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Data: 14/2/2018

Usiminas negocia reajuste de preços à indústria
 
Depois de anunciar reajustes de preço para a distribuição do aço no mês passado e conseguir aumentos nos contratos anuais com as montadoras, a Usiminas está negociando também repassar esses preços à indústria, disse Sérgio Leite, presidente da companhia.

Ao setor automotivo, o aumento girou em torno de 20% e esse é o mesmo nível que a companhia espera emplacar à indústria. Parte dos clientes industriais já receberam o aço mais caro e todo o reajuste deve ser terminado até o fim deste trimestre.

De acordo com o executivo, os anúncios feitos para distribuidoras estão sendo implantados. Com esse novo aumento, o prêmio do produto vendido à rede está mais próximo a 10%, frente à importação, o que deixa o preço perto de paridade sustentável com o mercado internacional.

A expectativa da empresa mineira é de elevar sua receita líquida por tonelada vendida de aço em 7% a 10% durante o primeiro trimestre, na comparação com os últimos três meses de 2017, quando foi próxima a R$ 2.533.

Leite afirmou, em teleconferência com investidores e analistas, que a Usiminas vai trabalhar para conseguir crescer junto com o mercado em 2018. A expectativa é que o consumo aparente de aços planos suba de 6% a 7% neste ano.

Além disso, a siderúrgica mineira aguarda uma elevação de aproximadamente 5% no custo por tonelada na mesma base de comparação. No quarto trimestre, o custo foi de R$ 1.770 por tonelada. A principal pressão relevante de custos continua sendo a cotação da placa comprada de terceiros.

Aços galvanizados

A Usiminas, apesar de não ter tomado nenhuma decisão sobre isso, já iniciou estudos para investir no futuro em uma nova linha de aços galvanizados, disse Leite. Segundo ele, a produção de galvanizados a quente está funcionando perto da capacidade plena, mas ainda há grande ociosidade em eletrogalvanizados.

Os aços galvanizados são revestidos de zinco e muito utilizados principalmente pelo setor automotivo. O forte aumento da produção de veículos observado no ano passado fez com que a importação desse tipo de produto se elevasse e alguns agentes do mercado projetam que possa faltar galvanizados no país.

Para Leite, mesmo que a fabricação de carros suba mais 50% frente ao nível registrado em dezembro, a Usiminas teria capacidade de suprir essa demanda. O fornecimento, no entanto, passaria pela redução das vendas para outros clientes fora o setor automotivo, além da diminuição das exportações.

Fonte : Valor Econômico/Renato Rostás