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Data: 9/11/2018

Anfavea apoia proposta de criação do Ministério da Produção, Emprego e Comércio
 
A Anfavea está entre as dez entidades representantes do setor industrial que levaram a Onyx Lorenzoni (DEM-RS), futuro ministro da Casa Civil do governo recém-eleito, a proposta para a criação do Ministério da Produção, Trabalho e Comércio, que abrangeria a atual pasta do Trabalho e também da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

“Nós da Anfavea, junto com outras entidades, acreditamos que seria um bom modelo para o Brasil”, comentou na quinta-feira, 8, o presidente da entidade, Antonio Megale. Na sua avaliação, um ministério desse tipo contribuiria para estreitar a relação entre capital e trabalho.

A iniciativa, na prática, é uma reação ao projeto do novo governo de incorporar o MDIC ao Ministério da Economia, um super ministério que também reunirá Fazenda e Planejamento e será comandado pelo economista Paulo Guedes. A indústria, em geral, não vê com bons olhos o fim do MDIC, que hoje serve de base para o setor encaminhar seus pleitos e necessidades junto ao governo federal.

A ideia de reunir produção e trabalho em uma única pasta, segundo as entidades signatárias da proposta, iria ao encontro do objetivo do novo governo de reduzir a estrutura do Estado e também a burocracia existente hoje no País, favorecendo maior produtividade e competitividade para o setor industrial.

Além da Anfavea, assinam o documento a Abimaq, Abinee, Abicalçados, Abiquim, Abit, Abrinq, AEB (de comércio exterior), Cbic (da construção civil) e o Instituto Aço Brasil. Com apenas uma página, o documento com a proposta da criação do Ministério da Produção, Emprego e Comércio foi entregue ao futuro ministro da Casa Civil na semana passada.

“A junção entre produção e trabalho é uma mudança de paradigma, que busca desburocratizar e aprimorar a relação capital-trabalho, facilitando assim a colaboração entre as partes e promovendo o empreendedorismo, a inovação, a produtividade e a competitividade da economia brasileira”, diz um dos trechos do documento.

Fonte : AutoIndústria/Alzira Rodrigues