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Data: 22/5/2018

Consumo brasileiro de aço mantém ritmo de reação
 
Mesmo com um tropeço em abril, a demanda brasileira por aço continua em recuperação, mostram os números do Instituto Aço Brasil que serão publicados hoje. Em 12 meses, até abril, o consumo aparente de produtos siderúrgicos - a somatória de vendas internas das empresas mais importações - totalizou 20 milhões de toneladas. A última vez que o volume foi tão grande, em comparação anualizada, foi em fevereiro de 2016.

Sazonalmente, abril é um mês mais fraco. Nesta década, apenas em 2013, recorde da procura por aço no país, não houve redução ante março. Mas Marco Polo de Mello Lopes, presidente-executivo do Aço Brasil, diz que o ímpeto do consumo parece ter perdido um pouco do gás, realmente.

“O que sentimos das conversas e das informações que chegam é que o ritmo que o primeiro trimestre apresentava, de efetiva retomada, não se confirmou mais recentemente”, disse ao Valor. “Dois pontos de interrogação são essa disparada do dólar e a incerteza enorme quanto às eleições”.

A recuperação ainda é desigual. Em aços planos, segue rápida e voltou a ostentar níveis de três anos atrás. Em um ano, até abril, o consumo de planos - bobinas, chapas e semelhantes, destinados aos setores automotivo, de bens de capital e eletrodomésticos - foi de 12 milhões de toneladas. O último ano cheio em que se comprou tanto aço plano no Brasil foi em 2014.

No caso de longos, os passos ainda são curtos. O consumo, na comparação anualizada, até abril, deixou de cair em dezembro. Nos quatro meses deste ano, foram 7,37 milhões de toneladas, maior desde julho do ano passado. Em 2016, como um todo, a demanda por longos - vergalhões, trefilados e outros, usados na construção civil, por exemplo - ainda era maior que esse volume.

“O segmento de longos ganhar um respiro, após atingir o fundo do poço, já é uma boa notícia”, diz Lopes. “Setor automotivo impulsiona as vendas de planos como no passado, mas construção agora ajuda um pouco as de longos.”

Há ainda um risco de acirramento da concorrência com os estrangeiros no segmento de planos. A importação desse tipo de produto, nos 12 meses até abril, totalizou 1,53 milhão de toneladas, ou 12,7% do consumo.

Por outro lado, a área de longos continua tranquila - em muitos casos, chega a ser até 10% mais barato comprar o vergalhão brasileiro do que trazer o produto do exterior. A importação de longos foi de 400 mil toneladas no ano, ou 5,4% do consumo. A última vez que passou de 10% foi no início de 2017.

Lopes ressalva que no ano passado, das 841 mil toneladas a mais de consumo, 53% foram de crescimento na importação. Até agora, no quadrimestre, o importado atingiu 760 mil toneladas ante igual período de 2017 - aumento de apenas mil toneladas. “É um alívio saber que é as vendas internas que melhoram”, diz.

Em abril, o consumo aparente total no país foi de 1,7 milhão de toneladas, 25,9% a mais do que um ano atrás, segundo o Aço Brasil. Em planos, 35,2%, para 1,06 milhão de toneladas, e em longos, de 13%, para 642 mil. As vendas internas atingiram 1,49 milhão de toneladas, expansão de 24,9%, e as importações subiram 32,7%, para 203 mil.

Conforme a entidade, foram produzidas 2,95 milhões de toneladas de aço bruto, 1,9% a mais. As exportações somaram 1,1 milhão de toneladas, aumento de 32,9%.

Lopes pontua que o comunicado conjunto de siderúrgicas da América Latina, divulgado ontem pela Alacero - associação da região -, foi resultado de uma reunião na semana passada em Guarulhos (SP). No encontro, ficou evidente a apreensão das empresas quanto à aplicação de mecanismos de defesa comercial pelos governos. O comunicado pede maior atuação do G-20 no assunto.

Fonte : Valor Econômico/Renato Rostás