[ 18/1/2019 ]
Kroschu integra Consórcio Modular da Vol...

[ 18/1/2019 ]
Sprinter é o comercial leve mais vendido...

[ 18/1/2019 ]
Marcas de luxo têm desempenho abaixo da ...

[ 18/1/2019 ]
Setor de aço prevê crescimento com maior...

[ 18/1/2019 ]
Atividade de transporte mostra desaceler...

[ 18/1/2019 ]
Financiamentos de pesados cresceram 26% ...

[ 18/1/2019 ]
PSA tem recorde mundial de vendas...

[ 18/1/2019 ]
UFSC de Joinville pode criar instituto f...

[ 18/1/2019 ]
Com setor automotivo otimista, é hora de...

[ 18/1/2019 ]
Carlos Ghosn ficará preso ao menos até m...

[ 17/1/2019 ]
Jeep mantém liderança no mercado de SUVs...

[ 17/1/2019 ]
Chassi de ônibus OF 1721 da Mercedes-Ben...

[ 17/1/2019 ]
"Países da UE se preparam para um possív...

[ 17/1/2019 ]
Bridgestone reforça presença no Sul...

[ 17/1/2019 ]
Duas décadas de estrada...

[ 17/1/2019 ]
Cummins intensifica ações na área social...

[ 17/1/2019 ]
Daimler Trucks investe em caminhões autô...

[ 17/1/2019 ]
Ford anuncia veículos com tecnologia C-V...

[ 17/1/2019 ]
Mudança no BMW Group Serviços Financeiro...

[ 17/1/2019 ]
HERE Technologies lança índice sobre mob...




 

Data: 11/1/2019

Em crise, Estados elevam ICMS de automóveis
 
Para aliviar a situação fiscal, pelo menos cinco estados do país preparam aumentos no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) cobrado na compra de carros. Em Alagoas, Pernambuco e Sergipe, o imposto de veículos aumentará de 12% para 14% a partir de abril, segundo informaram as próprias administrações estaduais. No Acre e no Amapá, os percentuais estão indefinidos, mas os aumentos devem variar de 12% para algo entre 14% e 18%. As novas alíquotas só podem entrar em vigor em abril por causa do prazo de 90 dias exigido pela legislação para qualquer mudança no ICMS. Atualmente, o ICMS para veículos automotores é o mesmo em todo o país: 12%.

Também há rumores de um reajuste em Mato Grosso do Sul, mas, por enquanto, o governo estadual diz que a tarifa está mantida em 12%.

Executivos ligados às montadoras disseram ao jorna Folha de S. Paulo que outros estados também estão discutindo o assunto. De acordo com Antonio Megale, presidente da Anfavea, associação que reúne as montadoras, "se o ICMS realmente subir, o consumidor vai pagar a diferença". "Não dá para absorver essa alta sem afetar o preço do veículo", diz.

Segundo Bernard Appy, diretor do CIF (Centro de Cidadania Fiscal), o maior risco é que esses reajustes de ICMS signifiquem o retorno de uma guerra fiscal, que, décadas atrás, levava os brasileiros a ir ao estado vizinho para comprar carro mais barato.

Segundo reportagem de Raquel Landim, publicada no jornal Folha de S. Paulo, "o estopim da confusão é o fim de um convênio do Confaz, o conselho que reúne os secretários estaduais de Fazenda de todo o país, que vigorou por mais de 20 anos e expirou em 31 de dezembro de 2018. O convênio referendava benefícios fiscais concedidos por 13 estados da Federação para o setor automotivo: Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia e Sergipe. A regra permitia que esses estados reduzissem o ICMS dos 17% ou 18% previstos em suas legislações locais para 12%".

A Secretaria da Fazenda de Sergipe informou que decidiu manter parte do benefício para o setor automotivo, porque o fim do convênio do Confaz levaria o ICMS de veículos no estado a 18%. O aumento para 14% seria para "corrigir as distorções ocorridas ao longo dos 20 anos em que o convênio esteve em vigor, quando o mesmo deveria vigorar por apenas seis meses".

A Secretaria da Fazenda de Pernambuco informou que incluiu novos produtos - como o carro com motor 1.0 e as motocicletas de 250 cilindradas - no Fecep (Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza). O fundo destina uma alíquota adicional de 2% de ICMS a ações ligadas à assistência social, segurança alimentar e nutricional. Os automóveis que se enquadrarem terão um ICMS de 14%, e os demais, 12%.

A Secretaria da Fazenda de Alagoas confirmou que vai reajustar o ICMS de veículos para 14%.

A de Mato Grosso do Sul informou que um decreto permite manter o tributo em 12%. E do Acre afirmou que a nova gestão não definiu o percentual de aumento do ICMS, mas que a alíquota deve subir para algo entre 14% e 18%.

No caso de bens de alto valor, acaba valendo a pena para o consumidor fazer a viagem em busca de um desconto, especialmente nos estados do Nordeste, onde as distâncias são pequenas, ou nas regiões de divisa.

O estopim da confusão é o fim de um convênio do Confaz, o conselho que reúne os secretários estaduais de Fazenda de todo o país, que vigorou por mais de 20 anos e expirou em 31 de dezembro de 2018.

O convênio referendava benefícios fiscais concedidos por 13 estados da Federação para o setor automotivo: Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia e Sergipe.

A regra permitia que esses estados reduzissem o ICMS dos 17% ou 18% previstos em suas legislações locais para 12%. Dessa maneira, igualava o tributo em todo o país. Em São Paulo, por exemplo, o ICMS de veículos é 12%.

No fim do ano passado, representantes da indústria fizeram pressão para que o convênio fosse renovado, mas os estados resistiram.

As contas públicas estaduais vêm sofrendo com a queda da arrecadação, que ainda não se recuperou da recessão dos últimos anos, e de um problema estrutural, que é a crescente despesa com servidores ativos e inativos.

Segundo pessoas que acompanharam o assunto de perto, Pernambuco chegou a liderar uma articulação para costurar um novo convênio elevando o ICMS de veículos de 12% para 14% em todo o país, mas não houve acordo e o entendimento em vigor expirou.

Por enquanto, os aumentos de ICMS estão restritos a estados ainda pouco representativos das vendas nacionais.

Porém, o receio dos executivos das montadoras ouvidos pela reportagem é que, se os aumentos do tributo se disseminarem, os reajustes nos preços dos veículos acabem reduzindo as vendas e afetando a recuperação do setor.

Em 2018, a indústria automotiva vendeu 2,57 milhões de veículos, 14,6% a mais do que em 2017. No entanto, ainda trabalha com 45% de capacidade ociosa nas fábricas.

Governos alegam que vão manter parte do benefício.

A reportagem não conseguiu contato com a secretaria do Amapá.

Fonte : Portal Brasil 247