[ 20/4/2018 ]
Montadora Puma terá fábrica em Botucatu...

[ 20/4/2018 ]
Caoa aguarda Rota 2030 para definir inve...

[ 20/4/2018 ]
Montadoras poderão atuar na China sem pa...

[ 20/4/2018 ]
A montadora que está surpreendendo...

[ 20/4/2018 ]
Acordo dá estabilidade a trabalhadores d...

[ 20/4/2018 ]
Realidade virtual ...

[ 20/4/2018 ]
Volkswagen Caminhões e Ônibus inova e pr...

[ 20/4/2018 ]
Volkswagen Financial Services oferece pa...

[ 20/4/2018 ]
Kia Sorento ganha duas novas versões...

[ 19/4/2018 ]
Executivo local chega ao topo das montad...

[ 19/4/2018 ]
Nissan comemora 4 anos de Resende com ve...

[ 19/4/2018 ]
Michelin amplia oferta de serviços com c...

[ 19/4/2018 ]
Indústria sinaliza que acordo entre UE e...

[ 19/4/2018 ]
Tecon Rio Grande registra crescimento na...

[ 19/4/2018 ]
Trabalhadores da VW aprovam produção de ...

[ 19/4/2018 ]
Grupo Volkswagen bate recorde de vendas...

[ 19/4/2018 ]
De volta ao País, SsangYong divulga preç...

[ 19/4/2018 ]
Camaro novo em folha...

[ 19/4/2018 ]
Em nova concessão aos EUA, China abre se...

[ 19/4/2018 ]
Refinanciamento de dívidas pode benefici...




 

Data: 16/3/2018

Reformas são urgentes, dizem empresários
 
Apesar da defesa praticamente uníssona da agenda de reformas, investidores e empresários, que participaram nos últimos dois dias do Fórum Econômico Mundial em São Paulo, se mostraram pouco preocupados com a eleição de outubro, da qual depende, em grande parte, a continuidade das medidas estruturais. A leitura é de que as reformas, que são a principal demanda do empresariado, tomaram um caminho sem volta.

Na visão de muitos deles, isso não deve mudar mesmo que o vencedor da sucessão presidencial esteja no extremo do espectro político, dada a urgência do País de conter a escalada da dívida pública, simplificar seu sistema tributário e melhorar as condições de competitividade das empresas para, dessa forma, evitar um novo ciclo recessivo, o que também não interessa à classe política.

Para o ex-presidente do Banco Central (BC) Arminio Fraga, os investidores estrangeiros estão concedendo o benefício da dúvida à economia brasileira. “Vejo os estrangeiros mais otimistas do que nós”, comenta o sócio da Gávea Investimentos. Mas essa confiança, ponderou, não vai persistir se o País fracassar na missão de corrigir seus desequilíbrios. “O Estado precisa entregar, porque arrecada muito e entrega relativamente pouco para a sociedade.”

A confiança das companhias foi manifestada em mensagens de que os investimentos no País vão continuar. Entre maio e junho, pouco antes do início das campanhas eleitorais, a Nissan deve anunciar seu próximo plano de investimento no Brasil. “Independentemente do governo que virá, ele terá de fazer as reformas”, disse o presidente da montadora japonesa no Brasil, Marco Silva.

Na Siemens, um novo ciclo de investimentos, que prevê R$ 5 bilhões em cinco anos, foi anunciado nesta semana porque, conforme disse o presidente da multinacional no País, André Clark, não há outra saída que não seja a continuidade da agenda reformista. “A agenda de reformas se tornou tão urgente que o País não tem outra opção”, acrescentou Clark, repetindo visão do presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, para quem as reformas são “mandatórias”.

Por outro lado, o presidente do Itaú Unibanco, Candido Bracher, avaliou que os investidores vão se frustrar se o Brasil não conseguir implementar as reformas. “O Brasil pode perder investimentos se não olhar para suas questões essenciais, como garantir a estabilidade macroeconômica”.

Uma pesquisa feita no fim do ano passado pela consultoria Deloitte com 750 empresas mostrou que a eleição de outubro é apenas a quarta preocupação dos empresários brasileiros. À frente dela estão, nessa ordem, o déficit do País em infraestrutura, a Previdência Social e a situação fiscal.

Fonte : O Estado de S. Paulo