[ 13/12/2018 ]
Montadoras pedem benefícios fiscais para...

[ 13/12/2018 ]
Siemens cria área com foco no setor auto...

[ 13/12/2018 ]
Volkswagen Caminhões e Ônibus amplia pro...

[ 13/12/2018 ]
Sindipeças fecha contratos coletivos de ...

[ 13/12/2018 ]
Projeto da Mercedes-Benz de educação no ...

[ 13/12/2018 ]
Família poderá entrar em imóvel de Ghosn...

[ 13/12/2018 ]
Renault pede que Nissan não contate seus...

[ 13/12/2018 ]
Transportes são responsáveis por 25% das...

[ 13/12/2018 ]
Grupo VIP adquire 50 ônibus Mercedes-Ben...

[ 12/12/2018 ]
Temer sanciona Rota 2030 com veto a bene...

[ 12/12/2018 ]
Scania tem alta de 50,9% na produção de ...

[ 12/12/2018 ]
BYD entrega os primeiros ônibus 100% elé...

[ 12/12/2018 ]
Brasil foi país que mais adotou medidas ...

[ 12/12/2018 ]
Evento da Anfir poderá render US$ 4 milh...

[ 12/12/2018 ]
Setor de transporte cresce 2,3% até sete...

[ 12/12/2018 ]
Produção de motos vai superar 1 milhão d...

[ 12/12/2018 ]
CNH com chip é adiada para o final de 20...

[ 12/12/2018 ]
Fábrica da Volkswagen em Taubaté celebra...

[ 12/12/2018 ]
Nacional, Tiggo 5X agrada pelo estilo, c...

[ 11/12/2018 ]
Mercado de veículos deve ter alta de até...




 

Data: 16/3/2018

Reformas são urgentes, dizem empresários
 
Apesar da defesa praticamente uníssona da agenda de reformas, investidores e empresários, que participaram nos últimos dois dias do Fórum Econômico Mundial em São Paulo, se mostraram pouco preocupados com a eleição de outubro, da qual depende, em grande parte, a continuidade das medidas estruturais. A leitura é de que as reformas, que são a principal demanda do empresariado, tomaram um caminho sem volta.

Na visão de muitos deles, isso não deve mudar mesmo que o vencedor da sucessão presidencial esteja no extremo do espectro político, dada a urgência do País de conter a escalada da dívida pública, simplificar seu sistema tributário e melhorar as condições de competitividade das empresas para, dessa forma, evitar um novo ciclo recessivo, o que também não interessa à classe política.

Para o ex-presidente do Banco Central (BC) Arminio Fraga, os investidores estrangeiros estão concedendo o benefício da dúvida à economia brasileira. “Vejo os estrangeiros mais otimistas do que nós”, comenta o sócio da Gávea Investimentos. Mas essa confiança, ponderou, não vai persistir se o País fracassar na missão de corrigir seus desequilíbrios. “O Estado precisa entregar, porque arrecada muito e entrega relativamente pouco para a sociedade.”

A confiança das companhias foi manifestada em mensagens de que os investimentos no País vão continuar. Entre maio e junho, pouco antes do início das campanhas eleitorais, a Nissan deve anunciar seu próximo plano de investimento no Brasil. “Independentemente do governo que virá, ele terá de fazer as reformas”, disse o presidente da montadora japonesa no Brasil, Marco Silva.

Na Siemens, um novo ciclo de investimentos, que prevê R$ 5 bilhões em cinco anos, foi anunciado nesta semana porque, conforme disse o presidente da multinacional no País, André Clark, não há outra saída que não seja a continuidade da agenda reformista. “A agenda de reformas se tornou tão urgente que o País não tem outra opção”, acrescentou Clark, repetindo visão do presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, para quem as reformas são “mandatórias”.

Por outro lado, o presidente do Itaú Unibanco, Candido Bracher, avaliou que os investidores vão se frustrar se o Brasil não conseguir implementar as reformas. “O Brasil pode perder investimentos se não olhar para suas questões essenciais, como garantir a estabilidade macroeconômica”.

Uma pesquisa feita no fim do ano passado pela consultoria Deloitte com 750 empresas mostrou que a eleição de outubro é apenas a quarta preocupação dos empresários brasileiros. À frente dela estão, nessa ordem, o déficit do País em infraestrutura, a Previdência Social e a situação fiscal.

Fonte : O Estado de S. Paulo