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Data: 13/11/2017

Locadoras investem R$ 7,5 bilhões até setembro
 
As quatro maiores locadoras de veículos do país - Localiza, Movida, Unidas e Locamerica - colocam fichas na continuidade da atual retomada da atividade econômica, cenário que já deu ao setor maiores lucros e vendas no terceiro trimestre. Essa aposta equivale a R$ 7,5 bilhões, que é o investimento somado que as quatro locadoras fizeram neste ano na compra de 191,1 mil veículos, entre janeiro e setembro.

Esse volume conjunto de gastos supera em 84,7% os aportes feitos em igual período de 2016. Em termos de quantidade de carros, essas aquisições superam em 70% as unidades adquiridas um ano atrás.

Esses investimentos elevaram a frota somada dessas quatro locadoras para 360 mil unidades em 30 de setembro deste ano, em relação aos 266 mil em igual período de 2016. O pátio só não cresceu mais porque parte das aquisições é usada para a renovação de modelos. Ainda assim, a quantidade de veículos dessas redes ficou 35,3% maior que há um ano.

“Além da economia mais aquecida, temos crescimento que vem de novos consumidores de locação, gente que tinha carro próprio e migrou para os serviços de compartilhamento [Uber ou Cabify] ou para locação pura. Mais de metade de nosso crescimento vem desse público”, disse Renato Franklin, presidente da Movida.

Vice-líder do setor, a Movida anunciou a revisão do seu plano de investimentos em 2017, de R$ 150 milhões para R$ 650 milhões, no mesmo dia em que divulgou o balanço do terceiro trimestre com lucro 15,7% maior que um ano antes e avanço de 40,1% nas receitas. “Vamos antecipar para este ano alguma compra de carros que seria feita no ano que vem”, disse.

De fato, a demanda das locadoras já se reflete diretamente no desempenho das montadoras. As chamadas vendas diretas feitas pelas fabricantes de veículos no país já representa 40% da quantidade de emplacamentos. Um ano atrás, esse segmento representava 33% das vendas.

Parte dos R$ 7,5 bilhões de investimentos que as locadoras fizeram neste ano veio de captações no mercado. A Movida, por exemplo, levantou R$ 550 milhões com debêntures e notas promissórias; a Localiza conseguiu R$ 1 bilhão; a Locamerica mais R$ 250 milhões; e a Unidas, R$ 500 milhões.

“Essas captações mostram a confiança do mercado no setor”, disse o presidente da Unidas, Carlos Sarquis. Segundo ele, os três segmentos de negócios - aluguel de carros, gestão de frotas e venda de seminovos’) estão crescendo. “Além da volta do cliente corporativo, há uma tendência de aumento da demanda gerada por novas linhas de servi- ços, como a de carros alugados para motoristas de aplicativos, como Uber e Cabify”, disse.

A Unidas teve no terceiro trimestre um crescimento de 32% no número de diárias vendidas, com uma retração de 2,8% no preço médio dessas diárias. “Os preços têm caído, em parte pela concorrência, em parte pela redução de custos da empresa. O importante é que isso também tem atraído mais clientes”, afirmou o presidente da Unidas.

Com escala maior, fica mais fácil investir, afirma o presidente da Locamerica, Fernando Porto. “Temos escala maior e nossa expectativa é de conseguirmos melhores descontos com as montadoras”, disse o executivo. Ele planeja dobrar a operação de venda de carros seminovos em mais de 50% até 2018.

A revenda de seminovos é outra forma que as locadoras usam para bancar a aquisição de novos veículos. As quatro maiores locadoras brasileiras arrecadaram dessa fonte, de janeiro a setembro deste ano, R$ 4,6 bilhões - 47,3% mais que em 2016.

O crescimento da frota demanda também a expansão da rede de atendimento. A Localiza, por exemplo, líder do setor e dona da maior rede de lojas, já ampliou em 38 agências a rede de lojas próprias este ano, para 371 unidades. A estratégia é adotada para atrair mais clientes.

Além do crescimento operacional, o diretor financeiro da Localiza, Roberto Mendes, destaca o movimento de expansão por aquisições. A companhia, por exemplo, assumiu neste ano as operações da Hertz Brasil - filial da maior locadora americana. “Temos uma posição financeira confortável para aproveitar novas oportunidades”, afirmou.

Para Mendes, o mercado brasileiro ainda comporta mais consolidação. Segundo dados da Associação Brasileira das Locadoras de Veículos (Abla), as maiores empresas do setor fecharam 2016 com 67% do mercado brasileiro, ante 40% três anos antes.

Fonte : Valor Econômico/João José Oliveira