve vir no começo do ano que vem, acrescentou.

De abril a junho, a siderúrgica teve receita líquida de R$ 9,2 bilhões, com alta de 8,4% frente ao primeiro trimestre e queda de 10,6% frente ao mesmo intervalo do ano passado. O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado, de R$ 1,1 bilhão, subiu 31,3% na primeira comparação, mas caiu 6,7% ante igual período de um ano atrás.

Em termos consolidados, a produção de aço bruto e as vendas caíram 5% e 12,6% no trimestre, para 4,09 milhões de toneladas e 3,71 milhões de toneladas, respectivamente. Os volumes foram impactados pela fraqueza no mercado brasileiro e pela transferência das unidades de aços especiais na Espanha.

A última linha do balanço ficou positiva no trimestre, mas ajudada pelo diferimento de impostos da ordem de R$ 197,8 milhões - antes dos tributos, o resultado estava negativo em R$ 24,9 milhões, mas chegou a R$ 75 milhões na linha atribuída aos controladores.

Considerando-se ainda um ajuste de R$ 72,5 milhões referente à operação que resultou na constituição de uma joint venture na Colômbia com a Putney Capital Management, no fim de junho, o lucro líquido ajustado da companhia foi de R$ 149 milhões no trimestre, queda de 19% na comparação anual.

Diante desse desempenho, o conselho de administração aprovou o pagamento de R$ 34,2 milhões em dividendos.

De acordo com o vice-presidente de Finanças da Gerdau, Harley Lorentz Scardoelli, a tendência de queima de caixa que perdurou na primeira metade de 2017 deve se reverter no segundo semestre. Nos três primeiros meses do ano, a siderúrgica teve fluxo de caixa livre negativo em R$ 256 milhões, mas no segundo trimestre a geração de caixa livre foi positiva em R$ 241 milhões. “A primeira metade do ano consumiu mais caixa. Na segunda metade, vai tentar retornar caixa”, disse o executivo.

A siderúrgica manteve o plano de investimento de R$ 1,3 bilhão neste ano, mas admite que é possível que esse número não seja alcançado uma vez que o ritmo de desembolsos foi mais lento nos seis primeiros meses do ano - R$ 432 milhões. Segundo Johannpeter, a postura de seletividade nos investimentos está mantida.

Em relação aos preços do aço, o executivo afirmou que há retomada importante no mercado internacional, influenciada pela solidez de várias economias. “O cenário global é de crescimento dos preços dos produtos de aço em geral. Temos visto isso e deve se manter por mais três ou quatro meses”, afirmou.

O presidente da siderúrgica destacou como fatores de sustentação aos preços o fenômeno “importante” de redução de capacidade na China e o aumento das cotações das matérias-primas, que afetam os mercados em que a Gerdau está presente.

O executivo afirmou ainda, sem tecer comentário específico sobre prêmios no mercado interno, que a tendência de “retomada de preços” nos vários mercados “tem gerado possibilidades em alguns mercados do lado positivo”.

Fonte : Valor Econômico/Stella Fontes