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Data: 19/6/2018

Presidente-executivo da Audi é preso pelo caso "dieselgate"
 
O presidente-executivo da Audi, Rupert Stadler, foi preso nesta segunda-feira, disse um porta-voz da Volkswagen. Ele é suspeito de estar envolvido no caso "dieselgate", sobre o escândalo de motores manipulados da montadora.

"A ordem de prisão é baseada na ocultação de provas", afirma um comunicado divulgado pela Promotoria de Munique, que fez uma operação de busca e apreensão na semana passada na casa de Stadler.

Stadler e outro integrante da diretoria da Audi foram acusados de "fraude" no fim de maio.

A Audi confirmou a detenção, sem revelar mais detalhes, recordando que a presunção de inocência se aplica ao caso de Stadler, que estava em Ingolstadt, na região da Alta Baviera, no sul da Alemanha.

A Agência Federal dos Automóveis na Alemanha, KBA, ordenou no início do mês o recall de quase 60.000 Audi A6 e A7 após a descoberta de um "dispositivo ilícito" capaz de falsificar os níveis de emissões de gases poluentes.

No fim de maio aconteceram operações nas residências dos dois suspeitos, depois de operações em fevereiro, março e abril nas casas e locais de trabalho de diretores da Audi na Alemanha, incluindo a sede da montadora em Ingoldstadt. De acordo com o jornal alemão "Bild", um juiz ordenou a execução da prisão preventiva do acusado.

A promotoria submete a ele e a outro membro do conselho de administração da subsidiária da Volkswagen as acusações de fraude e falsificação de documentos.

Segundo o "Bild", ambos trouxeram carros a diesel com tratamento manipulado de gases de escape ao mercado europeu. Buscas foram realizadas no apartamento de Stadler na última segunda-feira. Ele é investigado há dois anos.

O escândalo do "dieselgate" explodiu em setembro de 2015, quando a agência americana do meio ambiente, a EPA, acusou a Volkswagen de ter equipado 11 milhões de seus veículos a diesel, quase 600.000 deles nos Estados Unidos, com um dispositivo capaz de falsificar o resultado dos testes antipoluição e de dissimular emissões que às vezes eram até 40 vezes superiores aos limites autorizados.

Fonte : O Globo/Agência Internacionais