[ 14/12/2018 ]
Venda de veículos pode crescer até 12% e...

[ 14/12/2018 ]
Toyota produzirá veículo híbrido flex em...

[ 14/12/2018 ]
Mecanização tem novo avanço na agricultu...

[ 14/12/2018 ]
Secretário do Tesouro critica postura de...

[ 14/12/2018 ]
OMC condena cinco de sete programas de i...

[ 14/12/2018 ]
Fux revoga sua própria decisão e multas ...

[ 14/12/2018 ]
Valor do seguro obrigatório cairá 63,3% ...

[ 14/12/2018 ]
Indústria automotiva do Sul Fluminense c...

[ 14/12/2018 ]
Ford Ranger Storm: versão com visual de ...

[ 14/12/2018 ]
Petroleira apoiou plano de Trump de carr...

[ 13/12/2018 ]
Montadoras pedem benefícios fiscais para...

[ 13/12/2018 ]
Siemens cria área com foco no setor auto...

[ 13/12/2018 ]
Volkswagen Caminhões e Ônibus amplia pro...

[ 13/12/2018 ]
Sindipeças fecha contratos coletivos de ...

[ 13/12/2018 ]
Projeto da Mercedes-Benz de educação no ...

[ 13/12/2018 ]
Família poderá entrar em imóvel de Ghosn...

[ 13/12/2018 ]
Renault pede que Nissan não contate seus...

[ 13/12/2018 ]
Transportes são responsáveis por 25% das...

[ 13/12/2018 ]
Grupo VIP adquire 50 ônibus Mercedes-Ben...

[ 12/12/2018 ]
Temer sanciona Rota 2030 com veto a bene...




 

Data: 13/11/2018

União Europeia frustra Mercosul em primeiro dia de negociação com diplomatas
 
Diplomatas do Mercosul deixaram o primeiro dia de negociações com a União Europeia frustrados com a postura de Bruxelas. O sentimento na delegação sul-americana é de que os europeus estão exigindo concessões da parte do Mercosul, sem apresentar contra-partidas suficientes, principalmente no setor agrícola.

Em negociação há 18 anos, o acordo de livre comércio entre Mercosul e Europa passou a uma fase crítica nesta semana. Bruxelas teme que, com um novo governo no Brasil, as chances de um entendimento sejam reduzidas e que os interesses americanos possam ampliar sua presença comercial no Cone Sul.

A UE decidiu convidar uma delegação do Mercosul para tentar, nesta semana em Bruxelas, avançar na negociação, romper o impasse e oferecer, aos ministros dos dois blocos, a possibilidade de fechar um acordo a partir da semana que vem.

Mas, ao final do primeiro dia de encontros, o resultado foi considerado como "decepcionante". Os europeus haviam solicitado concessões do Mercosul, principalmente no setor automotivo e na harmonização de normas para a venda de carros. Isso inclui desde segurança até meio ambiente, além de especificações sobre peças.

Para o Mercosul, essa harmonização é considerada como delicada, já que colocar os padrões no mesmo pé de igualdade dos europeus significa fechar outros mercados consumidores. Ainda assim, o bloco esteve disposto a mostrar avanços.

Os europeus também querem medidas especiais para proteger produtos como vinhos, queijos e itens de alto valor agregado.

Mas os negociadores sul-americanos sentiram que não foram correspondidos e que os europeus não mostraram sinais de que estão dispostos a fazer concessões em áreas de interesse do Mercosul.

Diplomatas ainda aguardam para ver como serão os próximos dias de negociação. Mas se a posição europeia prevalecer, dificilmente haverá um acordo.

O Mercosul considera que o acesso oferecido para a exportação de carnes e de etanol está "longe" do que se imaginava que seria um acordo comercial. Para os europeus, porém, uma decisão nesse sentido seria "política" e apenas ministros poderiam fazer.

O temor do Mercosul é de que a UE esteja tentando extrair o máximo de concessões por parte do bloco sul-americano, sem dar uma sinalização clara de como podem ganhar com o acordo. "Eles parecem plantados em suas posições originais", apontou um negociador do Mercosul, na condição de anonimato.

Ao Estado, fontes em Bruxelas revelaram que a Comissão Europeia foi duramente freada por um grupo de países, depois que ficou claro que o Executivo do bloco queriam acelerar um acordo. Na última sexta-feira, os comissários europeus receberam um alerta claro de algumas capitais de que concessões não seriam facilmente aceitas internamente.

O governo da França, por exemplo, insiste que não se pode nem acelerar um processo negociador e nem ceder, apenas para que um acordo seja atendido.

Bruxelas não nega a existência de uma tensão entre a Comissão Europeia e Paris no que se refere ao Mercosul. Se os europeus estariam dispostos a negociar, o sentimento é de que a França, Irlanda e países que tradicionalmente protegem seu setor agrícola estariam usando todas as oportunidades possíveis para justificar a criação de um impasse no processo negociador.

Fonte : O Estado de S. Paulo/Jamil Chade